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Lembra-te de mim quando entrares no teu reino – Lucas 23:39-42


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Lembra-te de Mim

Esboço de Pregação Expositiva em Lucas 23:39-42 – “Lembra-te de mim quando entrares no teu reino”

Biblia de Estudo

💡 Como usar este Esboço de Pregação

📋 Tipo de Pregação: Expositiva e Evangelística

Este esboço apresenta o diálogo entre Jesus e o malfeitor arrependido na cruz, revelando a última oportunidade de salvação. É ideal para cultos evangelísticos, campanhas de salvação ou pregações que enfatizem a urgência da decisão por Cristo. O pregador pode usar este material para mostrar que nunca é tarde demais para se voltar a Cristo, mas também que não devemos adiar essa decisão. Adapte os exemplos conforme seu público, mantendo o foco na graça transformadora que alcança até o último momento.


Introdução

Imagine estar no corredor da morte, aguardando a execução. Não há mais recursos, não há mais apelações, não há mais esperança. É justamente nesse cenário de desespero total que acontece um dos encontros mais extraordinários registrados nas Escrituras.

No Calvário, três cruzes foram levantadas. Na do centro, Jesus Cristo, o Filho de Deus, condenado injustamente. Nas laterais, dois criminosos condenados por seus crimes. Ali, entre a vida e a morte, entre o céu e o inferno, aconteceu algo que mudaria para sempre o destino de um desses homens.

A condenação à cruz era a sentença mais humilhante e dolorosa do império Romano. Era reservada para os piores criminosos, para aqueles considerados inimigos da sociedade. E foi exatamente nesse momento de maior vergonha e sofrimento que a porta da salvação se abriu para um homem que não merecia nada além da morte.

Hoje veremos que, mesmo no último instante da vida, há esperança para quem clama ao Senhor Jesus. Mas também aprenderemos que não devemos desprezar a oportunidade que Deus nos dá agora.


1. Dois Malfeitores, Três Cruzes, Uma Escolha

“E crucificaram com ele dois malfeitores, um à direita e outro à esquerda” (Lucas 23:33)

A cena no Calvário não foi acidental. Deus, em Sua providência, permitiu que Jesus fosse crucificado entre dois criminosos. Isso cumpriu a profecia de Isaías 53:12: “e foi contado com os transgressores”. Mas há algo mais profundo acontecendo ali.

Esses dois malfeitores representam toda a humanidade diante da cruz de Cristo. Todos nós estamos condenados pelo pecado. A Bíblia diz que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Não importa se você é religioso ou ateu, rico ou pobre, culto ou simples – diante de Deus, todos somos culpados e merecemos a condenação.

Note que havia um malfeitor de cada lado de Jesus. Isso nos ensina que Cristo está disponível igualmente para qualquer pessoa. Não importa o tamanho do seu pecado, não importa quão longe você tenha ido, não importa quanto você se afastou de Deus – Jesus está ao seu alcance. Ele não está mais perto de um do que do outro. Ele está ali, no meio, acessível a ambos.

A cruz também nos mostra que não há intermediários entre você e Jesus. Você não precisa passar por um padre, por um pastor, por um santo ou por qualquer outra pessoa. O acesso a Cristo é direto e pessoal. “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Timóteo 2:5).

Mas embora os dois criminosos tivessem exatamente a mesma oportunidade de salvação, eles tomaram decisões completamente diferentes. E essas duas atitudes continuam sendo as únicas opções disponíveis para todo ser humano que ouve sobre Cristo.


2. A Primeira Atitude: Zombaria e Rejeição

“Um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também” (Lucas 23:39)

O primeiro malfeitor representa aqueles que rejeitam a Cristo mesmo estando à beira da morte. Suas palavras revelam várias características de quem endurece o coração contra o evangelho.

Primeiro, há desprezo pela obra de Cristo. “Não és tu o Cristo?” – ele questiona a identidade de Jesus com sarcasmo. Muitos hoje fazem o mesmo. Ouvem sobre Jesus, veem o testemunho dos cristãos, talvez até frequentem uma igreja, mas no fundo do coração desprezam a ideia de que precisam de um Salvador.

Segundo, há egoísmo e materialismo. “Salva-te a ti mesmo e a nós também” – ele quer livramento físico, não salvação espiritual. Ele quer escapar da cruz, não escapar do inferno. Quer continuar vivendo seus próprios caminhos, sem ter que prestar contas a Deus.

