Acesso direto ao Pai em nome de Jesus
Pregação Textual em Efésios 2:18-21 – “porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor”,
Tipo de Pregação: Textual
Texto Bíblico: Efésios 2:18-21
Tema Central: O privilégio de todo crente ter acesso direto a Deus através de Jesus Cristo.
Propósito: Ensinar sobre a doutrina do sacerdócio universal do crente e encorajar a oração direta ao Pai em nome de Jesus.
Como usar este esboço
Esta pregação textual expõe uma das doutrinas fundamentais da fé evangélica: o sacerdócio universal do crente. O material é apropriado para estudos doutrinários, séries sobre Efésios, mensagens sobre oração e acesso a Deus ou ocasiões em que se deseja esclarecer a diferença entre a mediação exclusiva de Cristo e sistemas religiosos que propõem intermediários humanos. O pregador deve enfatizar tanto o privilégio quanto a responsabilidade que acompanham este acesso direto ao Pai.
Introdução
Queremos nesta mensagem tratar de um assunto muito importante — um grande benefício que todo homem alcança no momento do encontro com o Senhor Jesus.
O apóstolo Paulo escreve aos irmãos da Igreja em Éfeso e os lembra de um tempo em que viviam distantes do Senhor, sem Cristo, separados da comunhão, estranhos aos concertos da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo (Efésios 2:12). Mas Paulo não escreve simplesmente para falar de um tempo passado. Ele escreve para mostrar que agora, através da salvação em Cristo Jesus, eles podiam desfrutar de uma grande bênção: o privilégio de, por Seu sangue, estarem perto do Pai, em comunhão com Ele, vivendo Suas bênçãos.
O versículo 18 declara: “Porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.” Este é o grande benefício do encontro com Jesus: o acesso direto ao Pai. Jesus garante ao homem este acesso. E esta verdade está no coração de uma doutrina preciosa que chamamos de “Sacerdócio Universal do Crente”.
1. O que é o sacerdócio universal do crente
Quando Paulo fala do acesso ao Pai, está falando do direito que aqueles irmãos — agora em Jesus — tinham, como crentes, de irem diretamente ao Pai através da mediação de Jesus, que é o único mediador entre Deus e os homens.
O sacerdócio universal do crente é a doutrina bíblica que ensina o direito de todo cristão ir diretamente ao Pai em nome de Jesus. A Palavra do Senhor confirma isto em várias passagens.
1 Timóteo 2:5 declara: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” Não há outro mediador. Não há intermediários humanos necessários. Jesus é o único que faz a ponte entre a humanidade e Deus.
Atos 4:12 acrescenta: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” A expressão “nenhum outro nome há” confirma que ninguém chegará ao Pai através da interposição de pessoas que se colocam entre Deus e o homem na condição de abençoadores humanos, muitas vezes até sob a apresentação de objetos oferecidos ou vendidos como se fossem recursos capazes de levar pessoas a Deus.
O sacerdócio do crente consiste, portanto, no direito do homem ir diretamente a Deus, tendo como único mediador o Senhor Jesus Cristo.
2. A maravilha deste acesso
A grande maravilha do sacerdócio do crente é que Jesus, em cujo nome podemos chegar à presença do Pai, nos dá este acesso de forma imediata e constante. O nome do Senhor Jesus está à disposição de todos, onde quer que estejam.
Na sua necessidade pessoal de se dirigir a Deus, o homem não precisa de outro homem. O intermediário humano pode estar longe, em viagem, ocupado ou impedido de atender naquele momento. Mas Jesus está sempre disponível. Basta fechar os olhos, abrir o coração e orar ao Pai em nome de Jesus. Ele estará sempre à disposição para atender a oração do necessitado e levá-lo à presença do Pai.
Jesus mesmo prometeu: “Tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, ele vo-lo conceda” (João 15:16). E também declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Não há outro caminho. Não há outro meio. Jesus é o único acesso ao Pai.
Esta salvação foi e é oferecida a todos os homens. Este recurso da graça de Deus está disponível a todo aquele que crê em Jesus e o usa. Como diz João 3:16: “Para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”
3. Exemplos bíblicos de acesso ao Pai em nome de Jesus
O acesso ao Pai em nome de Jesus pode ser visto em experiências marcantes registradas nas Escrituras.
A igreja orando por Pedro
Em Atos 12, quando Pedro estava na prisão, a igreja fazia contínua oração por ele a Deus. E a oração foi respondida através do envio de um anjo para livrar Pedro. A igreja exerceu seu sacerdócio intercedendo por Pedro — mas intercedendo ao Pai em nome de Jesus. Não havia um sacerdote especial fazendo a oração. Eram crentes comuns, homens e mulheres, exercendo seu direito de acesso direto ao Pai.
