Pular para o conteúdo

Oferta do Senhor – 1 Crônicas 29:5


E-Book Pregando sem TRAUMAS

A oferta que o Senhor espera de você

Esboço de Pregação Textual em 1 Crônicas 29:5 – Ouro para os objetos de ouro, e prata para os de prata; e para toda a obra de mão dos artífices. Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao Senhor?


Identificação técnica

Texto base: 1 Crônicas 29:5
Passagens de apoio: Levítico 1:3; 7:29-30; 3:1-6; 22:20-22; Malaquias 1:8,13-14; Isaías 1:11-17; 6:8; 49:15; 56:7; Eclesiastes 3:1; 5:4-5; Oséias 6:6-7; 1 Samuel 15:22; Salmos 116:12; Filipenses 4:8; Êxodo 35:5; Josué 24:15; 1 Pedro 5:2; Lucas 6:38
Classificação: Textual
Finalidade: Consagração e ensino


Como usar este esboço

Este esboço foi preparado para cultos de consagração e ensino sobre mordomia cristã. Ele parte do exemplo de Davi em 1 Crônicas 29 e conduz a congregação a refletir sobre o que cada pessoa pode oferecer ao Senhor com generosidade e sinceridade. É adequado para cultos gerais com adultos, podendo também ser usado em cultos de missões ou de dedicação de obreiros. O pregador deve manter o foco na entrega total da vida ao Senhor, e não apenas na oferta financeira, pois esse é o movimento que o próprio texto propõe.


Introdução

Davi já era um rei velho quando reuniu o povo de Israel para falar sobre a construção do templo. Ele sabia que não seria ele quem construiria aquela casa para o Senhor. Mesmo assim, deu de tudo o que tinha: prata, ouro, pedras preciosas, madeira. Deu da sua fortuna pessoal, além do que já havia separado para a obra.

Depois de dar tanto, ele virou para o povo e fez uma pergunta direta: “Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao Senhor?” (1 Crônicas 29:5).

Essa pergunta não ficou parada no tempo. Ela atravessa os séculos e chega até nós hoje. O Senhor ainda pergunta: quem está disposto? Quem vai encher a mão para oferecer voluntariamente?

Antes de responder, precisamos entender como Deus sempre esperou que as ofertas fossem trazidas, o que o povo costumava errar nisso, e o que cada um de nós pode colocar nas mãos do Senhor hoje.


Tópico 1: O jeito certo de trazer uma oferta

Desde o Antigo Testamento, Deus não aceitava qualquer coisa de qualquer jeito. Ele deixou bem claro como esperava receber as ofertas do seu povo. Três pontos se destacam quando lemos a Lei:

A oferta tinha que ser voluntária. Em Levítico 1:3, a oferta de holocausto deveria ser trazida “de sua livre vontade”. Deus nunca quis ser servido por obrigação ou por medo. Ele quer o que vem do coração. Uma oferta feita de má vontade, por pressão ou constrangimento, não agrada a Deus. Isso não mudou no Novo Testamento. Paulo confirma esse princípio em 2 Coríntios 9:7: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”

A oferta tinha que ser trazida pessoalmente. Em Levítico 7:29-30, quem oferecia o sacrifício de paz deveria trazê-lo com as próprias mãos. Não mandava um representante. Não delegava. Havia algo muito importante nesse ato: era uma entrega pessoal. Em Isaías 56:7, o Senhor fala da sua casa como “casa de oração para todos os povos”, um lugar onde as ofertas seriam aceitas sobre o altar. A presença da pessoa no ato de oferecer tinha um significado espiritual real. Dar de longe, sem envolvimento, sem presença, não tinha o mesmo peso.

A oferta tinha que ser a melhor, não a pior. Levítico 3:1-6 e 22:20-22 deixam claro que os animais trazidos como oferta deveriam ser sem defeito. Deus pedia o que era perfeito. Mas o que acontecia na prática? O povo começou a trazer o que era ruim demais para vender, o que estava doente, o que já não prestava para mais nada. Malaquias 1:8 registra a repreensão do Senhor: “Quando ofereceis o cego para ser sacrificado, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo e o doente, isso não é mau?”

No versículo 13 e 14 do mesmo capítulo, Deus deixa registrado o quanto isso era um desrespeito. O povo achava o culto cansativo e ainda assim trazia o pior como se fosse o suficiente. Deus respondia: isso não é oferta, é desrespeito.

Essa lição é para nós também. Quando damos a Deus as sobras do nosso tempo, da nossa energia, do nosso dinheiro, estamos repetindo o erro de Israel.


Tópico 2: Quando a oferta não agrada a Deus

Há momentos em que Deus olha para o que estamos oferecendo e diz: não é isso que eu quero. Esses momentos estão registrados com clareza nas Escrituras, e é importante que a gente os conheça.

Deus se queixou das ofertas vazias de Israel. Em Isaías 1:11, o Senhor fala de forma direta: “Para que me serve a multidão dos vossos sacrifícios?… estou farto dos holocaustos de carneiros.” Não era que os animais fossem ruins. O problema era que o povo oferecia animais ao mesmo tempo em que vivia no pecado e na injustiça. A oferta havia virado um ritual mecânico sem nenhuma relação com a vida que levavam. No versículo 17, Deus diz o que realmente queria: que praticassem o bem, que buscassem a justiça, que socorressem o oprimido.

