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Os Evangelhos – João 14:19


Os Evangelhos – Pregação

Estudo bíblico em João 14:19 – Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.

Os quatro Evangelhos

Nos quatro Evangelhos estão inseridas todas as revelações que o Pai deseja fazer sobre a pessoa do Senhor Jesus, para a Igreja. O Filho é revelado nos Evangelhos de maneira magnífica. E só a Igreja fiel pode se apossar de tais revelações e tesouros escondidos desde a fundação dos séculos.

De fato homem do mundo, mergulhado na hedionda rebelião contra Deus, desprovido de qualquer discernimento espiritual, muito longe está de vislumbrar os maravilhosos traços de Jesus, delineados pelo Espírito Santo nas páginas inspiradas. Deste modo entendemos o que o Senhor Jesus dizia em João 14:19(… vós me vereis …)

 O Pai concede à Igreja a benção de ver o Senhor Jesus de quatro ângulos, para que tivesse uma idéia perfeita do amado Salvador. Isto foi possível através dos quatro Evangelhos. Cada um deles enfocando um aspecto do ministério terreno do Senhor Jesus. São quatro as funções de Jesus reveladas nos

Nos Evangelhos Jesus é:

A. REI em Mateus

B. SERVO em Marcos

C. FILHO DO HOMEM em Lucas

D. FILHO DE DEUS em João

Ele era Rei, mas servo perfeito. Era filho do homem, mas igualmente filho de Deus.Confirmando estas funções nós vemos um paralelo notável nos extremos da Bíblia, e os evangelhos no meio. Os quatro evangelhos estão nas cores da porta do Tabernáculo e nos animais simbólicos em torno do trono de Deus. Êxodo profetiza Apocalipse confirma o mistério dos quatro Evangelhos.

 Em Êxodo 27:16 vemos a cortina colorida que fechava a porta do Tabernáculo, um símbolo de rara exatidão dos quatro Evangelhos. Lá estão a púrpura, o carmesim, o branco e o azul, formando cortina da porta.

Do mesmo modo que os Evangelhos falam das quatro funções de Jesus na terra, as cores da cortina mostram o Jesus Rei, servo, homem e Deus. Ele mesmo era a porta (João 10:9) por outro lado as visões de João em Apocalipse 4:6-7 nos levam a ver a confirmação dos quatro Evangelhos nos quatro animais:

ÊXODO APOCALIPSE

Púrpura – Mateus – Leão

Carmesim – Marcos – Bezerro

Branco – Lucas – Homem

Azul – João – Águia

Na Bíblia 4 é o número da terra e coisas a ela relacionadas

Na parábola do semeador o Senhor dividiu o campo em quatro quadrantes, os pontos cardeais são quatro e as estações do ano também são quatro. O mesmo Espírito, portanto nos concedeu quatro Evangelhos para descrever o ministério terreno daquele que desceu do céu. O Velho Testamento apontava em vários lugares os quatro aspectos do ministério do Senhor Jesus na sua primeira vinda.

 1. Ele é chamado REIZacarias 9:9; Salmo 72; Isaías 32:1 e Jeremias 23:5

2. Ele é chamado SERVO – Isaías 42:1-7; Isaías 52:13-15

3. Ele é chamado FILHO DO HOMEMGênesis 3:15; Isaías 7:14-16

4. Ele é chamado FILHO DE DEUS – Isaías 9:6; Jeremias 23:6; Isaías 47:4 e 40:3

1 – Tipos de homens na Palestina naqueles dias

 1.1 O JUDEU – Mateus escreve especialmente para os Judeus mostrando que o Senhor Jesus também era Judeu – Este tipo de homem era o que mais se interessava pelas profecias. Mateus repete muitas vezes: “Para que se cumprisse…” ou “Como falou o profeta…”, etc.