O ladrão na cruz
Foi também neste nome que um homem, ao lado de Jesus na cruz do Calvário, encontrou salvação. Quando ouviu Jesus se dirigindo ao Pai dizendo “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34), ele sentiu a necessidade de chegar a este Pai que perdoa, um Pai que não condena. E ele foi a este Pai através de Jesus, chamando-o de Senhor: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (Lucas 23:42).
Observe que ele não disse “no reino do Pai”, mas “no teu reino” — porque Jesus é Aquele que nos conduz à presença do Pai, o único mediador entre o homem e Deus. E a resposta de Jesus foi imediata: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43).
O véu rasgado
Exatamente na cruz do Gólgota, quando Jesus rendeu Seu Espírito ao Pai (“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”) e disse “Está consumado”, naquele momento se abriu acesso ao lugar onde, até então, as pessoas tentavam ter acesso através do véu do Templo. Quando Jesus entregou Sua vida, o véu se rasgou de alto a baixo dentro de Jerusalém (Mateus 27:51), porque agora o verdadeiro acesso à presença do Pai é através do Senhor Jesus.
Naquele instante se cumpriu a expressão profética de Davi: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, ele é o Rei da Glória” (Salmo 24:9-10).
Naquele instante tivemos acesso à presença do Pai. E por isto agora podemos exercer o sacerdócio universal do crente pelo sangue de Jesus.
4. A nova identidade: Reis e sacerdotes
Todo aquele que usa este recurso da graça de Deus, indo ao Pai em nome de Jesus, foi transformado por Jesus em reis e sacerdotes.
Apocalipse 1:5-6 declara: “Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai.” Esta é a nossa condição para exercermos no reino de Deus este sacerdócio em nome de Jesus. Não é uma interposição humana, mas é Jesus que se coloca entre nós e o Pai para conduzir até o Pai, em Seu nome, a nossa oração.
Apocalipse 5:10 confirma: “E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.”
O apóstolo Pedro também ensina esta verdade: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Pedro 2:9-10).
Observe os termos que Pedro usa: geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido. Todos os crentes — não apenas alguns especiais — são sacerdotes. Todos têm acesso direto ao Pai. Todos podem exercer este privilégio glorioso.
5. O contexto de Efésios 2: A nova comunidade
Retornando ao texto de Efésios 2:18-21, Paulo desenvolve as implicações deste acesso ao Pai. Ele diz que, por termos este acesso, “já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e da família de Deus” (v.19).
O acesso ao Pai não é um privilégio individual isolado. Ele nos insere em uma comunidade — a família de Deus. Somos concidadãos, temos cidadania no reino. Somos família, temos relacionamento íntimo.
Paulo continua: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (v.20). A igreja é um edifício espiritual, construído sobre o fundamento apostólico, tendo Cristo como pedra angular. E cada crente que exerce seu sacerdócio é parte desta construção.
“No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor” (v.21). O templo antigo tinha um véu que separava o povo da presença de Deus. Apenas o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos, e apenas uma vez por ano. Mas agora, em Cristo, todo o edifício — a igreja inteira, cada crente — cresce como templo santo. Todos têm acesso. Todos são sacerdotes.
Conclusão
Que coisa maravilhosa é podermos ter esta experiência de acesso à presença do Senhor! Este entendimento que o Senhor tem concedido à Sua igreja: que eu e você podemos chegar ao Pai em nome do Senhor Jesus, nosso Salvador.
Não por meio de objetos adquiridos pelas mãos dos homens. Não através de interposição humana. Mas em nome de Jesus, Aquele que é poderoso para conduzir nossa oração ao Pai.
Assim fica evidente o desejo do coração de Deus: que você possa fechar seus olhos, abrir seu coração e orar, colocar sua vida diante de Deus e orar a Ele em nome de Jesus. Sua oração será atendida. O nome de Jesus está à disposição de todos. Está à sua disposição para que você receba bênção do Pai.
Você é sacerdote do Deus Altíssimo. Você tem acesso direto ao trono da graça. Você pode, a qualquer momento, em qualquer lugar, clamar ao Pai em nome de Jesus. Este é o privilégio glorioso do sacerdócio universal do crente. Use-o. Viva-o. Desfrute desta bênção todos os dias de sua vida.
“Este esboço é ideal para o culto de de quarta-feira. Veja mais pregação para culto de quarta-feira.”




