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A mulher do fluxo de sangue – Marcos 5:34


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O Toque que mudou Tudo

Pregação Expositiva em Marcos 5:34 – “E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal.”

Biblia de Estudo

Tipo de Pregação: Expositiva

Texto Base: Marcos 5:25-34


Como Usar este Esboço

  • Leia Marcos 5:21-43 para ver o contexto completo. A história da mulher está “encaixada” dentro da história de Jairo – técnica literária chamada “sanduíche.”
  • A condição da mulher a tornava impura cerimonialmente (Levítico 15:25-27). Isso é fundamental para entender sua ousadia e a resposta de Jesus.
  • O ponto central é a fé que busca Jesus apesar de todos os obstáculos.

Introdução

Jesus estava a caminho da casa de Jairo. O líder da sinagoga havia implorado pela cura de sua filha de doze anos, que estava morrendo. A multidão se apertava ao redor de Jesus enquanto Ele caminhava.

No meio daquela multidão, havia uma mulher. Uma mulher sem nome registrado. Uma mulher que sofria há doze anos – exatamente o tempo de vida da filha de Jairo. Uma mulher que havia perdido tudo: sua saúde, seus recursos, sua posição social, sua esperança.

Ela tinha um fluxo de sangue que não parava. Segundo a lei de Levítico, isso a tornava cerimonialmente impura. Tudo o que ela tocasse ficava impuro. Ela não podia ir ao templo. Não podia participar das festas religiosas. Não podia ter contato físico com outras pessoas sem contaminá-las.

Por doze anos, ela viveu isolada, excluída, envergonhada.

Mas naquele dia, algo mudou. Ela ouviu sobre Jesus. E uma fé nasceu em seu coração – uma fé que a faria romper todas as barreiras para tocá-Lo.

O que aconteceu naquele encontro é uma das histórias mais tocantes dos Evangelhos. E tem muito a nos ensinar sobre fé, perseverança e o coração de Jesus.


A Condição Desesperadora

“E certa mulher, que havia doze anos tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior…” (Marcos 5:25-26)

Doze anos de sofrimento

Doze anos. É muito tempo para sofrer. Imagine acordar todos os dias com a mesma enfermidade. Sem esperança de melhora. Vendo os anos passarem sem solução.

O fluxo de sangue era mais do que uma doença física. Era uma condição que afetava todas as áreas da vida daquela mulher.

Exclusão social e religiosa

Segundo Levítico 15:25-27, uma mulher com fluxo de sangue era considerada impura. Qualquer pessoa ou objeto que ela tocasse se tornava impuro também.

Isso significava isolamento total. Ela não podia abraçar os filhos (se tivesse). Não podia participar das refeições com a família. Não podia ir ao templo adorar a Deus. Estava excluída da comunidade – por doze anos.

Recursos esgotados

Marcos registra que ela “havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha.” Lucas, que era médico, acrescenta que ela não pôde ser curada por nenhum deles (Lucas 8:43).

Ela gastou tudo. Cada moeda. Cada recurso. Buscando cura em todos os lugares possíveis. E o resultado? “Nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior.”

Quando todos os recursos humanos se esgotam e a situação só piora – é aí que muitos desistem. Mas essa mulher fez diferente.


A Fé que rompe Barreiras

“Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua vestidura. Porque dizia: Se tão somente tocar nas suas vestes, sararei.” (Marcos 5:27-28)

Ela ouviu falar de Jesus

A fé vem pelo ouvir. Alguém contou a ela sobre Jesus. Sobre os milagres que Ele fazia. Sobre os enfermos que Ele curava. Sobre o poder que fluía dEle.

E ao ouvir, uma esperança nasceu. Uma fé brotou. Depois de doze anos de fracassos, ela se atreveu a acreditar mais uma vez.

Ela tomou uma decisão

“Se tão somente tocar nas suas vestes, sararei.”

Essa não era apenas uma esperança vaga. Era uma convicção. Uma certeza. Ela decidiu: vou tocá-Lo, e serei curada.

A fé sempre leva à ação. Não basta apenas acreditar – é preciso agir com base nessa crença. Tiago escreveu: “A fé sem obras é morta” (Tiago 2:26). A fé dessa mulher a colocou em movimento.

