O Testemunho de João Batista
Pregação Expositiva João 1:33-34 – “E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus.”
💡 Como usar este Esboço de Pregação (João 1:33-34)
🟢 Ideal para: Cultos de ensino doutrinário, mensagens sobre o Espírito Santo, estudos sobre a pessoa de Cristo, momentos de busca pelo batismo com o Espírito Santo, e para destacar a singularidade do Senhor Jesus.
Dicas de Uso:
- Explique o contexto: João Batista estava batizando no Jordão quando viu Jesus se aproximar. Deus havia lhe dado um sinal específico para identificar o Messias: aquele sobre quem o Espírito descesse e repousasse.
- Destaque o contraste: João batizava com água (arrependimento); Jesus batiza com o Espírito Santo (poder). Um prepara, o outro cumpre. Um é servo, o outro é Senhor.
- Enfatize a exclusividade de Jesus: Nenhum outro pode batizar com o Espírito Santo. Não é obra de homem, denominação ou ritual. É obra exclusiva do Filho de Deus.
- Conecte com a promessa cumprida: O que João anunciou se cumpriu no Pentecostes (Atos 2) e continua se cumprindo na vida dos que creem.
Introdução
João Batista foi o precursor do Messias. Sua missão era preparar o caminho do Senhor, chamando o povo ao arrependimento e batizando nas águas do Jordão. Multidões vinham até ele confessando seus pecados e sendo batizadas.
Mas João sabia que seu ministério era preparatório. Ele não era a luz — veio para dar testemunho da luz. Ele não era o Messias — veio anunciar o Messias.
E havia uma diferença fundamental entre o batismo de João e o batismo que o Messias traria. João batizava com água — símbolo exterior de arrependimento. Mas aquele que viria batizaria com o Espírito Santo — poder interior que transforma.
No texto de João 1:33-34, encontramos o testemunho de João Batista sobre como ele identificou Jesus como o Messias e como o Batizador com o Espírito Santo. É uma declaração poderosa sobre quem Jesus é e o que Ele faz.
Vamos percorrer este texto e compreender a revelação que João recebeu e o testemunho que ele deu.
1. “Eu não o Conhecia”: A Necessidade da Revelação Divina (João 1:33a)
Sem revelação de Deus, não conhecemos verdadeiramente a Cristo
“Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 16:17)
João começa com uma confissão surpreendente: “E eu não o conhecia.”
João e Jesus eram parentes — suas mães, Isabel e Maria, eram primas. É possível que tenham se conhecido na infância. Mas o conhecimento natural não era suficiente. João não conhecia Jesus como o Messias, como o Filho de Deus, como o Batizador com o Espírito Santo — até que Deus revelou.
Isso nos ensina algo importante: o verdadeiro conhecimento de Cristo vem por revelação divina, não por sabedoria humana. Podemos saber fatos sobre Jesus — sua história, seus ensinos, seus milagres. Mas conhecê-lo verdadeiramente como Salvador e Senhor requer que o Pai revele.
Foi assim com Pedro. Quando confessou “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, Jesus respondeu: “Bem-aventurado és tu, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai.”
João Batista era profeta, cheio do Espírito desde o ventre, mas ainda assim precisou que Deus lhe revelasse quem era Jesus. Não basta proximidade física, tradição religiosa ou conhecimento intelectual. Precisamos que Deus abra nossos olhos.
A descoberta de quem Jesus realmente é — o Batizador com o Espírito Santo, o Filho de Deus — é resultado da revelação de Deus na vida do homem.
Você conhece Jesus de verdade, ou apenas sabe sobre Ele? Peça ao Pai que revele o Filho ao seu coração. Sem revelação, temos apenas religião; com revelação, temos relacionamento.
2. “O que me mandou a Batizar com Água”: A Missão Preparatória de João (João 1:33b)
O batismo de João preparava; o batismo de Jesus cumpre
“Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu… Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.” (Mateus 3:11)
João reconhece sua missão: “O que me mandou a batizar com água.”
O batismo de João era com água — símbolo visível de uma realidade espiritual. Aqueles que se arrependiam de seus pecados desciam às águas do Jordão, confessando publicamente sua mudança de coração. Era morte simbólica para a velha vida e nascimento para uma nova.
Mas o batismo de João era preparatório. Ele mesmo declarou: “Eu vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu… Ele vos batizará com o Espírito Santo.”
Há uma diferença essencial: João batizava por fora, com água; Jesus batiza por dentro, com o Espírito. O batismo de João tratava do passado (arrependimento dos pecados); o batismo de Jesus capacita para o futuro (poder para testemunhar).
João preparou o caminho. Jesus é o caminho. João anunciou a promessa. Jesus cumpre a promessa.
O ministério de João foi necessário e honrado por Deus, mas era limitado. Ele podia chamar ao arrependimento, mas não podia transformar corações. Podia mergulhar corpos na água, mas não podia encher almas com o Espírito. Isso só Jesus pode fazer.
O arrependimento é essencial — é a porta de entrada. Mas não pare no arrependimento. Busque o Batizador. O batismo nas águas é testemunho público; o batismo com o Espírito é poder interior.
3. “Esse é o que Batiza com o Espírito Santo”: A Obra Exclusiva de Jesus (João 1:33c)
Somente Jesus pode batizar com o Espírito Santo
“E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” (João 20:22)
Deus deu a João um sinal específico: “Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.”
Quando Jesus veio para ser batizado, João viu o céu se abrir e o Espírito descer como pomba e pousar sobre Ele. Era o sinal prometido. Ali João identificou o Batizador com o Espírito Santo.
