8a Aula – Louvor (Meios de Graça) – AP. 15:3 e 4

8a Aula – Louvor (Meios de Graça)

O LOUVOR DA IGREJA FIEL

AP. 15:3 e 4 – E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus… são manifestos.

Nós temos que entender um aspecto fundamental na vida da Igreja, que é a sua fidelidade.

A Igreja Fiel expressa a sua fidelidade ao Senhor quando ela conjuga dois aspectos fundamentais da grandiosidade de Deus, e expressa esta conjugação destes dois aspectos da seguinte maneira:

1º) Em primeiro lugar o homem sente o amor de Deus – Você só consegue expressar a grandiosidade de Deus se sentir o amor dele em sua vida.

2º) Quando a dimensão deste amor se manifesta em gratidão – (a grandiosidade do amor de Deus e a gratidão por este amor na sua vida). Quando isso acontece, a grandiosidade de Deus é manifestada, é conjugada e os elementos se manifestam na vida da Igreja Fiel através do seu louvor.

A origem

É importante nós entendermos que o louvor é operado na eternidade.

Quando Deus cria todas as coisas, a primeira expressão da criação é No Princípio criou Deus, que é Bereshit Barah Elohim.

Desta palavra bereshit originam-se várias outras. Entre elas estão as palavras besherit e shirtaev, que querem dizer “O Senhor anelava um louvor do seu povo.”

Quando Deus cria todas as coisas, Ele as cria para um cântico de adoração ao seu nome, Ele as cria para uma glorificação ao seu nome, para que o homem pudesse expressar todo o louvor e toda a adoração a Ele, por tudo aquilo que Ele fez. Deus instituiu, na criação, um louvor perene ao seu nome.

A origem do louvor é na eternidade para ser cantado aqui, por aqueles que vivem a realidade do Reino e a expectativa da esperança e da fé, e os propósitos de paz que Deus tem para o homem.

O louvor é fundamental na vida da Igreja Fiel, e ele não se expressa de qualquer maneira porque nós sabemos que ele é originário da eternidade, ele estava na eternidade, e foi transmitido, ele foi transferido para a obra da criação.

Conteúdo

O conteúdo abrange três elementos: o poético, o profético e o doutrinário.

Poético – Não é preciso ser crente e nem crer em Deus para produzir uma poesia porque existem muitas coisas na obra criadora que sensibilizam o homem, você vê os rios, os campos, os pássaros, o sol, as estrelas, a lua, toda a natureza. Davi se identificava com esta obra da criação, sendo que ele transportava tudo para o objeto da redenção, era o poeta da redenção porque transformava todo o objetivo da criação na obra redentora, ele sempre via a obra redentora, ele sempre estava vendo além daquilo que uma poesia simples pode expressar porque ele escrevia baseado nos anseios da alma do homem.

Profético – O conteúdo do louvor da Igreja Fiel pode ser poético, mas ele também tem que ser profético.

O conteúdo poético inspira o poeta e o conteúdo profético antecipa a posse do Reino.

Para agradar a Deus, o louvor tem que ser profético, isso é fundamental, porque é a antecipação da posse do Reino, é a vitória da Igreja Fiel.

Doutrinário – Esse louvor é doutrinário porque ele tem que falar essencialmente daquilo que é o fundamento da doutrina, que é a salvação.

Inspiração.

A inspiração tem que ter dois elementos fundamentais: A Palavra e o seu Autor.

Palavra – Nada pode ser fora da Palavra. Exemplo: O Rei Jesus está chegando… está vindo… vai chegar…, não existe isso, essa inspiração não é baseada na Bíblia porque ela diz que Jesus virá, portanto, isso de dizer que Jesus está a caminho, já está chegando, isso não existe, essa fonte de inspiração não é a Palavra, isso não é doutrina bíblica.

Há louvores desse tipo e houve até uma tentativa de incluí-los no nosso meio, mas não conseguiram porque isso é uma incitação por parte do adversário.

Nós não incluímos no louvor nada que não seja glorificação ao nome do Senhor Jesus porque o resto Ele vai fazer. Quando o Senhor é glorificado, Ele cuida do resto, Ele não precisa de nós para fazer nada, Ele está realizando a sua obra no louvor da Igreja Fiel.

O louvor emoldura a Palavra.