Ela enfrentou obstáculos

A multidão era uma barreira. Centenas de pessoas se apertavam ao redor de Jesus. Para uma mulher enferma e enfraquecida por doze anos de sangramento, atravessar aquela multidão era um desafio enorme.

Além disso, havia a barreira religiosa. Ela era impura. Ao tocar em Jesus, tecnicamente O tornaria impuro também. Era uma ousadia que poderia ser severamente criticada.

Mas ela não se deteve. Veio “por detrás, entre a multidão.” Abriu caminho. Superou a fraqueza física. Ignorou o que os outros poderiam pensar. Seu foco estava em Jesus.

Quais barreiras têm impedido você de buscar ao Senhor? Trabalho, família, vergonha, medo do que os outros vão pensar? Essa mulher nos ensina: a fé verdadeira rompe barreiras.


O Toque da Fé

“E logo se secou a fonte do seu sangue, e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.” (Marcos 5:29)

Um toque no meio da multidão

Lucas especifica que ela tocou “na orla da veste” de Jesus (Lucas 8:44). A orla era a borda inferior do manto – ela se abaixou, humildemente, e tocou.

Muitos estavam tocando em Jesus naquele momento. A multidão O apertava de todos os lados. Mas havia algo diferente naquele toque. Era um toque de fé.

A cura instantânea

“E logo se secou a fonte do seu sangue.”

Doze anos de sofrimento terminaram em um instante. A fonte do sangue – a origem do problema – secou imediatamente. Ela sentiu no corpo que estava curada.

Não foi um processo gradual. Não foi uma melhora parcial. Foi cura completa, instantânea, definitiva.

Jesus percebeu

“E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão e disse: Quem tocou nas minhas vestes?” (Marcos 5:30)

No meio de centenas de toques, Jesus percebeu aquele. Ele sentiu “virtude” (poder) sair de Si. E parou para perguntar quem O havia tocado.

Os discípulos acharam a pergunta estranha: “Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?” (v.31). Mas Jesus sabia que havia um toque diferente. Um toque de fé.

Jesus é sensível ao toque da fé. Ele percebe quando alguém O busca de coração. No meio da multidão religiosa, Ele identifica a fé genuína.


O Encontro Pessoal

“Então a mulher, que sabia o que nela se havia feito, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.” (Marcos 5:33)

Ela não pôde se esconder

A mulher queria passar despercebida. Tocar em Jesus, receber a cura e sair discretamente. Mas Jesus não permitiu.

Ele não estava zangado com ela. Ele queria mais do que curá-la fisicamente. Queria encontrá-la pessoalmente. Queria restaurá-la publicamente.

Ela confessou tudo

“Temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.”

Imagina a cena. Ela se prostra diante de Jesus. E conta tudo. Os doze anos de sofrimento. Os médicos que falharam. Os recursos que acabaram. A fé que a trouxe até ali. O toque. A cura.

Lucas acrescenta que ela declarou “diante de todo o povo” (Lucas 8:47). Jesus fez questão de que todos soubessem. Por quê?

A restauração pública

Aquela mulher havia sido excluída publicamente por doze anos. Agora, Jesus a restaurava publicamente. Ele não a deixaria sair escondida, como se ainda tivesse vergonha.

A cura física já havia acontecido. Mas Jesus queria dar a ela algo mais: dignidade, identidade, restauração completa.


As Palavras de Jesus

“E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal.” (Marcos 5:34)

Cada palavra de Jesus é significativa.

“Filha”

É a única vez nos Evangelhos que Jesus chama alguém de “filha.” Antes, ela era “certa mulher” – sem nome, sem identidade. Agora, Jesus a chama de filha.

Ela não era mais a mulher impura, excluída, envergonhada. Era filha. Pertencia. Tinha valor. Tinha identidade.

Quando tocamos Jesus pela fé, recebemos nova identidade. Não somos mais “certa pessoa” perdida na multidão. Somos filhos e filhas de Deus.

“A tua fé te salvou”

Jesus atribui a cura à fé dela. Não foi mágica. Não foi o tecido da roupa. Foi a fé que conectou aquela mulher ao poder de Jesus.

A palavra “salvou” é significativa. Em grego, “sozo” significa tanto “curar” quanto “salvar.” Jesus está dizendo que ela recebeu mais do que cura física – recebeu salvação completa.

