NOSSA ESPERANÇA EM CRISTO

I Coríntios 15: 19

INTRODUÇÃO

Quando Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho, a multidão que o seguia ia dando glórias e louvores a Deus por todas as maravilhas que tinha visto, dizendo: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor”.

O povo de Israel vivia naquela ocasião, por longos anos, sob o domínio do império romano, e esperava impacientemente o surgimento do Messias prometido, que iria libertá-los, como supunham, de toda aquela opressão, pois os romanos governavam com mão de ferro e o povo não suportava mais aquela “humilhação”.

DESENVOLVIMENTO

Quando Jesus surgiu pregando sua doutrina e falando de libertação, todos pensavam que Ele estava falando de sua libertação política, social e econômica da tirania de Roma. Eles não perceberam que Jesus falava em termos espirituais e eternos, de modo que a maioria viu em Jesus a solução para seus problemas seculares e imediatos.

No dia em que Jesus entrou em Jerusalém, sendo glorificado por todos, a expectativa era de que Ele iria operar um grande sinal, ou quem sabe promover alguma revolta contra os romanos (Lc 24: 21) , conduzindo todos à emancipação tão sonhada. No entanto, os dias se passaram e nada daquilo que aquela multidão entusiástica esperava, aconteceu.

Jesus não promoveu qualquer ato de revolta em Jerusalém, não falou uma palavra sequer contra os odiosos romanos, e aos poucos o ânimo e as esperanças da multidão foram se alterando. No final daquela semana, a disposição, os sentimentos e os pensamentos de todos estavam completamente opostos aos do início.

Quando Pilatos colocou Barrabás e Jesus diante daquela multidão, que no início o “carregou nos braços”, para que escolhesse qual dos dois deveria ser solto, ela pediu a libertação de Barrabás e a crucificação de Jesus.

O que teria levado aquelas pessoas a uma mudança tão brusca e radical dos seus sentimentos, atitudes e opiniões? Foi exatamente o fato de esperarem em Cristo somente para esta vida, e não para a vida eterna.

Apesar de Jesus ter falado claramente, quando entrou em Jerusalém, que importava que o grão de trigo caísse na terra e morresse, para gerar muitos frutos, ninguém entendeu o significado de suas palavras. Apesar do testemunho dado pelos céus em concordância com a afirmação do Senhor, a multidão permaneceu incrédula em relação às coisas espirituais, e com a visão fixada num Jesus que iria resolver seus problemas seculares, e de cunho meramente material, tornando suas vidas mais fáceis e confortáveis.

Muitos ali queriam que suas preocupações fossem removidas para terem mais facilidades nas suas vidas de pecados.

Mas foi exatamente através de sua crucificação e ressurreição que Jesus concretizou o Plano de Libertação da Humanidade, concebido pelo Pai na eternidade (Jo 12: 32). Esta libertação não se refere à algo restrito a um plano simplesmente terreno ou de âmbito humano, e sim de uma dimensão imensamente maior, de uma libertação do poder do adversário, do mundo e principalmente do pecado.

A Libertação

Libertação do poder da morte e da condenação eterna, para transmitir ao homem a salvação e a vida eterna, concedendo a ele também a comunhão com o Pai, através do Espírito Santo.

A Obra de libertação operada pelo Senhor Jesus na cruz, nos proporciona uma nova vida na sua presença, na qual nós somos capacitados pelo seu Espírito Santo a vencer, pela fé, o inimigo, o mundo e o pecado, renovando em nós a cada momento, a esperança da salvação e nos preparando para a vida eterna.

Esta Obra não tem objetivos voltados para esta vida ou para este mundo, pois tudo isso vai passar com um “grande estrondo”. Por isso a Palavra diz que “os que esperam em Cristo somente para esta vida, são os mais miseráveis dos homens”.

A religião prega um Jesus para esta vida. Um Jesus materializado pelo pão da padaria, pela água da Sanepar, pela casa da Cohab e assim por diante. As pessoas hoje lotam templos imensos em busca de um Jesus que lhes dê prosperidade material, um bom emprego, um carro zero, que as livre de suas enfermidades, que resolva seus problemas conjugais e tantas outras coisas relacionadas com a vida temporária aqui na terra.

Poucos almejam um compromisso ou uma aliança com o Senhor que se deu por eles, de modo que quando conseguem o que buscam, logo O abandonam, seguindo suas vidas para longe dele.

CONCLUSÃO

O Senhor quer conduzir as pessoas a uma experiência íntima com Ele; uma experiência que transforme o seu viver e o desligue das coisas deste mundo para uma viva e real esperança de vida eterna. A religião tem gerado “miseráveis”, pois ela só conhece Jesus para esta vida. Ela promete tudo neste mundo, mas só não promete vida eterna, pois não a conhece.

A pessoa que espera Jesus somente para esta vida, mais cedo ou mais tarde acabará por rejeitá-lo desprezá-lo, mas o que espera no Senhor para a eternidade, terá um tesouro nos céus.


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