Essa colocação é fundamental porque, ao mesmo tempo em que ele é oriundo da Palavra, ele também a emoldura, porque ele suscita o trabalho dos fiéis em meio às lutas e antecipa a doutrina.

Exemplo. Um irmão nosso que faleceu no começo desta Obra, ele produziu o louvor Ele um dia voltará, vem buscar a sua Igreja, até hoje a Igreja canta esse louvor. O pastor Jonas compôs um louvor com um elemento doutrinário que foi a palavra maranata, ele diz: Maranata, Maranata, em breve o Senhor voltará! E outros louvores falando da luz, da revelação, assuntos que são dados aqui. Ele antecipou a doutrina. Ele passou para a eternidade, mas a revelação ficou no louvor, e o Senhor colocou imediatamente em prática a doutrina a respeito da revelação e da luz, uma doutrina que tem sido muito profunda nessa Obra.

Nós tivemos uma experiência muito interessante. Nós estávamos aqui e tivemos uma visão a respeito da vinha, o Senhor mostrava os males da vinha, algumas doenças que estavam acometendo a vinha de uma maneira geral, no mundo todo. Ao mesmo tempo, o Senhor dava um louvor que falava sobre isso, em Portugal. O irmão sentou-se diante do seu teclado e começou a ser visitado poderosamente e começou a compor o hino Ó Pastor de Israel! É uma intercessão, é um apelo, uma oração da Igreja para o Senhor por causa dos momentos difíceis que ela está passando. O louvor fala exatamente do que foi mostrado na visão dada aqui no Brasil.

As mensagens têm sido antecipadas.

O Autor – Não se pode dissociar nenhum conteúdo profético, nenhuma palavra, nenhum louvor, nenhuma adoração, da Palavra e do seu Autor. Se sair disso, não tem valor para nós, porque na Palavra nós vamos ter aqueles elementos que são fundamentais, que estão emoldurando, que são a fé, a esperança e o amor.

A fala de um homem nobre que partiu para uma terra distante e que um dia vai voltar. É a fé, aquilo que é do propósito, do projeto de Deus.

A esperança fala da sua volta.

O amor fala do grito de dor do pastor pela sua ovelha, fala da paixão do pastor pela sua ovelha. Quando Jesus estava no Calvário, Ele deu esse grito de dor.

Tudo isso tem que estar expresso no louvor. Não se pode cantar um louvor sem entender que o louvor é resultado da glorificação da Igreja. A gratidão, a adoração ao nome do Senhor têm como resultado a dor que Ele sofreu no calvário, o seu grito de dor por amar um rebanho, por nos amar, a sua paixão pelo seu povo, pela sua grande nação.

Consolidação.

A consolidação fala de dois elementos: O Pacto e a Herança.

Quando nós cantamos um louvor, a nossa fé tem que estar consolidada. Aqueles que compõem um louvor têm que ter uma fé consolidada nestes dois aspectos, que são o pacto e a herança.

O pacto – Houve um pacto na eternidade, um pacto que foi firmado entre o Pai e o Filho.

Quando o Pai pensou na salvação do homem, Ele dirigiu-se para o Filho e disse assim: Eu preciso enviar Você até ali porque Eu amo o homem. Mas lá Você será a mais indigna de todas as criaturas porque Você vai despir-se de tudo e vai descer para morrer por eles.

E na sua oração sacerdotal, Jesus diz ao Pai: Glorifica-me, ó Pai, com a glória que Tu me deste antes que os mundos fossem criados. Mostra aos meus discípulos como Eu era rico, como Eu tinha tudo contigo, porque eles estão me vendo nesta situação, desprezado, humilhado, varão de dores, sem aparência nem formosura, sofredor, é assim que eles me conhecem, entregue nas mãos dos malfeitores, dos adversários, o homem que nós criamos. Mostra a eles a minha casa, a minha glória.

Mas o pacto era esse: Você vai descer e vai ser o agente de união entre o homem e Eu, porque se assim não for, o homem não subirá para a eternidade. Você vai descer do esplendor da sua glória e morar com o homem, viver como o homem e sentir como o homem.