 1.2 O ROMANO – O segundo Evangelho é destinado de modo especial aos Romanos, os Domina dores políticos da época. O Romano não se interessa no cumprimento das profecias, mas sua atenção se voltava para o notável líder que surgia da Palestina. Viam as coisas do lado prático e objetivo.

 1.3 O GREGO – O terceiro Evangelho foi escrito por um médico grego e destinava-se portanto aos patrícios. Os gregos eram amantes da arte, do belo, da poesia, da retórica e da cultura. Eram, por assim dizer, difíceis de agradar. Deus levantou Lucas e inspirou sua pena para transmitir numa linguagem acessível aos gregos a mensagem do Evangelho.

 1.4 TODOS OS DEMAIS HOMENS – O Evangelho de João foi escrito de modo nitidamente diferente dos outros três. Ele escreve para todos os homens que não eram Judeus careciam da revelação de Jesus. Escreveu para a grande multidão – João 6:2 Temos aí mais uma graciosa explicação da existência dos quatro Evangelhos. Todos os homens deveriam ser atingidos pela graça salvadora do Senhor Jesus. Todos teriam a chance de entender sua doutrina e experimentar seu grande poder. Oh! Prodigiosa graça de Deus!

Mateus – O Evangelho do Rei

 O livro inicia com a genealogia de Jesus, dizendo Filho de Davi, Filho de Abraão, de fato, Salomão foi Rei e Isaque foi um sacrifício. Mateus começa com o nascimento de um Rei e termina com o sacrifício no Calvário.

A Genealogia começa com Abraão porque o propósito de Mateus era mostrar a descendência real de Jesus. Por 29 vezes, o Velho Testamento é citado e 13 vezes Mateus declara que este ou aquele acontecimento foi cumprimento da profecia.

O nascimento de Jesus é registrado em Belém, a cidade de Davi (Miquéias 5:2) e João Batista o precursor de Jesus foi predito por Malaquias (Malaquias3:1). Em Mateus 2:2 os magos quando vieram a sua procura perguntaram: “Onde está aquele que é nascido Rei dos Judeus?” ver Lucas 02:11. Um rei precisava ser anunciado e Deus providenciou um arauto para proclamar a chegada do Rei. João Batista pregava o caminho do Senhor, “endireitai as suas veredas”.

Nos capítulos 5, 6 e 7 estão as leis do Reino que Jesus fixou do alto de um monte onde grande multidão ouvia extasiada a voz do grande Rei. Todo reino é constituído de Rei e súditos que obedecem as suas leis e o Senhor Jesus não buscou seus súditos nas a cademias de Jerusalém, mas às margens do mar da Galiléia (I Coríntios 1:27). A palavra do reino aparece 45 vezes em Mateus pois é o Evangelho do Rei.

Os símbolos do reino estão nas sete parábolas do capítulo 13 de Mateus

Apesar de tantas profecias cumpridas sobre o seu reinado o Senhor Jesus foi rejeitado, o que faz anunciar em Mateus 21:43 que passaria o reino a um outro povo. É importante também observar que a palavra igreja é mencionada somente em Mateus 16:18, porque seria o povo sobre o qual ele iria reinar e onde as suas leis seriam rigorosamente respeitadas (Efésios 2:11-22).

No capítulo 16, Jesus perguntava: “Que dizem os homens que sou?” e a resposta não satisfez. Todos consideravam que Jesus era uma pessoa extraordinária, alguém que possuía poderes sobrenaturais. Mas o alegrou o Senhor Jesus foi a resposta de Pedro, revelada pelo Pai: “Tu és o Cristo o filho do Deus vivo”. O homem de hoje também acha o Senhor Jesus extraordinário, mas a igreja fiel tem a revelação do Espírito.

Até aqui vemos o Rei Jesus (Mateus 01:11), filho de Davi. No final do livro ele passa a ser o filho de Abraão, o sacrifício, nas sombras de Getsemani, no cálice de amargura. Vemos a coroa de espinhos, no cetro, no manto escarlate a prova de condição de rei. Na crucificação, após o brado de vitória, tornou-se o Redentor do mundo e o Rei de sua Igreja.