Muitas pessoas buscam Jesus apenas para resolver seus problemas terrenos. Querem prosperidade, saúde, sucesso nos negócios. Mas não querem abandonar o pecado, não querem se submeter ao senhorio de Cristo, não querem uma transformação real de vida. Querem um Jesus que serve aos seus interesses, não um Senhor a quem devem servir.

Terceiro, há cegueira espiritual. Este homem não entendeu o que estava acontecendo. Jesus não estava sendo derrotado – Ele estava cumprindo o plano de redenção. A cruz não era evidência de fraqueza, mas de amor. O Salvador não estava morrendo como vítima, mas como sacrifício voluntário pelos pecadores.

Esta é a tragédia de quem rejeita Cristo: desperdiçar a oportunidade da salvação. Este homem teve Jesus ao seu lado durante as últimas horas de sua vida, ouviu Suas palavras, testemunhou Seu comportamento diante do sofrimento, mas escolheu morrer em seus pecados. Que desperdício terrível!

E quantos hoje estão fazendo o mesmo? Deus tem falado através da consciência, através de circunstâncias, através de pessoas, através da própria Palavra. Mas eles continuam escolhendo o pecado, o mundo, os prazeres temporários, em vez de escolherem a vida eterna.


3. A Segunda Atitude: Arrependimento e Fé

“Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?” (Lucas 23:40)

O segundo malfeitor teve uma reação completamente diferente. Suas palavras revelam os elementos essenciais de uma verdadeira conversão.

Primeiro, ele teve temor de Deus. “Tu nem ainda temes a Deus?” – ele reconheceu que, mesmo estando morrendo, havia alguém maior diante de quem teriam que prestar contas. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Provérbios 9:10). Sem temor a Deus, não há arrependimento genuíno.

Segundo, ele reconheceu sua própria culpa. “E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam” (Lucas 23:41a). Este homem não tentou se justificar, não culpou a sociedade, não disse que era vítima das circunstâncias. Ele admitiu: “Eu mereço estar aqui. Sou culpado”.

Este é um passo fundamental para a salvação. Enquanto você acredita que é basicamente bom, que seus pecados não são tão graves, que você não merece o inferno, você não pode ser salvo. A salvação começa quando reconhecemos que somos pecadores merecedores da condenação.

Terceiro, ele reconheceu a inocência de Cristo. “Mas este nenhum mal fez” (Lucas 23:41b). Ele entendeu que Jesus era diferente. Não era apenas mais um criminoso, era alguém sem pecado que estava morrendo injustamente. E se Jesus não estava ali por Seus próprios pecados, então estava ali pelos pecados de outros.

Quarto, ele demonstrou fé genuína. “Lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (Lucas 23:42). Que declaração extraordinária! Jesus estava nu, sangrando, zombado, aparentemente derrotado. Mas este homem viu além das aparências. Ele reconheceu Jesus como Rei, creu que haveria um reino, e pediu para fazer parte dele.

Ele não pediu para ser tirado da cruz. Não pediu alívio da dor. Pediu para ser lembrado no reino. Sua preocupação não era com esta vida, mas com a eternidade. Ele valorizou o reino de Deus acima do conforto terreno.


4. A Resposta de Jesus: Salvação Garantida

“E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43)

A resposta de Jesus ao malfeitor arrependido é uma das declarações mais belas e poderosas de toda a Escritura. Vamos examinar cada parte dela.

“Em verdade te digo” – Jesus começa com uma afirmação solene. Não há dúvida, não há condicional. É uma promessa firme e garantida. Quando Jesus diz “em verdade”, Ele está colocando Seu próprio caráter como garantia daquilo que vai falar.

“Hoje” – Não amanhã, não depois de um tempo de purificação, não após pagar pelos pecados. Hoje mesmo! A salvação não depende de obras, de penitências, de rituais. É instantânea para quem crê. No momento em que você confia em Cristo, você passa da morte para a vida (João 5:24).

“Estarás comigo” – Que promessa maravilhosa! Não apenas “você irá para o paraíso”, mas “você estará comigo”. A essência do céu não é apenas a ausência de sofrimento ou a presença de alegria – é estar com Cristo. “Estar com Cristo é incomparavelmente melhor”, disse Paulo (Filipenses 1:23).

“No Paraíso” – Jesus garantiu ao ladrão arrependido um lugar no céu. Não no purgatório, não em um estado intermediário de espera – diretamente no Paraíso. Este homem, que minutos antes era um criminoso condenado, agora tinha a certeza absoluta da vida eterna.