É o amor de Deus, e se isso não for amor, o oceano secou, não há estrelas no céu, as andorinhas não voam mais. É o amor de Deus porque Ele fez tudo, exatamente para o homem, toda a sua glória manifestada ao homem através deste elemento extraordinário, deste agente de união, que é a fé, essa fé que foi selada, esse pacto que foi selado para dar ao homem uma herança.

A herança – É a vida eterna.

Esta herança foi dada ao homem através da morte de Jesus, do seu sacrifício, do seu sangue, que é o Espírito Santo na vida do homem. Estais selados com o Espírito Santo da promessa, que é a vida eterna.

A consolidação está baseada nisso.

A Igreja canta os atos de justiça de Deus.

A Igreja canta os louvores daqueles que estão diante do Senhor, daqueles que entraram nas arenas, que morreram nas cruzes, nas fogueiras, e que clamam noite e dia diante do altar do Senhor, dizendo: Até quando, Senhor, Tu vingarás o sangue daqueles que morreram, o nosso sangue, e dos que morreram em teu nome. Há um clamor.

O louvor da Igreja Fiel não é brincadeira, não é ficar balançando o corpo, mas é algo muito sério porque aqueles mártires que estão clamando diante do altar de Deus, eles não estão brincando, eles estão pedindo para que o Senhor reclame o seu sangue e o das testemunhas de Jesus.

O louvor da Igreja Fiel é uma proclamação.

Essa proclamação tem que ser autêntica, ela não pode surgir do mundo, das coisas que não estão definidas.

E de onde vem esta autenticidade?

Ela vem através do selo, que é o clamor pelo sangue de Jesus. Se não tiver o clamor pelo sangue de Jesus, este louvor não é autêntico, esta proclamação não tem autenticidade e por quê?

Porque o louvor retrata a comunhão da Igreja e a graça do Senhor sobre a Igreja.

O louvor é uma expressão viva do corpo. Quando eu digo que Jesus vai voltar, não é uma coisa automática, eu não estou simplesmente cantando que Ele breve voltará, no entanto, sem crer em dons, sem crer em batismo com o Espírito Santo, sem crer em nada da doutrina. Se eu canto sem crer em nada disso, então, que louvor é esse? É a expressão de um corpo vivo?

Não, porque a expressão de um corpo vivo é aquela onde o louvor expressa uma vida latente, é o Vem, é o clamor desta hora. Tudo que a Igreja faz agora é a expressão deste momento.

O corpo vivo almeja a volta do Senhor Jesus, a Igreja Fiel vive desta expectativa, ela não está, simplesmente, cantando Vem, Senhor Jesus, mas sem crer nos dons espirituais, sem crer no batismo com o Espírito Santo, crendo na salvação pelas obras. Quem fizer isso, não é Igreja Fiel, não é corpo de Cristo.

O louvor é a expressão de um grande compromisso, que é a salvação. Esta salvação está em função do testemunho e dos atos libertadores do Senhor. Quando nós estamos cantando, nós estamos testemunhando e o Senhor está operando os atos libertadores.

É muito importante quando o louvor é parte do testemunho. Alguém compôs um louvor como testemunho daquilo que Deus fez na sua vida e, por outro lado, o louvor promove atos libertadores. Quando o louvor é entoado por revelação, há um exército de anjos no meio da Igreja, há libertação, cura, consolo, comunhão, livramento, paz, prosperidade, felicidade, maravilha. O Senhor diz: Quero que seja cantado o louvor Tal, e quando ele é cantado, o anjo que cantou aquele louvor para o servo, estará ali para operar aquele mesmo sinal no meio do povo.

O louvor da Igreja Fiel tem os seus fundamentos, ele não acontece aleatoriamente, mas ele é a expressão da vontade de Deus, do propósito de Deus, da sua grandiosidade, que se expressa no seu amor na nossa vida e na nossa gratidão quando fomos libertados e abençoados por Ele.

As fases do louvor no culto.

O compromisso, que é a salvação, comporta o testemunho e os atos libertadores no louvor, mas na prática, quando nós estamos no culto, há fatos que são seqüenciais.

Invocação e Comunhão

A Igreja está reunida e nós dizemos: Senhor, nós clamamos pelo sangue de Jesus, e este clamor é que nos une agora, é a invocação e a comunhão, é a bênção do Espírito Santo.