Esta é obra exclusiva de Jesus. Nenhum outro nome é mencionado em toda a Escritura como capaz de batizar o homem com o Espírito Santo. Não é obra de denominação, de líder religioso, de ritual humano. É obra do Filho de Deus.
O Senhor Jesus prometeu: “Não vos deixarei órfãos” (João 14:18). E cumpriu: no dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos com poder (Atos 2). A promessa anunciada por João se cumpriu.
O batismo com o Espírito Santo reveste o crente com poder para testemunhar. Jesus disse: “Recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas” (Atos 1:8). É capacitação divina para a missão.
Assim como o batismo nas águas é testemunho público do arrependimento, o batismo com o Espírito Santo é capacitação interior para viver e proclamar o Evangelho com poder.
Você já foi batizado com o Espírito Santo? Busque o Batizador. Ele prometeu e cumpre. O mesmo Jesus que batizou no Pentecostes continua batizando hoje.
4. “Eu Vi, e tenho Testificado que este é o Filho de Deus”: O Testemunho de João (João 1:34)
Quem vê deve testificar
“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.” (Efésios 1:13)
João conclui seu testemunho: “E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus.”
Duas ações: viu e testificou. João não guardou a revelação para si. O que recebeu de Deus, proclamou aos homens. A visão do Espírito descendo sobre Jesus se tornou testemunho público de que Ele é o Filho de Deus.
“Eu vi” — João foi testemunha ocular. Viu o céu se abrir. Viu o Espírito descer. Viu a pomba pousar sobre Jesus. A revelação não foi abstrata; foi concreta, visível, confirmada.
“Tenho testificado” — O verbo no tempo perfeito indica ação contínua. João não testificou uma vez e parou. Continuava testificando. Era seu ministério: apontar para Jesus, declarar quem Ele é, chamar outros a crer.
E o conteúdo do testemunho é a identidade de Jesus: “Este é o Filho de Deus.” Não apenas um profeta, não apenas um mestre — o Filho de Deus. Aquele que existia antes de João (v.30). Aquele que batiza com o Espírito Santo. Aquele que tira o pecado do mundo (v.29).
Jesus, o Batizador, sela sua igreja com o Espírito Santo da promessa. É penhor da salvação, garantia da herança eterna, marca de pertencimento ao Reino de Deus.
O que você tem visto de Deus em sua vida, você tem testificado? O testemunho de João aponta para Jesus. O nosso também deve. Quem recebe deve proclamar.
Conclusão
João Batista nos deixou um testemunho poderoso sobre Jesus.
Ele confessou: “Eu não o conhecia” — o verdadeiro conhecimento de Cristo vem por revelação divina, não por sabedoria humana.
Ele reconheceu sua missão limitada: batizava com água, preparava o caminho. Mas aquele que vinha era maior e faria algo que João não podia fazer.
Ele identificou Jesus como o Batizador com o Espírito Santo — obra exclusiva do Filho de Deus. Nenhum outro pode fazer isso. Somente Jesus derrama o Espírito sobre os que creem.
E ele testificou: “Este é o Filho de Deus.” O que viu, proclamou. O que recebeu, compartilhou.
Hoje, o mesmo Jesus continua batizando sua igreja com o Espírito Santo. Ele prometeu: “Não vos deixarei órfãos.” E cumpriu no Pentecostes. E continua cumprindo na vida de todos os que creem.
Você conhece o Batizador? Você recebeu o batismo com o Espírito Santo?
Busque a Jesus. Ele é o Filho de Deus. Ele é o Batizador. E Ele quer encher você com seu Espírito.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Qual a diferença entre o batismo de João e o batismo com o Espírito Santo?
O batismo de João era com água, símbolo exterior de arrependimento. Preparava o coração para receber o Messias. O batismo com o Espírito Santo é obra interior de Jesus, que capacita o crente com poder para testemunhar e viver a vida cristã. Um é preparatório; o outro é cumprimento. Um trata do passado (arrependimento); o outro capacita para o futuro (poder).
2. Por que João disse “eu não o conhecia” se eram parentes?
João e Jesus eram parentes por parte de mães (Isabel e Maria eram primas). Podem ter se conhecido naturalmente. Mas João não conhecia Jesus como o Messias, o Batizador com o Espírito Santo, até que Deus revelou através do sinal da pomba. O conhecimento natural não substitui a revelação espiritual.
3. Somente Jesus pode batizar com o Espírito Santo?
Sim. Em toda a Escritura, nenhum outro é apresentado como capaz de batizar com o Espírito Santo. É obra exclusiva do Filho de Deus. Homens podem pregar, ensinar, orar, impor mãos — mas quem batiza com o Espírito é Jesus. Por isso João o identifica especificamente: “Esse é o que batiza com o Espírito Santo.”
4. Quando a promessa do batismo com o Espírito Santo se cumpriu?
Cumpriu-se inicialmente no dia de Pentecostes (Atos 2), quando o Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos com poder. Mas não foi evento único — continua se cumprindo na vida de todos os que creem. Pedro disse: “A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe” (Atos 2:39).
5. Qual a relação entre o batismo com o Espírito Santo e o selo mencionado em Efésios 1:13?
Paulo escreve que os que creram foram “selados com o Espírito Santo da promessa”. O selo indica propriedade, autenticidade e garantia. O Espírito Santo é a marca de que pertencemos a Deus, a garantia da herança eterna. Jesus, ao batizar com o Espírito, sela os crentes como propriedade de Deus e lhes dá o penhor da salvação.
Mais Esboço de Pregação
- Batismo nas Águas – Mateus 28:19
- Batismos com o Espírito Santo – Atos 19:1-6
- Que saíste a ver no deserto? – Mateus 11:7