Esta história destrói várias falsas doutrinas. Ela mostra que:

  • Não precisamos de batismo para sermos salvos (este homem não foi batizado)
  • Não precisamos de obras para merecer a salvação (ele não teve tempo de fazer obra alguma)
  • Não há purgatório (ele foi direto para o Paraíso)
  • A salvação é pela graça, mediante a fé, não por mérito humano

Mas esta história também nos ensina algo importante: embora nunca seja tarde demais para se voltar a Cristo, é perigoso deixar para a última hora. Este ladrão foi salvo na última hora, mas não podemos presumir que teremos essa oportunidade. Muitos morrem repentinamente, sem chance de um último arrependimento.


Conclusão

Duas cruzes ao lado de Jesus. Dois criminosos com a mesma oportunidade. Mas duas eternidades completamente diferentes. Um morreu perdido, o outro morreu salvo. A diferença não foi o tamanho dos pecados – ambos eram criminosos condenados. A diferença foi a atitude diante de Cristo.

Jesus não se esqueceu daquele homem que clamou por misericórdia. E Ele não se esquecerá de você se você clamar hoje. Não importa o que você fez, não importa quão longe você tenha ido, não importa quanto tempo você tenha desperdiçado – há esperança para quem se volta para Cristo.

Mas não despreze esta oportunidade. Você pode pensar: “Eu me acerto com Deus mais tarde, quando estiver mais velho, quando tiver aproveitado mais a vida”. Mas e se não houver um “mais tarde”? E se esta for sua última chance?

A Bíblia diz: “Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” (2 Coríntios 6:2). Não amanhã, não depois – agora! Deus está estendendo a você a mesma graça que estendeu ao ladrão na cruz.

O Senhor Jesus não se esqueceu de nós, não se esqueceu da nossa dor, não se esqueceu de você. Ele morreu na cruz para abrir o caminho para o Paraíso. E hoje Ele está dizendo a você: “Lembra-te de mim, e Eu me lembrarei de ti. Volta-te para mim, e Eu te darei a vida eterna”.

A escolha é sua. Você será como o primeiro malfeitor, que rejeitou a Cristo e morreu em seus pecados? Ou será como o segundo, que reconheceu seu pecado, creu em Jesus e entrou no Paraíso?

Esta pode ser a sua última oportunidade. Não a desperdice.


❓ Perguntas Frequentes

1. Por que Jesus perdoou o ladrão mesmo sem ele ter sido batizado ou feito obras?

Porque a salvação é pela graça mediante a fé, não por obras ou rituais (Efésios 2:8-9). O ladrão não teve tempo de ser batizado ou de fazer obras, mas teve fé genuína em Cristo. O batismo é importante como testemunho público da fé, mas não é o que nos salva – é o sangue de Jesus que purifica do pecado. Se a salvação dependesse de batismo ou obras, este homem teria morrido perdido.

2. Se alguém pode ser salvo no último momento, por que não viver como quiser e se arrepender apenas no final?

Primeiro, porque você não sabe quando será seu último momento – pode morrer repentinamente sem chance de arrependimento. Segundo, porque adiar a salvação demonstra falta de amor genuíno por Deus e desprezo pela graça. Terceiro, porque viver no pecado endurece o coração e pode levar à impossibilidade de arrependimento. O ladrão não planejou ser salvo na última hora – ele aproveitou a única oportunidade que teve.

3. O que significa “estar no Paraíso”? É o mesmo que céu?

Sim, Paraíso é outro nome para o céu, a presença de Deus. Jesus usou esta palavra para garantir ao ladrão que ele estaria em um lugar de perfeita alegria e paz, livre de todo sofrimento. Paulo também usou “Paraíso” para descrever o céu em 2 Coríntios 12:4. É o lugar onde os salvos estarão eternamente com Cristo.

4. O que fez o outro ladrão rejeitar Jesus mesmo vendo Seu comportamento na cruz?

A cegueira espiritual e o endurecimento do coração. Ele via apenas com olhos físicos – um homem derrotado e fraco. Não discerniu espiritualmente que Jesus era o Filho de Deus cumprindo o plano de salvação. Além disso, seu orgulho o impediu de reconhecer seu próprio pecado e necessidade de salvação. A incredulidade não é falta de evidências, mas recusa em aceitar a verdade.

5. Como posso ter certeza de que serei salvo se clamar a Jesus como o ladrão fez?

A mesma promessa que Jesus fez ao ladrão está disponível para você. Jesus disse: “O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37). Se você reconhecer seu pecado, crer que Jesus morreu e ressuscitou por você, e O receber como Senhor e Salvador, você será salvo (Romanos 10:9-10). A certeza da salvação não vem de sentimentos, mas da promessa de Deus que não pode mentir.


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