Adoração

Quando nós clamamos pelo sangue de Jesus, nós estamos clamando pelo Espírito Santo e Ele está presente e nós nos entregamos a este momento de adoração ao Senhor, nós viemos glorificar ao Senhor e Ele vai aceitar a nossa adoração.

O nosso problema é que nós sempre estamos atrás de bênçãos, mas quando nós estamos adorando ao Senhor, louvando ao Senhor, nós estamos entrando em comunhão com Ele, nós estamos entrando nos benefícios da comunhão.

Por isso é que é necessária a comunhão, e ela não se pode tornar um elemento repetitivo, ela não é um costume, mas é um momento que o Senhor separa, que o Senhor nos dá para que nós possamos receber os seus benefícios. Nós vamos colocar diante dele o nosso coração, a nossa vida e, daí um pouco, as libertações virão, as lutas do dia ficarão para trás, esquecidas, as aflições, a preocupação, tudo começa a desaparecer. Daí a um pouco, a palavra do Senhor, o louvor, que é a dedicação e, ao mesmo tempo, a adoração e, depois a glorificação.

Glorificação

A glorificação é a vitória.

O culto tem um conjunto de elementos no louvor que mostram claramente que a Igreja entrou numa batalha e que os anjos estão presentes para batalhar por nós.

Inicialmente nós precisamos do fortalecimento e precisamos estar escondidos dos ataques, das opressões do dia, daqueles que entram trazendo problemas.

Nós estamos escondidos ali, é no clamor, na comunhão, estamos entrando num ambiente onde o Senhor vai operar. Depois é a dedicação, é a entrega da nossa vida, é a adoração, Te louvamos, ó Deus, pelo dom de Jesus por nós pecadores, Ele morreu na cruz. Glória seja dada ao teu nome! Aleluia!

Depois nós passamos para o final do culto onde todos os louvores são de glorificação.

Às vezes nós gostamos de cantar logo no início do culto um louvor de glorificação, Glória, glória! Aleluia! Vencendo vem Jesus!, mas está errado. Pode-se cantar, mas o correto é um louvor de invocação, é o de comunhão, porque é aquilo que nós estamos precisando naquele instante. Depois é a nossa gratidão pelos livramentos, pelas libertações, é a batalha que está sendo vencida. E, finalmente a adoração.

Quando nós vamos iniciar, podemos cantar Vem, visita a tua Igreja, ó bendito Salvador! Sem tua graça ela murcha, ficará e sem vigor. Vivifica, vivifica, nossas almas, ó Senhor! É uma oração, um clamor, o corpo expressa a vida do cabeça e os seus sentimentos.

O valor do louvor está na expressão de vida do corpo que emana do cabeça. Se o louvor não emana do cabeça, então o corpo não tem condição de louvar ao Senhor, não é Igreja Fiel.

O louvor é a expressão de toda a doutrina revelada, o cabeça revela e o corpo profetiza, e ele sempre profetiza no sentido da vida, por isso, toda a nossa luta hoje, toda a nossa preocupação em trazer, em criar, em mostrar, em apresentar algo novo, mas que é a vontade do Senhor para o seu povo nesta hora.

Há um povo que sempre haverá de glorificar ao Senhor e honrar o seu nome com dignidade, porque digno é o Senhor de receber toda a honra e todo o louvor, todos os que estão na eternidade cantam esta dignidade de Deus, a sua justiça, os seus atos poderosos, os seus atos libertadores.

O texto em Apocalipse que nós lemos fala do momento e deste louvor que o cabeça revela e o corpo profetiza.

O Louvor Profano.

O louvor profano é um ato declaratório meramente exterior porque não tem selo, ele não tem o clamor, que é indispensável.

Quando o corpo vive e canta as revelações, ele está profetizando.

Resumindo:

O louvor da Igreja Fiel tem a sua origem na eternidade.

O seu conteúdo é poético, é profético e também é doutrinário.

A sua inspiração é a Palavra e o seu Autor.

Ele é consolidado através do pacto e da herança.

Ele é uma proclamação.

Ele tem que ter autenticidade e compromisso, tem que ter o selo, que é a comunhão e a graça, que é a expressão viva do corpo, compromisso é a salvação, o testemunho e atos libertadores.

A prática é esta que nós conhecemos dentro do culto, isso acontece com a invocação e a comunhão, com a dedicação e adoração, e a glorificação ao nome do Senhor.

 

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