“Porque Israel e Judá não foram abandonados do seu Deus, do Senhor dos Exércitos…” – Jeremias 51: 5  

Introdução

O Senhor se apresenta ao seu povo ratificando que: “Israel e Judá não formam abandonados do seu Deus”, e qual a razão ou o motivo de Deus enfatiza isto para eles? Era porque Deus na sua onisciência, como Deus que sonda e conhece as mentes e corações, viu que havia em muitos uma insegurança de que teriam sido abandonados.

O cativeiro babilônico durou cerca de 70 anos, nesses anos vividos no cativeiro; longe do seu lar e da sua pátria, o povo se viu cercados por uma cultura religiosa que era totalmente contrária a sua fé e aos ensinamentos do Senhor. Esses anos no cativeiro babilônico se encarregaram de tirar do coração de muitos o desejo e a esperança de um dia retornarem a sua pátria que era Jerusalém, esquecendo que babilônia não era o seu lugar.

O mundo não é o nosso lugar

Hoje nós entendemos que o mundo não é o nosso lugar; temos uma pátria que nos espera que é a Jerusalém celestial. Para muitos talvez, a sensação que pairava em suas mentes e corações era: a de abandono, desprezo e de que Deus os havia esquecido completamente, entrega-os a sua própria sorte.

É comum vermos as pessoas em meios as suas aflições dizerem que Deus abandonou-as, que não está atento as suas necessidades… , todavia Deus nunca abandona os seus, sempre há um momento na economia de Deus para que ele intervenha na vida do homem. O povo do Senhor precisava entender que Deus iria tratar com o povo babilônico, mas também iria tratar com eles.

Desenvolvimento

Com o povo babilônico – Deus exerceria um juízo.
Com o seu Povo (Israel e Judá) – Deus exerceria misericórdia.

O Senhor na sua soberania disciplina a quem quer, mas também manifesta a sua graça e misericórdia na vida daqueles que ele quer abençoa. O que é reiterado por Paulo em Romanos 9:15 “ Pois diz a Moisés: compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia  de quem eu tiver misericórdia.”  

Mas a grande questão que os envolvia era o abandono

Mas será que Deus abandonou-os? Não. O homem em nos dias vivem a pior experiência que é o abandono, pois, esta deixar marcas e cicatrizes profundas na mente, no coração e na alma. Quais são os abandonos experimentados por muitos que estão neste mundo: o abandono dos amigos, do pai, da mãe, dos filhos, a esposa abandonada pelo esposo e vice e versa, entre outros. Quantas sequelas! Quantas magoas! Estas acabam internalizando-se no coração do homem.

Mas Deus tinha para o seu povo uma palavra consoladora e esta mesma palavra é direcionada as nossas vidas nesta hora. Qual era a palavra: “Israel e Judá não foram abandonados do seu Deus, do Senhor dos exércitos, ainda que a sua terra esteja cheia de culpas contra o Santo de Israel”.

Israel e Judá não foram abandonados do seu Deus

Deus não se esqueceu deles, Deus não deixou de amá-los, Deus não deixou de cuidar e de zelar por suas vidas, enfim Deus não mudou e os seus pensamentos em relação ao seu povo eram e são pensamentos de paz, pensamentos maravilhosos, pois o propósito de Deus é salvar o homem. O que Deus queria que o seu povo entendesse é que o seu tempo não é igual ao tempo do homem, Deus tem o tempo certo, a hora certa para agir e intervir na vida do homem. Há mais já se passaram muitos anos… , 70 anos para muitos já soava como uma eternidade. Em I Pedro 3:8 diz: “Amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos é como um dia”. O tempo de Deus é o profético.

O Senhor dos Exércitos

Em meio as nossas lutas, as nossas pelejas, o Senhor dos Exércitos é o que tem nos auxiliado e pelejado as nossas guerras, nos dando as vitórias. O Senhor tem nos dado armas espirituais como: a madrugada, a oração, Jejum, Consulta e meditação da Palavra, o louvor; armas que são poderosas em Deus que nos asseguram a vitória, pois, quando o homem tem o Senhor dos Exércitos a frente das suas guerras à vitória é certa. É importante ressaltar que o fato de Deus não os haver abandonado e de se apresentar como o Senhor dos Exércitos, ou seja, um Deus que iria pelejar por eles desde que colocasse a sua causa nas mãos do Senhor, este reverteria toda a situação adversa vivida até então por eles. Muita coisa teria que mudar em suas mentes e corações, e isso, a partir de uma mudança de mentalidade.

Ainda que a sua terra esteja cheia de culpas

Aquele ato de Deus em favor do seu povo era um ato da sua misericórdia. Eles não eram merecedores, nem dignos de tamanho favor recebido. Entretanto a misericórdia que Deus estava concedendo a eles implicava em uma série de mudanças a serem tomadas por eles em suas vidas.

A terra

Nos fala do coração do homem, estes haveriam de ser santificados e purificados pelo fogo do Espírito Santo. Muitos corações que outrora estiveram cheio do erro, cheio de pecado, agora estão cheios da benção do Senhor, pois, Deus transformou e restaurou as suas vidas.

Cheia de culpas

As suas culpas que os colocavam numa condição de réus, caminhando debaixo de um juízo, haveriam de ser apagadas e perdoadas. Meus irmãos o poder do sangue de Jesus faz isso na vida do homem, apagando e perdoando o nosso pecado diante de Deus. I João 1:7 “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, o seu filho, nos purifica de todo o pecado”. A misericórdia que Deus concede a vida do homem implica sempre numa mudança de vida. Quando não há mudança de vida é porque a graça e a misericórdia não foram compreendidas por aqueles que um dia fora alvo delas.

Conclusão

Muitos dos que aqui estão já experimentaram o abandono, o desprezo. Há marcas que até hoje não foram apagadas, mas o Senhor quer que todos saibam que por mais que o mundo tenha te ferido e te machucado; ele nunca te abandonou, nem se esqueceu de você, porque ele é o Deus Emanuel “é Deus conosco” e que a sua presença em nossos corações proporciona a paz e a segurança de que não estamos sós, que ele cuida de nós, que sentimos que a sua mão está estendida sobre as nossas vidas, e que viveremos junto daquele que nunca nos abandonou, estaremos com o Senhor na eternidade.

”Porque Israel e Judá não foram abandonados do seu Deus, do Senhor dos Exércitos…”.


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