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Paz, só Jesus pode dar – João 20:19


E-Book Pregando sem TRAUMAS

A visita do Ressurreto aos corações aflitos

Pregação Textual em João 20:19 – “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.”


Tipo de Pregação: Textual
Texto Bíblico: João 20:19-23 (ênfase no v.19)
Tema Central: Jesus é o único que pode trazer paz verdadeira aos corações tomados pelo medo
Versículo-chave: “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.” (João 20:19)


Introdução

O momento que os discípulos passavam era o mais difícil de suas vidas. Jesus havia sido crucificado e morto. O Mestre que eles amavam, que haviam seguido por três anos, que viram fazer milagres e falar com autoridade, agora estava em um túmulo. Todas as esperanças pareciam enterradas junto com Ele.

Os discípulos estavam preocupados. O que fazer? Como continuar? Os mesmos líderes religiosos que condenaram Jesus à morte poderiam vir atrás deles. Afinal, eram conhecidos como seguidores do Nazareno. O medo era real. A incerteza era paralisante. O futuro parecia sombrio.

E então, naquela tarde do primeiro dia da semana — o domingo da ressurreição — algo extraordinário aconteceu. Jesus, o Crucificado, apareceu vivo no meio deles. E as primeiras palavras que saíram de Sua boca foram: “Paz seja convosco.”

Não foi uma repreensão por terem fugido. Não foi uma cobrança por terem duvidado. Foi paz. Em meio ao caos, paz. Em meio ao medo, paz. Em meio à incerteza, paz. Porque paz é o que Jesus traz. Paz é o que só Ele pode dar.


1. As portas cerradas: O medo que aprisiona o coração

“…e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado…” (João 20:19a)

Conforme o texto bíblico, os discípulos se reuniram em um determinado lugar e trancaram as portas. Por quê? Porque tinham medo. Medo dos judeus. Medo de serem presos. Medo de serem mortos como Jesus foi. O medo os levou a se esconderem, a se trancarem, a se isolarem.

Existem momentos na vida do homem que são extremamente difíceis. Momentos que trazem medo, incerteza, insegurança. Pode ser uma doença grave. Pode ser a perda de um emprego. Pode ser uma crise no casamento. Pode ser a morte de alguém querido. Pode ser uma situação financeira desesperadora. E nesses momentos, muitas vezes, o homem deixa cerradas — trancadas — as portas do seu coração.

As portas físicas que os discípulos trancaram representam algo mais profundo: as portas do coração que o medo faz fechar. Quando estamos com medo, nos fechamos. Nos isolamos. Deixamos de confiar. Deixamos de crer. Construímos muros ao redor de nós mesmos pensando que isso nos protegerá.

Muitos estão vivendo nestes dias com as portas cerradas. Corações fechados. Corações incrédulos. Corações que não permitem serem alcançados pela graça. O medo do que pode acontecer amanhã rouba a paz de hoje. A incerteza sobre o futuro paralisa o presente. E o homem se tranca em sua própria prisão emocional e espiritual.

Mas há uma boa notícia: portas trancadas não são obstáculo para Jesus. O texto diz que as portas estavam cerradas — e mesmo assim, Jesus chegou e pôs-se no meio. Nenhuma porta pode impedir o Senhor de alcançar aqueles que Ele ama. Nenhum muro que construímos é alto demais para Sua graça.


2. Jesus se põe no meio: A presença que transforma a situação

“…chegou Jesus, e pôs-se no meio…” (João 20:19b)

Já era o terceiro dia desde a crucificação. E para cumprimento da profecia, Jesus havia ressuscitado. A morte não pôde detê-Lo. O túmulo não pôde aprisioná-Lo. E naquele momento de desespero dos discípulos, Jesus aparece e se põe no meio deles.

Observe que Jesus não ficou à margem. Não ficou do lado de fora. Não ficou distante observando. Ele se pôs no meio. No centro da situação. No coração do problema. É assim que o Senhor Jesus age: Ele entra na nossa situação difícil e se coloca bem no meio dela.

Nesses dias de aflição e sofrimento que muitos vivem, o Senhor Jesus se revela ao coração do homem. Ele é aquele que pode se colocar no meio da situação difícil, interferindo diretamente no problema. Não importa quão grande seja a crise, não importa quão profundo seja o medo, não importa quão fechadas estejam as portas — Jesus pode entrar.

Quando Jesus se põe no meio, tudo muda. A perspectiva muda. A atmosfera muda. O que parecia sem solução passa a ter esperança. O que parecia o fim passa a ser um novo começo. Porque Jesus não é apenas um observador distante das nossas dificuldades — Ele é o Deus que se faz presente, que se envolve, que interfere.

Os discípulos estavam reunidos em medo, mas a presença de Jesus transformou aquele lugar. A mesma sala que era uma prisão de medo se tornou um lugar de encontro com o Ressurreto. A presença de Jesus tem esse poder: transformar qualquer ambiente, qualquer situação, qualquer coração.


