Ilustrações Bíblicas – Conselhos

Ilustrações Bíblicas – Conselhos

Conselhos

Fontes de Sabedoria

Um jovem com casamento marcado, diante de uma gran­de crise na região onde morava, teve de deixar sua noiva e viajar em busca de trabalho. A moça vivia com seus pais e um irmão, recém-nascido. O rapaz, após caminhar quatro dias, conseguiu emprego. A separação partira o coração dos dois. O jovem aguardava o tempo suficiente de trabalho para ajun­tar o dinheiro necessário, voltar e casar-se. A cada dia que pas­sava o seu coração apertava-lhe o peito.

Depois de alguns anos, ele pôde fazer o acerto final com o patrão. Tudo parecia um sonho. Na noite anterior ao acerto de contas, mal dormiu. Seu coração acelerava a cada minuto que passava, com a aproximação do momento tão almejado. Quan­do foi encontrar-se com o patrão para o acerto final, este lhe disse:

— Tenho uma proposta. Em vez do dinheiro, ofereço-lhe quatro conselhos. Um para cada dia de sua viagem.

O jovem ficou surpreso diante da inesperada proposta. Ele havia trabalhado todo aquele tempo com a intenção de anga­riar dinheiro, oferecer um pouco de conforto àquela que seria sua mulher, e agora… O que fazer? Mas o jovem não se conte­ve. Sabia que correria riscos no caminho de volta. Salteadores poderiam levar todo o seu dinheiro, animais selvagens pode­riam matá-lo durante a viagem, além de doenças e outros perigos. Assim, decidiu que realmente precisava de conselhos, pois rever sua amada era o que mais importava. Então optou pelos quatro conselhos, e o homem iniciou o pagamento:

1.              Jamais aceite algo sem custo ou esforço;

2.              Não confie inteiramente em pessoas que você não co­nheça;

3.              Sempre seja prudente;

4.      Lembre-se de que a força do amor apaga o ódio.

Após receber os conselhos, o rapaz ganhou do ex-patrão alimentos necessários para a viagem e um presente para levar, com a promessa de abri-lo, ao lado de sua noiva, somente após a cerimônia de casamento. Em seguida, tomou a estrada e, quando o dia já estava para terminar, deparou-se com um ho­mem que passava a cavalo e ofereceu-lhe ajuda.

— Posso levar toda a sua bagagem. Assim você poderá
caminhar mais tranqüilo. E não pagará nada por isso.

Quando já fazia gestos para passar ao desconhecido suas bagagens, o jovem lembrou-se do primeiro conselho. Recuou, agradeceu e seguiu viagem. Ao chegar à localidade seguinte, descobriu que aquele homem assaltava todos os viajantes, por meio das facilidades oferecidas. Naquela noite, quando che­gou no vilarejo seguinte, uma pessoa correu ao seu encontro para oferecer-lhe estadia em sua própria casa:

— Você pode confiar inteiramente, ficar despreocupado,
que terá uma noite protegida.

Assim como da primeira vez, sua iniciativa foi a de confiar naquela pessoa e seguir sua proposta. Contudo, veio-lhe à mente o segundo conselho. Então agradeceu e não aceitou o convite.

No outro dia, ainda de madrugada, quando estava saindo do lugarejo, passou por uma casa onde viu muitas pessoas embriagadas, outras ensanguentadas, e ouviu gritos e tiros. Era um verdadeiro bordel. Enquanto olhava, percebeu que a pessoa que comandava tudo era a própria dona da casa, justamente a que lhe ofereceu pousada. Até então, com os dois conselhos, ele conseguira manter-se fora de qualquer situação que pudesse levá-lo à morte.

Dias depois, aproximou-se da casa de sua noiva. Agora o seu coração já batia mais rápido e quase o deixava sufocado. Como será que ela está? Como será que me receberá? Será que realmente se manteve fiel a mim? Estas perguntas corroíam a mente do jovem. Quando já estava bem perto da casa, lem­brou-se do terceiro conselho e, por prudência, desacelerou os passos e observou o ambiente.

Ao avistar a jovem, percebeu que havia um homem em sua companhia. O jovem, entristecido, ficou de longe, durante aquele dia, para analisar tudo. Durante todo aquele período, viu os dois brincando, conversando próximos um ao outro, com muita intimidade. Foi o bastante para se encher de ódio e planejar a morte dos dois. Seu plano foi postergado para o anoi­tecer, quando poderia entrar despercebido na casa e acabar com aquela que não soube preservar o seu amor, como ele fizera durante todos aqueles anos. Entretanto, lembrou-se do último conselho. Foi quando também percebeu uma coisa: sempre que seguia os conselhos tudo dava certo. Então o rapaz passou a pensar mais no amor que havia entre os dois, e tentou omitir os fatos que aconteciam à sua frente.

Quando a noiva o viu chegando, saiu-lhe ao encontro já com o rosto cheio de lágrimas. Logo depois, ele soube que os pais da moça haviam morrido, e aquele rapaz era o irmão de sua noiva. Pôde perceber que, se não houvesse agido com pru­dência, teria acabado com tudo, antes de conhecer os fatos. Finalmente casados, ao abrir o presente de casamento dado por seu ex-patrão, notou que todo o dinheiro que havia ganhado em seu trabalho estava ali.

Guiar-me-ás com o teu conselho e, depois, me receber ás em gló­ria (Sl 73.24).

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