Marcos – O Evangelho do Servo

O segundo Evangelho, escrito por Marcos é o Evangelho que descreve o Senhor Jesus como o servo sofredor. É o mais breve dos relatos, contendo apenas 16 capítulos. Em Marcos, Jesus é o servo perfeito. Logo no início notamos a falta de genealogia. O Espírito Santo não permitiu que se fizesse genealogia em Marcos, porque escravo não tem genealogia.

Os romanos não se interessariam pelos ancestrais de um servo

Jesus foi o servo preparado em uma carpintaria (Marcos 6:3). Neste evangelho o Espírito se movimenta com incrível rapidez, tudo transcorre rapidamente, Não temos em Marcos, longos sermões, mas obras poderosas.

Demônios expulsos, febre repreendida, doenças curadas, leprosos purificados, paralíticos podendo andar, ressurreições, surdos ouvindo, mudos falando, etc. Marcos se caracteriza por esta objetividade e rapidez. A expressão “E logo…” aparece ao longo de todo o livro. O evangelho se desdobra diante de nós e o servo trabalhando incansavelmente. Em Marcos temos que andar depressa se quisermos acompanhar o servo poderoso, este obreiro de Deus.

Diante do sumo sacerdote ele foi feito inferior aos seus (14:65). Foi vendido por 30 moedas de prata (14:11), que correspondia na época ao preço de um escravo comum. Nos versos 40-44 do capítulo 10, vemos o resumo de todo este aspecto do ministério terreno de Jesus. Ele foi o servo perfeito.

Lucas – O Evangelho do filho do Homem

O evangelho de Lucas trata da humanidade de Jesus, os sentimentos humanos, sua compaixão e identificação com o homem. Lucas mostra detalhes humanos, o decreto de César Augusto, a visita de Maria a Isabel, o nascimento de Jesus, a manjedoura, o mesmo Jesus dentro os doutores.

A genealogia de Lucas retrocede com os ancestrais de Jesus até Adão mostrando sua relação com a raça humana. Não tem como objetivo de mostrá-lo filho de Abraão como fez Mateus. No deserto foi o homem vencedor, na sinagoga o homem ungido, tornou-se homem para aproximar o homem de Deus.

No Getsemani vemos o Senhor Jesus intercedendo e seu corpo físico sofrendo. Sua humanidade sentia o peso do ministério, seu suor se transforma em grandes gotas de sangue. O livro de Lucas encerra todos os sinais que mostram o nosso divino Salvador como o homem perfeito, o varão de dores que venceu a morte e triunfou para sempre.

João – O Evangelho do Filho de Deus

 O livro de João é em tudo diferente dos outros evangelhos, é como se fosse o Santo Dos Santos onde vemos a comunhão direta do filho com o Pai. É a visão perfeita do Filho de Deus. Aqui o Senhor Jesus não é apresentado como primogênito de Maria (Lucas 2:7) mas o unigênito do Pai (João 1:14). Não há genealogia vista ser Ele o próprio filho de Deus. O verbo estava no princípio. As cenas que revelam a humanidade de Jesus, tão freqüentes em Lucas são aqui omitidas, não se fala em manjedoura ou tentação.

Jesus não é visto orando mas falando em nível de igualdade com o Pai. Em tudo se vê sua magnífica divindade. Em Mateus e Lucas as expressões. Filho de Davi e Filho do Homem ligam Jesus à terra. Em João as expressões Filho de Deus e Unigênito do Pai une-o aos céus e por mais de trinta vezes Ele se refere a Deus como “meu pai”. O resumo do livro está em João 16:28

 – Saí do Pai

– Vim ao mundo

– Deixo o mundo

– Vou para o Pai

“O mundo não me verá, mas vós me vereis”. 

Esboço de Pregação João 14:19 – Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.


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