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A fé sem ruídos – Isaías 38:1

A fé sem ruídos

13 de setembro de 2022 por Grupo de Ciência & Fé – Igreja Cristã Maranata

“Põe em ordem tua casa, porque morrerás, e não viverás.” Isaías 38:1

O texto citado acima refere-se a uma sentença de morte profetizada por Isaías a Ezequias, rei de Israel. É possível destacar, da abordagem desse texto, alguns temas científicos relacionados à fé.

O tempo (chronos)

A temporalidade é um aspecto da vida que surpreende o homem. A história do rei de Israel, Ezequias, descreve que ele havia adoecido de uma enfermidade mortal quando recebeu uma mensagem da parte de Deus, entregue pelo profeta Isaías. O rei Ezequias, com suas tantas ocupações, nos aponta o momento atual, em que o homem possui muitas ocupações e problemas e, às vezes, não está em condições de ouvir diretamente da parte de Deus qualquer mensagem.

Pode-se considerar atualmente que tantos ruídos levam à corrupção de muitas vidas, o que pode contribuir para corromper a mensagem de Deus para o homem.

Só ali, no encontro com o Profeta, intermediário de Deus, o rei pôde descobrir o real valor e teor de suas necessidades, quando se voltou para a parede, dando as costas para o ruído do mundo, pedindo socorro com lágrimas, se humilhando diante da triste realidade “… morrerás, e não viverás ”. Entendendo que havia uma outra vida que, por um tempo, deveria acrescentar.

A entropia

A entropia aponta para a lei presente em toda criação, em que a desordem é um processo natural [3] e, portanto, a ordem de Deus, ao rei, era necessária: “Põe em ordem a tua casa, …”. Sabemos que tudo pode morrer: “… morrerás, e não viverás”.

Uma sinalização do fenômeno da entropia é o fato de que o homem, e nesse caso em especial o rei Ezequias, está inserido na obra criadora que é regida pelas quatro medidas do universo, a saber: a largura, a altura, o comprimento e o tempo.

O conselho embutido na mensagem do Profeta advinda de Deus: “põe em ordem a tua casa”, é a sinalização de um escape para a vida do rei. Esse escape é a obra redentora de onde provém a fé [5], que não tem nada a ver com a obra criadora.

Não se pode explicar a fé com os elementos da obra criadora, mas podemos afirmar que a fé é o “firme fundamento”, como está escrito em Hebreus no capítulo 11, versículo 1 [1].
Firme fundamento, pois vem da eternidade e não pode ser gerada, mas é geradora de vida. Nesse aspecto, percebemos e salientamos a existência de uma quinta medida, a revelação [6].

A velocidade do pensamento

O pensamento humano, no que se refere à sua velocidade de ação, não pode transpor o limite físico imposto pela velocidade da luz, de aproximadamente 300.000 (trezentos mil) quilômetros por segundo, apesar de o cérebro, tão pequeno, possuir cerca de 86 bilhões de neurônios, segundo pesquisas recentes, e fazer de 1.000 (mil) a 10.000 (dez mil) conexões entre si.

Propagação do Impulso Nervoso
O estímulo que se deu no cérebro de Ezequias pela palavra do Profeta ocorreu em função de um processo físico-químico (figura 1) e principalmente biológico em sua mente, com a velocidade aproximadamente de 200 metros por segundo [8], que é a velocidade média de propagação de um impulso elétrico através do axônio e com retardo natural do processo que deveria limitar a sua mente [2].

Na fala do Profeta ao rei, havia uma transmissão da informação na direção horizontal, que é humana, enquanto, em sua oração, a transmissão é vertical, por- que só o Espírito Santo vence os limites impostos pela velocidade da luz, como no exemplo do rei Davi, quando profetiza 1000 anos antes do Messias, descrito no Salmo 23 [1].