Deus prefere a obediência ao sacrifício. Em 1 Samuel 15:22, Samuel diz ao rei Saul uma das frases mais conhecidas da Bíblia: “Acaso quer o Senhor holocaustos e sacrifícios, como quer que se obedeça à sua voz? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar.” Saul havia desobedecido a uma ordem direta de Deus, mas trouxe animais como oferta achando que isso cobriria a desobediência. Não cobriu. Nenhuma oferta substitui a obediência.

Oséias 6:6 repete esse ensinamento: “Porque eu quero misericórdia, e não sacrifício.” O Senhor Jesus citou esse versículo duas vezes nos evangelhos (Mateus 9:13 e 12:7). O ponto é o mesmo: Deus quer o coração antes de qualquer coisa que a gente coloque no altar.

Eclesiastes 5:4-5 também alerta: quando você faz uma promessa a Deus, cumpra. É melhor não prometer do que prometer e não cumprir. Muita gente faz votos em momentos de dificuldade e esquece quando a situação melhora. Deus leva isso a sério.

Diante de tudo isso, o Salmo 116:12 faz a pergunta certa: “Que darei eu ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” É uma pergunta de gratidão, não de obrigação. A pessoa que faz essa pergunta já reconheceu o quanto recebeu. Agora ela quer retribuir. Essa é a atitude certa.

E o texto de Êxodo 35:5 complementa: “Tome-se, do que tendes, uma oferta ao Senhor; todo aquele cujo coração o mover trará a oferta do Senhor.” O critério não é a quantidade. É o coração que foi movido.


Tópico 3: O que você pode oferecer ao Senhor hoje

Depois de entender como a oferta deve ser trazida e o que Deus rejeita, chegamos à parte mais prática: o que você pode colocar nas mãos do Senhor agora?

O seu tempo. Eclesiastes 3:1 diz que “tudo tem o seu tempo determinado.” O tempo que temos é um presente de Deus. Cada dia, cada hora, nos foi concedido por Ele. Oferecer o tempo ao Senhor significa reservar espaço para a oração, para a leitura da Palavra, para o serviço na comunidade de fé. Significa não deixar Deus para quando sobrar tempo, porque não sobra. Significa colocar Deus no topo da agenda, não no final dela.

O seu serviço. Em Isaías 6:8, o profeta ouve a voz do Senhor perguntando: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” E Isaías responde sem hesitar: “Eis-me aqui, envia-me a mim.” Essa disponibilidade é uma oferta. Para aqueles que já exercem algum ministério, 1 Pedro 5:2 instrui: apascentem o rebanho de Deus “não por obrigação, mas voluntariamente.” Servir de má vontade não é serviço, é peso. Servir com alegria é oferta.

O seu lar. Josué 24:15 registra uma das declarações mais conhecidas das Escrituras: “Quanto a mim e à minha casa, serviremos ao Senhor.” Josué não estava dizendo que era perfeito. Estava dizendo que havia feito uma escolha. Oferecer o lar ao Senhor significa decidir que aquela casa vai ser um lugar onde Deus é honrado, onde se ora, onde se fala da fé, onde as crianças aprendem quem é o Senhor.

A sua fidelidade. Isaías 49:15 mostra um Deus que não esquece o seu povo. Ele usa a imagem de uma mãe que não abandona o filho que amamenta. A fidelidade de Deus é o modelo para a nossa. Ser fiel no pequeno, no dia a dia, quando ninguém está olhando, é uma oferta real. Fidelidade no trabalho, no casamento, na igreja, nas promessas feitas — isso é algo que você pode entregar ao Senhor.

A sua mente. Filipenses 4:8 orienta: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama… nisso pensai.” Oferecer a mente ao Senhor é cuidar do que entra nela. É escolher o que você vai assistir, ouvir, ler e pensar. É não deixar que pensamentos tortos controlem sua vida. É deixar Deus renovar sua forma de ver o mundo.


Conclusão

A melhor oferta que Deus quer de você não tem preço de mercado. Não é calculada em dinheiro nem medida em horas. É o seu coração.

Quando Davi perguntou “quem está disposto a encher a sua mão para oferecer ao Senhor?”, ele estava chamando o povo a uma entrega real. Não uma entrega forçada. Uma entrega de quem já conhece a bondade de Deus e quer responder a ela.

O Senhor Jesus ensinou em Lucas 6:38 que quando damos, recebemos de volta: “Dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida e transbordante.” Mas esse princípio não funciona como um negócio. Ele funciona porque Deus honra a generosidade que nasce de um coração transformado.

Então, a pergunta que fica para cada pessoa que ouviu esta mensagem é simples e direta: o que você vai colocar nas mãos do Senhor hoje? Seu tempo? Seu serviço? Seu lar? Sua fidelidade? Sua mente?

Não espere ter mais. Não espere estar mais preparado. Deus não pede perfeição para começar. Ele pede disposição. Encha a sua mão hoje e ofereça voluntariamente ao Senhor. Ele vai honrar essa entrega.


Mais Esboços de Pregação

🔔

Gostou deste esboço?

Receba os novos sermões em primeira mão, direto no seu navegador.

✓ Pronto! Você será avisado dos novos sermões.

Eduardo Chaves

Eduardo Chaves

Don`t copy text!