A vigília da meia-noite

Atos 16: 25  – E, perto da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.

Era quase meia noite, mas naquela cadeia ninguém dormiu aquele dia. Não haveria nada de anormal se a bíblia registrasse “e perto da meia noite Paulo e Silas descansavam”.

Afinal, além de trabalhadores assíduos eles estavam completamente exaustos. Basta uma análise dos versos desse capítulo 16: viagem missionária em várias cidades, falsas acusações, vestidos rasgados, julgamento injusto, açoites e varadas, tratamento como criminosos de alta periculosidade (os magistrados mandaram que fossem presos em local bem seguro, para evitar fuga), vergões por todo o corpo, exposição pública…

Quantos obstáculos ao louvor e à oração, não é mesmo? Talvez muitos hoje tragam à memória também as adversidades que têm enfrentado e que são oposições à nossa fé para uma vida de oração e louvor ao Senhor… Importante constar: estavam ali com o consentimento de Deus, que os enviara através de um dom espiritual.

O fato é que nada e nem ninguém pode nos impedir a oração e o louvor. E mais ainda: perto da meia noite.

É chegada a hora mais importante na economia de Deus e com o que estamos gastando o nosso tempo?

Se a vida daqueles dois valentes fosse baseada na razão eles teriam argumento para convencer quase todo mundo de que seria dispensável orar e cantar naquele momento. “Você não sabe o que estou vivendo, companheiro!”, diriam esses irmãos.

Mas não foi assim: os outros presos os escutavam, conforme o verso lido. Às vezes penso: será que se eu estivesse ali os presos ouviriam o que da minha boca? Raiva, magoa, ódio daquele povo e dos injustos magistrados? Desejo de fazer justiça com as próprias mãos? Palavras torpes? O que os presos ouviriam de mim? O que aqueles que estão à minha volta estão ouvindo de mim hoje?

Amados, é quase meia noite! Maranata! Jesus vem! A dor do chicote vai passar! Injustiças não existirão no céu! Lá sim teremos descanso, gozo e paz eternos! Vale a pena perseverar na oração! O Senhor é muitíssimo digno do nosso louvor. A Ele toda honra, glória e majestade.

Paulo e Silas faziam um ensaio de louvores e uma vigília de oração, conscientes de que estava perto da meia noite. Naquele dia ninguém dormiu, mas também ninguém ficou preso. Um terremoto abalou tudo, de repente. O arrebatamento também será de repente.

As cadeias dessa terra irão se abrir e teremos entrada no céu. O corpo de vergões dará lugar a um corpo incorruptível na glória. Aqui ensaiamos o louvor que no céu será para sempre!

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