A informação

Subjacente ao processo de pensar, há uma maior informação oriunda da eternidade. No diagrama de Shannon [7], (figura 2), tem-se uma representação que demonstra uma cadeia de comunicação da mensagem e, no caso de Ezequias, o que vem da eternidade é por revelação por meio do Espírito Santo que entra no tempo cronológico da obra criadora, uma razão que não consegue entender aquilo que é eterno.

No caso do texto bíblico e analisando o diagrama proposto na figura 2, vê-se que da eternidade vem a palavra codificada “COD”, dirigida ao Profeta que levou a profecia para o rei: “…Põe em ordem tua casa, porque morrerás, e não viverás”; que entendeu a mensagem, pois usou o recurso que lhe permitia entrar no tempo de Deus, que foi a “oração”, ou seja, o mistério que consegue mover a eternidade. Diagrama de Shannon.

O ruído

No processo de transmissão da informação, está o complicador chamado “ruído” no meio em que transita. Observações astronômicas em grandes centros são comprometidas pela quantidade de luz que afeta as medidas da luminosidade de estrelas distantes, o que se nota na figura 2, quando o ruído, que é tão comum, pode afetar a informação que se quer transmitir ou receber [4].

Quando o homem aplica a sua razão (ruído) ao que é eterno, ele fica suscetível às distorções, não compreendendo a mensagem de Deus para sua vida.
Na experiência do rei Ezequias, o Profeta, como homem, recebe um código e decodifica-o para retransmiti-lo.
A Bíblia está repleta de exemplos em que ruídos distorceram, a muitos, o caminho da verdade.

Quando o Profeta entrega a mensagem ao rei Ezequias e ele a recebe: “… morrerás, …”, ele faz uma oração a Deus, e o Senhor Deus envia uma segunda mensagem, ao mesmo Profeta, que agora dizia: “… viverás…”.
O espírito de profecia que está na Igreja Fiel é operado pelo Espírito Santo para livrá-la de qualquer tipo de desvio.

É bom notar que, antes que o Profeta saísse do pátio do palácio, andando em velocidade limitada, a segunda mensagem, da parte de Deus, chega na velocidade da luz (na revelação) e o processo de morte é interrompido e a vida é alcançada pela misericórdia de Deus.

O tempo (kairós)

Enquanto no tempo do homem (chronos) há uma série de coisas que são impossíveis e limitadas, no tempo de Deus (kairós) tudo é possível.

Relógio de Acaz
A figura 3 representa o relógio de Acaz, que era um instrumento utilizado para medir o tempo diretamente relacionado com o sol. Conforme as horas se passavam, a sombra percorria o marcador no tempo, que indicava o projeto de resgate como sinal pedido pelo rei, quando a sombra foi revertida, recuando 10 graus, equivalentes a 40 minutos.

Pelos relatos bíblicos e mensagens daquele tempo, quando os Profetas eram enviados, eles levavam uma mensagem direta, de forma objetiva, com aviso breve e decisivo. Sendo assim, aquele sinal de certa maneira seria o indício de que Deus havia apagado a sentença de morte.

Conclusão

Ezequias, agora, viveria com dois marcos em sua vida e memória: o dia em que alcançou uma nova vida e a promessa de Deus que ele conheceu, naquele momento, sabendo que um dia ela iria se cumprir.
Na vida do homem transformado pela operação de Deus, há sempre, pelo me- nos, dois grandes marcos: o dia em que ele nasce em Cristo Jesus, e o dia em que ele alcança a promessa do Pai (da qual tomou ciência de que haveria de cumprir, assim como a Igreja aguarda a promessa da eternidade).

Transcorridos 14 anos, 11 meses e alguns dias, Ezequias logo se encontrou com o seu Deus. O mesmo tempo que se apressa, aguardado pelo homem no  encontro  com  Deus.  Um  tempo que se aproxima, pois o grande dia está chegando.

A Igreja Viva está continuamente proclamando uma informação vinda da eternidade, isenta de ruídos, atravessando os tempos, de que, em breve, o Senhor Jesus voltará. Essa é a informação de maior interesse para a alma do homem e que, a cada dia, o Espírito Santo tem colocado em nossos corações.


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