O Vinho e o Espírito Santo

Contribuição: João 3:5

O Evangelho de João foi escrito à igreja e por ela ser eminentemente gentílica, esse evangelho é o mais explicativo dos quatro.

Os discursos são mais longos e detalhados e fala-se mais do amor de Deus por isso também é conhecido como o evangelho do amor.
O primeiro milagre realizado por Jesus está descrito no capítulo 2 e foi a transformação da água em vinho.

Existem muitos detalhes e vamos descrever alguns:

1 – A festa seguia o ritual judaico, portanto, o vinho é o elemento que determinava a duração da festa.

Enquanto houvesse vinho a festa continuava

2 – Quem fornecia o vinho era o noivo.

3 – O vinho acabou no terceiro dia. O que ia acontecer? Consumar o casamento?

4 – Maria fala com Jesus sobre o vinho e Ele a repreende.

5 – Jesus manda encher talhas de pedra com água e ela é transformada em vinho.
Significado:

1 – A festa do casamento refere-se à festa da salvação. O Espírito Santo é o vinho. Enquanto Ele estiver presente a festa continua. Quando Ele for embora é porque o casamento de Jesus com sua igreja será consumado.

2 – Quem enviou o Espírito Santo (vinho) foi o Senhor Jesus.

3 – No terceiro dia, com a ressurreição de Jesus, ficou definitivamente consumado o seu ministério de morte e ressurreição e ali termina o vinho velho, que era a aliança do Velho Testamento com Israel e começava a nova aliança, ou o Novo Testamento com a igreja.

4 – Maria deveria ter falado com o noivo sobre o vinho ter acabado e não com Jesus, mas ela não foi repreendida por isso. Ao dirigir-se a Jesus, esse ato estava profetizando que Jesus era o noivo; e Ele é mesmo o noivo! Só que Ele só iria se revelar como noivo à igreja, que seria formada após sua ressurreição e ela seria gentílica.

A aliança que O Senhor tinha com Israel era diferente da que Ele faria com a igreja. Maria era judia, por isso, a frase “que tenho eu contigo?” era como quem diz: Maria, não entre nesse assunto, porque eu sou o noivo, mas não vou me revelar dessa forma aos judeus e sim à igreja.

5 – O vinho ficava guardado em cântaros, odres, ânforas… Era nesses lugares que deveria estar quando acabou.

Ao fornecer o novo vinho, O Senhor não realiza o milagre dentro desses recipientes, mas manda encher as talhas de pedra, que nem fazia parte daquela festa.
O Senhor Jesus enviou seu Espírito Santo, que é o vinho novo, o elemento da comunhão, do novo pacto, mas Ele não foi gerado em Israel e sim na igreja.

Israel como nação não recebeu o Espírito Santo, e sim a igreja

Esse milagre só está descrito no evangelho de João. Sendo o primeiro, não foi o mais marcante? Não deveria ser o mais divulgado?
Isso ocorreu porque ele é destinado exclusivamente à igreja.

É na igreja que O Senhor opera a transformação do homem

O homem é uma talha de pedra – duro e cheio de sujeitas que o mundo deposita lá – O Senhor mandou encher da água do seu Espírito e transformou em vinho – numa nova vida, melhor, doce e desconhecida (João 2:10b – “…tu guardaste até agora o bom vinho”).

Nicodemos queria uma bênção e O Senhor disse a ele que era preciso nascer de novo, ou seja, ser uma nova criatura, através da água e do Espírito – ou seja, Ele estava explicando o milagre da água transformada em vinho para esse homem.


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