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Cantares de Salomão capítulo 2

V.1 – ”Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales”

Este capítulo, é a continuação do diálogo, e quando o Senhor se declara no verso 1 – ”Eu sou a rosa de Saron e o lírio dos vales” é como que uma advertência à igreja e isto se verifica quando se lê o verso seguinte, onde ele diz: ”Qual lírio (ele o é) entre os espinhos, assim é a igreja, a minha amada, minha amiga no mundo”.

“Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando.” Assim a igreja fiel é a amiga do Senhor, a noiva ela é inconfundível. Há, porém, outras igrejas que sem beleza, sem perfume estão cercando a igreja fiel, querendo matar nela o Espírito e assim ela se acha entre espinhos.

A rosa de Saron é simples, vermelha no seu tom certo, inconfundível – Jesus o Cristo vivo é rubro pelo sangue poderoso é Jesus vivo, não é um ser reencarnado, um profeta, um isto ou aquilo fabricado, moldado pelos homens, mas é aquilo que o Espírito revelou a Pedro. O Filho de Deus. João 6: 69

V. 2 – “Qual lírio entre os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas.”

– O Lírio dos Vales, simples, sem modificação, mas puro, santo, inconfundível. São sinais para que a igreja não confunda o Senhor com religiões, dogmas, etc. Vê-se isso claramente ainda no verso 3.

V. 3 – “Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é meu amado entre os filhos…”

– Qual macieira entre as árvores do bosque. O que destaca? A beleza do fruto, e seu perfume. Lendo Gálatas 5: 22, temos a relação dos frutos do Espírito – são perfeitos, não há leis para eles. Jesus é o alimento bom, gostoso para qualquer fraquinho.

Mateus 11: 28-29 – “Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei” . Sua sombra oferece descanso. Salmos 91 é tão relacionado a isto – “aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”.

V. 4 – “Levou-me à sala do banquete…”

Sempre há banquete na mesa do Senhor. O filho pródigo afastou-se da casa do pai, e encontrou, e lembrou-se: na casa de meu pai há fartura, e isso foi confirmado; quando ele voltou, o pai preparou-lhe banquete. Cristo nos leva à sala, o convite d’Ele é “Vinde às bodas”, tudo já está preparado.

Ao regressarem os discípulos de uma pesca, falida, Jesus os convidou: “Vinde e jantai”. Ao enviar um dos discípulos para fazer preparativos para a ceia, os enviou dizendo: procurai um cenáculo mobiliado – tudo pronto. Tudo programado por ele, tendo um estandarte a enfeitar, chamando a atenção de todos. “Seu estandarte é o amor”. “Ele vos deu vida, quando estáveis mortos”. Ef. 2:1. Deus teve amor pela sua igreja, e pela suas vidas individualmente.

O Senhorio do Senhor Jesus é muito empolgante. Ele disse: Não tenho onde reclinar a cabeça, mas era ao mesmo tempo dono de tudo. Mas com requinte, Ele poderia dizer: “Vinde jantai”; “Ide, e encontrareis o cenáculo mobiliado”; “desatai o jumentinho, e trazei-mo”.

Nessa hora, o Senhor depois de tantas provas, de amor, diante dessa declaração tão bela de amor, Ele quer ter servos, que hão de obedecê-lo, e não, traçar planos, para que o Senhor os obedeça. É privilégio dos servos serem servos, e ouvirem dele, o maior elogio: “Bem está servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor”.

V. 5 – “Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs…”

– Continua a apresentar as iguarias da mesa do Senhor – Passas, alimento doce, concentrado, substancioso. Confortai-me com maçãs. “Deixo-vos a paz” Calma, quietude, nos oferece o Senhor. A igreja, a vida que já conhece esta mesa, desfalece de amor, e o deseja ardentemente.

Tão diferente do banquete do Beltessazar, que terminou em angústias, pânico e morte. Assim é o banquete do mundo. Aparência pura, não nutre nem sustenta.