Antes, ela confiava nos médicos e remédios. Agora, sua fé estava em Jesus. E essa fé a salvou.

“Vai em paz”

Depois de doze anos de tormento, finalmente paz. Paz com Deus. Paz consigo mesma. Paz com a comunidade.

Ela podia ir embora em paz porque a fonte do problema havia sido resolvida. Não mais sangramento. Não mais impureza. Não mais exclusão.

“Sê curada deste teu mal”

Jesus confirma e sela a cura. “Sê curada” – permaneça curada. A cura é definitiva. Não é temporária. Ela não precisaria mais se preocupar.


Aplicações

Busque a Jesus, não importa há quanto tempo sofre

Doze anos é muito tempo. Mas nunca é tarde demais para buscar a Jesus. Não importa há quanto tempo você carrega um problema – Ele pode resolver.

A fé rompe barreiras

Fraqueza física, vergonha social, medo do julgamento – nada impediu aquela mulher. A fé verdadeira encontra um caminho até Jesus.

Quais barreiras você precisa romper? Que desculpas têm te impedido de buscar ao Senhor com todo o coração?

Jesus percebe o toque da fé

No meio da multidão religiosa, Jesus identifica quem realmente O busca. Você pode estar cercado de pessoas, mas seu toque de fé será percebido.

Jesus oferece mais do que pedimos

Ela queria cura. Jesus deu cura, identidade (“filha”), paz e salvação. Ele sempre oferece mais do que esperamos.


Conclusão

Uma mulher sem nome. Doze anos de sofrimento. Excluída, empobrecida, sem esperança.

Mas ela ouviu falar de Jesus. E uma fé nasceu. Uma fé que a fez romper a multidão, superar a vergonha e tocar nas vestes do Mestre.

E naquele toque, tudo mudou.

A fonte do sangue secou. O sofrimento terminou. E Jesus a chamou de filha.

“A tua fé te salvou; vai em paz.”

Talvez você esteja carregando algo há muito tempo. Uma enfermidade. Uma luta. Uma ferida. Talvez tenha tentado todos os recursos humanos e nada funcionou.

Jesus está passando. A multidão O cerca. Mas Ele percebe o toque da fé.

Aproxime-se. Rompa as barreiras. Toque nEle pela fé. E ouça Ele dizer para você: “Filha, filho, a tua fé te salvou. Vai em paz.”

O mesmo Jesus que curou aquela mulher há dois mil anos quer operar em sua vida hoje. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Busque-O. Toque-O. E seja curado.


Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Por que a condição da mulher a tornava excluída socialmente?

Segundo Levítico 15:25-27, uma mulher com fluxo de sangue contínuo era considerada cerimonialmente impura. Tudo e todos que ela tocasse se tornavam impuros também. Isso significava que ela não podia participar do culto no templo, das festas religiosas, nem ter contato normal com outras pessoas. Era uma exclusão completa da vida comunitária.

2. Por que Jesus perguntou “quem me tocou” se Ele é onisciente?

Jesus sabia quem O havia tocado. A pergunta não era para Sua informação, mas para benefício da mulher e da multidão. Ele queria que ela se identificasse para poder restaurá-la publicamente e declarar sua cura diante de todos. Também queria ensinar sobre a natureza da fé verdadeira.

3. Qual a diferença entre o toque da mulher e os toques da multidão?

A multidão tocava Jesus fisicamente, mas sem fé específica. Eram toques casuais, sem expectativa. A mulher tocou com fé intencional – ela cria que seria curada. Jesus percebeu a diferença porque “virtude” (poder) saiu dEle em resposta à fé dela.

4. Por que Jesus a chamou de “filha”?

É a única vez que Jesus usa esse termo nos Evangelhos. Ele queria restaurar a identidade e dignidade dela. Depois de doze anos sendo “a mulher impura,” ela agora era reconhecida como “filha” – pertencente, amada, incluída. Foi uma restauração não apenas física, mas social e espiritual.

5. O que significa “a tua fé te salvou”?

A palavra grega “sozo” significa tanto “curar” quanto “salvar.” Jesus estava indicando que ela recebeu mais do que cura física – recebeu salvação completa. Sua fé a conectou ao poder de Jesus de forma que transformou toda sua vida, não apenas seu corpo.


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