II Reis 4:26 – VAI BEM CONTIGO?

VAI BEM CONTIGO?

Agora, pois, corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem. II Reis 4:26

O texto diz respeito a uma mulher de Sunem, que nos dias do profeta Eliseu, o susteve com pão todas as vezes que por ali passava, até construir um pequeno quarto junto ao muro, colocando à disposição dele quatro elementos: uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro. Ela não podia gerar, mas num tempo determinado pelo profeta, teve um filho. O filho cresceu e num determinado dia, veio a falecer entre os seus joelhos, ela o colocou na cama de Eliseu e foi ao seu encontro.

A nossa vida é cheia de surpresas, de encontros; às vezes definimos como um mero acaso, ou como um capricho da natureza e nos tornamos amargos, outra vezes mal amados ou incompreensíveis, e nos fechamos dentro desse ou daquele problema, tornando a nossa luta a mais difícil e não somos compreendidos. Fechamo-nos para o nosso problema e não para a solução dele.
Essa mulher sunamita não tinha filho e seu marido era velho (II Re 4:14). A situação do homem nos dias atuais é a mesma dessa mulher, não tem fruto, e acha que não tem mais condições de gerar (vers.16); àquele que pode lhe dar o fruto é velho, ultrapassado, é típico do homem religioso, acomodado, tradicional.
Mesmo assim o Senhor Deus não se esquece de nós; Ele envia Eliseu, tipo de Jesus, que em alguns momentos torna-se um viajante, sempre nos visitando, se alimentando conosco, partindo o pão, mesmo sem o conhecermos, o nosso coração ardia quando ele falava (Lucas 24:32).
Passa um momento que ele se torna mais íntimo o deixamos habitar, fazer morada em nossos corações, mesmo sendo um quarto junto ao muro, que fala dos nossos limites, quase do lado de fora. A cama é lugar de descanso – … e encontrareis descanso para vossas almas Mt 11:28b. Jesus é o nosso descanso, quando deixamos Ele entrar na nossa vida.
A mesa e a cadeira falam da comunhão, da intimidade – Levou-me à sala do banquete… Ct 2:4a; o candeeiro é para iluminar, não deixar faltar a luz. Quando estamos no Senhor, temos a revelação, a direção de Deus para caminhar. Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz. Ef 5:8

A bênção de Deus vem para nós mesmo quando não cremos (II Reis 4:16). Quantas respostas Deus nos dão e diante disso, nem mesmo sabemos agradecer-Lhe as bênçãos recebidas e cobramos aquilo que, porventura, não recebemos e não honramos a soberania de Deus e o livre arbítrio dEle.
O filho cresce, se tudo vai bem, não lembramos mais do profeta, pois a quarto dele ainda está lá perto do muro, bem distante, pois o meu problema já foi resolvido. O tempo faz-nos acostumar e as coisas tornam-se rotineiras para nós, até o dia que o filho morre. A primeira atitude é colocá-lo sobre a cama do homem de Deus e fechar a porta e sair ao encontro daquele que tem as respostas que eu preciso; que pode solucionar o meu problema. Já não passamos a buscar só em algum dia específico (Vers. 23)

O Senhor sonda e conhece os nossos corações e sabe da nossa necessidade. Muitas vezes a nossa resposta para o homem, é que vai tudo bem, mas por dentro está tudo destruído, sem razão de viver, uma dor que nos consome. Primeiro para ela, retratando a cada um de nós, depois o marido, que fala daquele que gerou em nós a boa obra; o filho fala do fruto desse amor, do milagre de Deus em nossa vida. Para o profeta ela se abre, conta o problema, relata a sua dor, e até mesmo transfere a culpa pela morte do filho, ao seu nascimento, pois não pediu nada a ele. O profeta não a repreende, antes a consola, não a deixa só, a acompanha. Assim o Senhor faz conosco através do seu Espírito Santo.
Chegando à casa, ao quarto, o menino estava morto, frio. O profeta fecha a porta e ora ao Senhor, depois aquece o menino com o seu corpo, colocando seus olhos, boca e mãos sobre as do menino, passeou sobre a casa, tornando a subir, estender sobre ele, até o menino espirrar sete vezes e abrir os olhos e entregá-lo a sua mãe. Todos os atos do profeta são proféticos. Ele realiza sete ações antes do menino tornar a viver, espirrando sete vezes. Fechando a porta – comunhão; orando – buscando socorro de Deus; aquecendo o menino colocando os olhos sobre os olhos dele – discernimento; boca sobre a boca – testemunho; mãos sobre as mãos – trabalho na obra; passear sobre a casa e tornar a subir – deixar o Senhor agir no tempo dEle e não no nosso tempo; estender sobre o menino – agir na resposta de Deus.
O resultado foi o filho devolvido vivo; o Senhor atende e responde ao necessitado que clama a Ele, que confia nEle e que deixa-O agir, crendo que é poderoso para nos responder, mesmo numa situação impossível para o homem. “… porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” Filipenses 2:13

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