V. 6 – “ a sua mão esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.”

– Fala do sustento com que a mão ferida do Senhor sustenta a cabeça da igreja, sustenta a mente, impedindo que os pensamentos, as conjecturas humanas, lhe perturbem e quando a mente está firme no Senhor, tudo está certo. Isaías 26:3 nos fala a respeito. “Tu conservarás em paz a mente que confia em ti”. Quando a mente está guardada com o capacete da salvação (Ef 5: 17) o corpo relaxa, e pode descansar confiante na destra do Senhor. O capacete é para que o inimigo não atinja a mente.

V. 7 – “Conjuro-vos ó filhas de Jerusalém…”

A igreja fiel não pode aceitar, não pode ligar-se, nem tão pouco compactuar-se com a igreja infiel. Neste  caso, as filhas de Jerusalém. ll Timóteo 2:19, também lança uma conjuração: “Aquele que pronuncia o nome do Senhor, afasta-se da iniquidade”.

Dói o coração da igreja fiel, estar sabendo que outros estão se igualando a ela, mas vivendo dissolutamente no mundo, sem testemunho – que acompanha a . Por vossa causa, o nome de Cristo é blasfemado entre os gentios. “Pelas gazelas e cervas do campo”, por amor a todos dos pastos verdes e secos, “que não acordeis o meu amor até que queira”.

Que fiquem calados, que não falem de sua vinda, que não preguem a seu respeito, se sua vida não está enquadrada no selo que Ele tem para reconhecer os seus, para apartar-se do pecado, segundo o texto citado, o Selo do Espírito.. Santificação, sem a qual, ninguém verá a Deus. Hebreus 2:1.

Deixem que isto aconteça pela própria época, pois como aconteceu, tudo acerca dele profetizado, assim também irá acontecer.

V. 8 – “Esta é a voz do meu amado…”

É o coração do povo fiel, que está aguardando a vinda do seu Senhor, e não a está negando, à semelhança da parábola que Ele contou: “Meu Senhor tarda a vir, façamos isto e aquilo”.

Cada sinal cumprido, dado na palavra a noiva reconhece a voz do noivo, que lhe diz: Prepara-te, para encontrares com o teu Senhor.

A noiva está alegre, ela conhece a voz do Amado, como diz a palavra: “aquele que ouve a minha voz” e mais: “as minhas ovelhas conhecem a minha voz”.

“Ei-lo ai”. Proclama a igreja. Os sinais estão proclamando, é pra quem quiser ver. “Já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros”. Saltando, pulando, falam de pressa; montes, outeiro de dificuldade. O profeta Zacarias 4:7 – já falava “quem és tu monte grande? diante do poder de Deus, serás uma campina!”. A igreja, na fidelidade, ouve e aguarda a vinda do Senhor.

V. 9 – “O meu amado é semelhante ao gamo ou ao filho do corço…”

– É a continuação do verso 8 , é a maneira como ela vê a aproximação do dia. É semelhante ao gamo, animal corredor, é veloz. “Está detrás da nossa parede”. Não estamos vendo – há paredes, há dificuldades. Isaías dizia: “As vossas iniqüidades, fazem parede, separação entre vós e Deus”, o Senhor, porém, está nos ouvindo, aceitando as nossas súplicas, os nossos jejuns – Ele está perto dos que O invocam em verdade.

“Olhando pelas janelas, reluzindo pelas grades”. Ele está olhando para o nosso coração, para os nossos olhos, a ver se O estão procurando. Apocalipse. 1:14 diz que seus olhos são como chamas de fogo.

Grades falam de prisão, mas Ele é a luz do mundo, e para os que seguem há luz.

V. 10 – “…levanta-te amiga minha…”

– Este verso dá conta do que o Amado fala à igreja: “levanta-te”; esse tem sido o, desejo do Senhor em todas as épocas, em carta apocalíptica, lemos: levanta-te, e arrepende-te, sê vigilante, volta-te. São as expressões do amor do Senhor. Ele não quer ver a igreja comprada com seu Sangue, caída, suja desgarrada.

“Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando”. “Levanta-te, amiga minha”. A igreja fiel é amiga do Senhor. “Vem” – é o desejo do Senhor.

Em Cantares 6:10 – Ele a vê como a luz, brilhante como o sol, formidável como exército com bandeiras.

Vinde a Mim, todos vós, vinde às águas, vinde comprai e comei vinho e leite. Que convite maravilhoso. Isaías 55:1

V. 11-12 – “Passou o inverno”. “A chuva cessou”

O inverno fala de frio, e o tempo é da frieza, da indiferença, passou. Sentimos que o tempo da chuva serôdia, chuva de poder, não a chuva que traz lama, dificuldades na caminhada, mas o tempo profetizado em Joel 2: 28-32, já chegaram as flores, e os frutos estão aparecendo, e enfeitando o jardim do Senhor. Primeiro vêm as flores, depois os frutos. Esta é a ordem estabelecida por Deus para a natureza. As flores falam dos dons espirituais. As flores alegram, perfumam a igreja do Senhor. Os frutos falam do sustento, daquilo que mantém a igreja fortalecida (Marcos 4: 26-29 Leia com atenção).

É tempo de cantar – Aleluia e glória a Jesus ouve-se em todo o canto, a glorificação profetizada já é sentida no meio do povo que está esperando o noivo.

A voz da rola, a voz do Espírito, ouve-se: isto significa batismo no Espírito Santo. Grandes sinais na nossa terra, terra dos gentios.

V. 13 – ” A figueira já deu seus figuinhos”

Fala que a profecia de Jesus em Mateus 24:32 (deve ser lido na aula) já foi cumpridas, Israel já brotou desde 14 de maio de 1948. Aleluia! (a figueira é símbolo de Israel político).

As vides em flor. A videira, é símbolo da igreja com os dons , preparando-se para o fruto. A igreja em pleno uso dos dons espirituais. A expectativa do vinho, do mosto.

Nada mais há que se esperar, a não ser obedecer ao convite doce de Jesus : Levanta-te formosa minha, igreja adornada pelos dons e pelos frutos. E vem.

V. 14 – “ Pomba minha que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face.”

– O Senhor olha a igreja sofrida, que é perseguida, e que anda muitas vezes oculta pela perseguição. Ele a reconhece porque Ele vê o Espírito Santo nela, e assim continua o Espírito, abafado, escondido, por causa da descrença dos homens que não O aceitam, dos grupos tradicionais.

Mostra-me a tua face. O Senhor quer ver a face da igreja, que estava oculta, quer ouvir a sua voz. A igreja infiel está impedida de falar no Espírito Santo (Mc. 4: 21-25).

V. 15 – “Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.”

– Quando as vinhas estão em flor, as raposas aparecem. As raposinhas querem estragar a vinha quando ela está em flor. Se não tem flor, se não vai brotar frutos, é apenas uma árvore sem atração, sem importância. As raposas, têm que ser vigiadas, eles representam os pecados grandes, gritantes, visíveis e as raposinhas falam dos pecados pequenos, passando até desapercebidos, muitas vezes. 

Todo mundo faz isso, que mal há?

Elas comem as flores, e impedem os frutos. É mister cuidado, na hora em que a vide, a igreja, recebe a bênção. Não havendo flores, não há dons, não havendo dons, não há fruto.

Vinhas em flor, tem que ser cuidadas.

V. 16 – “O meu amado é meu e eu sou dele; ele apascenta seu rebanho entre os lírios.”

– É a declaração mútua do amor entre Cristo e a igreja, com o acréscimo: Ele apascenta entre os lírios, não entre os espinhos.

V.17 – “Antes que refresque o dia, e caiam as sombras, volta amado meu.

 É o grito da igreja, da noiva: Maranata. Ora vem Senhor Jesus. Faze-te semelhante ao gamo, vem depressa. A igreja infiel pergunta: Guarda, a que horas estamos da noite? Ela não sabe. Ela não tem comunhão com o noivo. A noiva sabe, ela aguarda, ela diz: Vem depressa.


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