3. “Paz seja convosco”: A palavra que acalma a tempestade interior

“…e disse-lhes: Paz seja convosco.” (João 20:19c)

As primeiras palavras de Jesus ressurreto aos seus discípulos não foram de cobrança nem de repreensão. Foram palavras de paz. “Paz seja convosco.” Em hebraico, shalom — uma paz que vai muito além da ausência de conflito. É completude. É bem-estar. É restauração. É a paz que só Deus pode dar.

Em meio aos momentos mais difíceis, Jesus vem ao encontro da vida do homem para transmitir uma palavra. Uma palavra que conforta. Uma palavra que alegra. Uma palavra que traz ânimo. Uma palavra que traz paz ao coração. Jesus transforma toda a situação com o poder da Sua palavra.

Esta paz que Jesus oferece é diferente de qualquer paz que o mundo possa dar. O próprio Senhor Jesus havia dito: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27). A paz do mundo é temporária, frágil, dependente de circunstâncias. A paz de Jesus é eterna, sólida, independente do que acontece ao redor.

Os discípulos estavam com medo dos judeus. As circunstâncias externas não mudaram quando Jesus apareceu — os judeus continuavam lá fora, a ameaça continuava real. Mas algo dentro deles mudou. A paz de Jesus não remove necessariamente os problemas externos, mas transforma completamente o interior. É possível ter paz mesmo em meio à tempestade. É possível ter segurança mesmo quando tudo ao redor é incerto.

E Jesus não disse “paz seja convosco” apenas uma vez. Ele repetiu (João 20:21). Porque é uma paz que precisa ser recebida, acolhida, abraçada. É uma paz que Jesus deseja profundamente que Seus discípulos — de ontem e de hoje — experimentem plenamente.



Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Por que os discípulos estavam com tanto medo após a morte de Jesus?

Os discípulos tinham razões concretas para temer. Jesus havia sido condenado à morte pelo Sinédrio e executado pelos romanos. Como seguidores conhecidos do “criminoso” crucificado, eles poderiam ser os próximos alvos. Além disso, todas as suas esperanças de que Jesus era o Messias que libertaria Israel pareciam destruídas. Eles estavam em choque, em luto, desorientados e genuinamente temendo por suas vidas.

2. Como Jesus entrou se as portas estavam trancadas?

O texto não explica o mecanismo, apenas afirma o fato: as portas estavam cerradas e Jesus apareceu no meio deles. Após a ressurreição, Jesus tinha um corpo glorificado — real e físico (os discípulos puderam ver Suas feridas e Tomé pôde tocá-Lo), mas não limitado pelas leis físicas normais. Isso demonstra que nenhuma barreira — física ou espiritual — pode impedir Jesus de alcançar aqueles que Ele busca.

3. O que significa a saudação “Paz seja convosco”?

“Paz seja convosco” (em hebraico, shalom aleichem) era uma saudação comum entre os judeus, mas nas palavras de Jesus ganha um significado muito mais profundo. Jesus não estava apenas cumprimentando — Ele estava conferindo paz. A palavra shalom significa completude, integridade, bem-estar total. Jesus estava declarando sobre aqueles homens assustados a paz que Ele conquistou na cruz, a reconciliação com Deus, a restauração completa.

4. Essa paz de Jesus é para todos ou apenas para os discípulos daquela época?

A paz de Jesus é para todos os que creem nEle, em todas as épocas. Jesus disse: “Estas coisas vos tenho dito para que em mim tenhais paz” (João 16:33). O apóstolo Paulo escreveu: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). Todo aquele que se entrega a Cristo recebe essa paz — não como o mundo dá, mas a paz verdadeira que só o Príncipe da Paz pode oferecer.


Conclusão

O homem vive dias difíceis. Dias de medo, de incerteza, de portas cerradas. Dias em que parece que não há saída, não há esperança, não há solução. Mas Jesus é aquele que se revela ao coração do homem mesmo — e especialmente — nesses momentos.

Ele é aquele que pode atravessar qualquer porta trancada e se colocar no meio da sua situação. Ele é aquele que pode interferir em qualquer circunstância difícil. Ele é aquele que traz consigo sempre uma palavra de paz.

Talvez você esteja hoje com as portas do coração cerradas. Talvez o medo tenha feito você se trancar, se isolar, se fechar para a esperança. Saiba que Jesus pode entrar. Nenhuma porta é obstáculo para Ele. Nenhum medo é grande demais para Sua paz.

O Senhor Jesus vive para dar solução, trazendo alegria e esperança para a sua vida. Ele quer se pôr no meio da sua situação hoje. Ele quer falar ao seu coração: “Paz seja contigo.”

A paz que o mundo oferece é frágil e passageira. Mas a paz que Jesus dá é firme e eterna. É uma paz que permanece mesmo quando as circunstâncias não mudam. É uma paz que guarda o coração e a mente. É uma paz que só Ele pode dar.

Abra as portas do seu coração. Deixe Jesus entrar. Receba a paz que Ele oferece. Porque paz verdadeira, paz que dura, paz que transforma — só Jesus pode dar.

“Este esboço é ideal para o culto de domingo. Veja mais pregação para culto de domingo.”


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Eduardo Chaves

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