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“…E ninguém lhe dava nada” – Lucas 15:16 b

 

“…E ninguém lhe dava nada”

Lucas 15:16 b

Coisa terrível é chegar ao estado de precisar de alguma coisa e não haver ninguém para dar.

Temos a posição de duas pessoas: “Ninguém” fala, de modo geral, de quem nos cerca; “Lhe” refere-se a pessoa. Então temos a pessoa e o mundo que nos cerca.

O que o mundo tem para dar? É a grande pergunta, diante de um grande necessitado.

Vamos então ver esta história, que é bem conhecida de muitos:

            Um pai rico, amoroso dava tudo que o filho precisava, de maneira que este filho era conhecido como uma pessoa de bem. Vestia-se da melhor veste, lembramos de que ele tinha um pai rico. Sua capa era conhecida de longe. “- É o filho do dono das terras!”;

Usava na mão um anel que lhe dava o direito de negociar em nome do pai. Só mostrando o anel, sabia-se que este filho era diferente, rico, nobre;

            Sandálias nos pés eram da melhor aparência e conforto;

            Dinheiro para os gastos necessários;

            Perguntamos então: Este moço tinha necessidade de alguma coisa? Com um pai destes, diríamos, não. Mas um dia ele foi ao pai e disse assim: “- Pai, eu tenho direito à herança de tudo nesta fazenda e eu quero a minha parte”.

            Que tristeza para o pai! “- Então, filho, eu não significo nada para você?”

            Herança se reparte quando o pai morre! O filho, quando pediu a herança, considerou o pai como morto.

Partiu para uma terra distante, levando a herança. Bem vestido, com o selo do pai no dedo, sandálias nos pés, dinheiro nas sacolas, bem longe do pai ele se foi.

As crianças, adolescentes, jovens, adultos, precisam entender o que Deus nos quer falar agora. Aquele Pai representa nosso Pai Celestial. Ele tem uma grande riqueza para os seus filhos.

Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus, descobriram que estavam sem vestes. Buscaram folhas e fizeram vestidos para si mesmos (pode mostrar as vestes de folhas e as vestes do cordeiro).

Deus teve pena deles, chamou-os (porque, como aquele moço, eles tinham ido para uma terra distante – ausência de Deus é a terra distante) e matou um animal, derramou o sangue e fez-lhes vestes das peles.

Veja bem, quando qualquer um se distancia de Deus, tranca-se no quarto e só lhe interessa o que o computador lhe oferece; outros vão para a roda de amigos; vão conhecer toda sorte de pecados e foi o que aquele filho fez. “Boites”, festas mundanas, músicas geradas na inspiração das drogas, conversas nas rodas onde atos malignos são planejados; bem pertinho de casa, da igreja, uma terra distante do domínio do Pai. Não se comunicava mais com o pai. Estava distante.

Toda a bagagem do Pai foi-se gastando, lembra da roupa bonita, fala da capa do revestimento do Espírito Santo. Cheio de alegria na casa do pai, o anel, o selo do Pai.

Efésios 1:13-14 – “E fostes selados com o Espírito Santo da promessa que é o penhor (a garantia ) da nossa herança.”

Devido ao afastamento, o anel foi-lhe tirado pelo inimigo. E ele queria orar, porém não tinha mais comunhão.

Levou a Bíblia na bagagem, mas não adiantava, porque o Espírito Santo não revelava nada, não falava.

As sandálias gastas. O Evangelho da Salvação não era renovado, os pés doíam ao contato com o chão duro, pedregoso, do mundo distante da casa do pai, onde ele andava.

Desperdiçou toda a herança. Não há crescimento da herança onde só se gasta e não há reposição. Vem a realidade: a pobreza.

O que fazer? Pedir. A quem? Aos que gastaram com ele a herança. Sabe o que isto significa?

Ele não evangelizou ninguém. Não enriqueceu a ninguém. A terra distante o afastou de Deus, da Obra do Espírito Santo, a Perda do Manto – o clamor pelo Sangue de Jesus. Tudo perdido.

“-Vou morrer nesta terra! Ajudem-me!” “- Não temos nada para dar!” Ninguém lhe dava nada!

Olhe, ali há um homem que pode lhe ajudar.

Lá foi o pobre coitado em busca da ajuda. O homem apontou para ele um chiqueiro e disse que ele agora iria apascentar os porcos. Pode ir.

“- E o que vou comer?” “- Aquilo que os porcos comem!”

A queda daquele moço insensato foi grande. Perdeu toda a herança do pai. Caiu na realidade: “- Ou morro com estes porcos ou me humilho diante do meu Pai!”

Aqui neste mundo, distante da casa do Pai, “ninguém vai me dar nada! Eles não têm para eles nem para mim! Já sei! Meu Pai é muito bom e ele me receberá!”

Na consciência de cada afastado de Deus e da sua obra resta uma realidade: “Deus é amor e, se eu voltar, ele me receberá”.

Aquele moço foi ao encontro do Pai vestido com roupas velhas, fedorentas, cheirando a chiqueiro. Sem identificação com a casa do Pai; pés feridos pelos caminhos de pecado.

A decisão de voltar para Deus é feita de uma só atitude. Quem deixa para depois perde o abraço afetuoso do Pai.

Então ele disse: “Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai!” Levantou-se e foi.

O Pai o viu no momento em que vinha pelo caminho. O caminho para o Pai é Jesus. Estando o filho no caminho, Deus o vê e recebe.

Teria o Pai recursos para impedir todo o sofrimento que ele passou no mundo?

Sim.

E por que não o impediu?

Porque Deus só recebe pecadores arrependidos, necessitados de perdão.

Hoje é dia de bênção, nós nos achegamos para Deus, o Pai, pelo caminho certo.

 

“Disse Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”. (Jo 14: 6)