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O pródigo – Lucas 15:11-32

O pródigo

Essa parte da parábola soa como um lamento do Senhor Jesus sobre Israel.

Introdução

A primeira coisa que é necessária esclarecer para entender o texto, é o que significa prodigalidade.

O rapaz não era pródigo porque saiu de casa, mas saiu de casa porque era pródigo.

A prodigalidade é uma doença em que seu portador não consegue entender o valor das coisas. Conheci um pródigo, morava em frente à casa de meus pais.
O rapaz trabalhava e sua mãe recebia o pagamento, porque ele não entendia o valor do dinheiro.
Achava que podia comprar uma bala com R$ 10,00 ao passo que podia comprar um carro com esses mesmos R$ 10,00.

É comum dizer de uma pessoa que passou um tempo distante e retornou: “o filho pródigo voltou”. Esse meu vizinho viveu toda sua vida no mesmo lugar. Nunca saiu de casa.
Chamar de pródigo por esse motivo é um erro recorrente a muitos que pregam esse texto.

Desenvolvimento

Vamos estudar cada detalhe porque vale a pena – é uma riqueza de detalhes essa parte da parábola:

V. 11 – Certo homem tinha dois filhos: Um homem que tinha dois filhos: Isaque. Seus filhos eram Esaú e Jacó.

V. 12 – O mais moço: O Senhor fala do mais moço, porque Jacó, o caçula veio a ser Israel. Então todo o texto se refere a Israel.

Israel recebeu por herança a terra de Canaã, e com ela, um nome poderoso, uma nação forte. Com um povo numeroso; com reis valentes, com riquezas, com exército…
Essa era a parte material da herança.

A outra parte da herança era espiritual

Estava relacionada à herança que Abraão passou para Isaque na imposição de mãos e ele passou para Jacó.

Era o chamado, o sacerdócio, o tabernáculo, o sacrifício, a arca.
A herança histórico-profética da vida no Egito e sua libertação; as pragas; o mar vermelho; o maná; a água que brotava da rocha; a coluna de fogo; a mão do Senhor em forma de nuvem; as maravilhas vividas no deserto…
A forma como a terra foi conquistada…

Quando Israel se estabelece como nação ele tomou do Pai a parte da herança que lhe interessava – a material e desprezou a espiritual.

V. 13 – Não muitos dias depois ajuntou tudo o que tinha e partiu para um terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.
Tão logo Israel se viu independente, saiu da presença do Senhor. Não saiu de seu lugar físico, mas o coração estava longe do Senhor. Foi viver como as outras nações (Isaías 8:6).
Esqueceu todas as experiências que teve com Deus. Passou a viver sem o governo e a direção do Espírito Santo.

Israel é um filho pródigo porque não conseguiu entender o valor dos bens de seu Pai.

A situação de Israel é essa atualmente

Vamos analisar o que acontecerá em breve:

V. 14 – Sobreveio uma grande fome: o pão será tirado. Não haverá pão um lugar algum. Isso acontecerá no arrebatamento da igreja.
Não haverá mais ação do Espírito Santo sobre o mundo. Acabará o tempo da graça.

O filho começou a passar necessidade: As perseguições virão contra Israel. Será a tribulação e a grande tribulação.

V. 15 – Ninguém lhe dava nada: Israel não tem amigos. Quando Israel deixar de ser interessante para seus atuais amigos, ninguém vai defender Israel. Israel será cercada.

V. 17 – Os trabalhadores de meu pai têm fartura de pão: os trabalhadores do Pai é a igreja, que sempre teve pão (o Pão vivo) e agora têm fartura de pão porque foi arrebatada e está na casa do Pão.

V. 19 – Trata-me como um de teus trabalhadores: O filho aqui está pedindo para ser tratado como a igreja foi tratada.

V. 20 – Israel volta para o Pai.
O Senhor espera por esse momento há muito tempo.

Que alegria. O filho que Ele tanto amou e ama está voltando. Vencido, sem forças para lutar. Finalmente disposto a se entregar por completo ao Pai, como nunca fez.

V. 22 – Trazei depressa: As coisas que acontecerão agora serão rápidas.

A melhor roupa: Vestes de salvação que Israel nunca teve – Jacó usou a do irmão.
Um anel no dedo: Aliança renovada.
Sandálias nos pés: Sinal de estar verdadeiramente liberto.

V. 23 – Matai o novilho cevado: O Pai vai receber Israel de volta, vai dar-lhe todas essas coisas, mas Israel terá de receber o sacrifício de Jesus também.
Sem o Sangue do Cordeiro não tem acordo.
Traz o novilho que estava separado para esse momento.

O outro filho que estava no campo:

O filho que sempre estava no campo quando o Pai queria abençoar. Era o filho mais velho – Esaú.

Esaú é tipo da igreja que não entende a vontade do Pai.
É tipo da igreja que ficou, que não foi abençoada – não foi arrebatada.

É a igreja que se misturou com o mundo.
Sempre esteve nos campos de seus interesses pessoais.

V. 28 – “Se indignou, não queria entrar. O Pai procurava conciliá-lo:” – A igreja infiel não entende o que é salvação. Não sabe o que é a alegria da conversão. Não entende o valor da alma remida.
Não entra na festa espiritual e se aborrece com o que entra.

V. 29 – “Há tantos anos que te sirvo” – acha que salvação é mérito, por obras.
“Sem jamais transgredir” – Não precisa de perdão – não precisa do Sangue de Jesus.
“Nunca me deste um cabrito” – Nunca aceitou o sacrifício de Jesus.

V.31 – “Tu sempre estás comigo:” – Sempre esteve perto: tinha templo, culto, louvor, Bíblia… Tão perto, mas não participava do Cordeiro.
Esses dois versículos são muito sérios: A igreja infiel sempre esteve perto da bênção.
O Pai colocou tudo a disposição dela, mas ela nunca desejou participar. Nunca experimentou do Cordeiro de Deus.

É a confissão do incrédulo – nunca participei do cabrito.

O texto é longo, porém era preciso pontuar esses detalhes;

Israel é um prodigo, porém terá sua oportunidade de reconciliar-se com O Pai.

Em meio ao mundo existem muitos pródigos, que trocam os bens espirituais pelos materiais, que acabam rápido.

Amizades que não são verdadeiras.
Verdadeiro é o que permanece para sempre – por isso Jesus disse: Eu sou a verdade.

O que se acaba, segundo Salomão, é vaidade. Nessa vida tudo é vaidade, porque acaba.

Conclusão

A diferença é que Israel verá a igreja salva, entenderá o projeto do Pai e poderá reconciliar-se com Deus. Às outras gentes, das quais nós fazemos parte (somos gentios), a oportunidade da escolha é agora.
Somos os trabalhadores da última hora. Os jornaleiros do Pai.
Nunca faltou pão em nossa mesa espiritual e em breve haverá fartura de pão na eternidade.

Que O Senhor abençoe a todos.


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