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Coxo à porta do templo – Atos 3:1-9


E-Book Pregando sem TRAUMAS

O Poder do nome de Jesus

Pregação Expositiva em Atos 3:6 – “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.”

Biblia mulher da fe

Tipo de Pregação: Expositiva

Texto Base: Atos 3:1-10


Como Usar este Esboço

  • Leia Atos 3:1-26 para ver o milagre e o sermão de Pedro que se seguiu. O milagre foi uma oportunidade para proclamar o evangelho.
  • Este é um texto narrativo rico em detalhes. Siga o fluxo da história, destacando cada elemento significativo.
  • O ponto central é o poder do nome de Jesus. Todas as aplicações devem convergir para essa verdade.

Introdução

Era uma tarde comum em Jerusalém. O sol descia no céu e se aproximava a hora nona – três horas da tarde – o momento da oração vespertina no templo. Milhares de pessoas subiam as escadarias para o sacrifício da tarde.

Entre a multidão, dois homens caminhavam juntos: Pedro e João. Poucos dias antes, eles haviam recebido o Espírito Santo no Pentecostes. A igreja acabara de nascer. Cerca de três mil pessoas haviam sido batizadas. E agora, esses pescadores da Galileia subiam ao templo, não mais apenas como judeus praticantes, mas como apóstolos de Jesus Cristo.

Na entrada, junto à porta chamada Formosa, um homem estava sentado no mesmo lugar onde ficava todos os dias há mais de quarenta anos. Era coxo de nascença. Nunca havia dado um passo sequer. Sua vida era estender a mão e pedir esmolas aos que entravam no templo.

Aquele homem não sabia, mas aquela tarde mudaria sua vida para sempre. Ele pedia algumas moedas. Receberia algo infinitamente maior.


O Cenário do Milagre

“E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.” (Atos 3:1)

Lucas, o autor de Atos, nos dá detalhes que enriquecem a narrativa.

Dois discípulos em comunhão

Pedro e João caminhavam juntos. Esses dois homens aparecem frequentemente unidos no livro de Atos. Juntos no cenáculo. Juntos no Pentecostes. Juntos agora subindo ao templo.

Jesus havia enviado os discípulos de dois em dois (Lc 10:1). Há poder na comunhão. Há força no companheirismo. Eclesiastes diz: “Melhor é serem dois do que um… porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro” (Ec 4:9-10).

A igreja primitiva vivia em intensa comunhão. Perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (At 2:42). Pedro e João eram exemplo disso.

A hora da oração

Era a hora nona – três da tarde. Uma das três horas de oração diária dos judeus (manhã, meio-dia e tarde). O sacrifício da tarde estava sendo oferecido.

É significativo que esse milagre aconteça na hora do sacrifício. Jesus havia morrido exatamente nessa hora (Lc 23:44-46). O verdadeiro Sacrifício havia sido oferecido. E agora, através do nome desse Jesus sacrificado, um homem seria curado.

Os apóstolos mantinham os costumes de oração, mas agora com um significado novo. Eles não apenas frequentavam o templo – carregavam dentro de si o Espírito do Deus vivo.

A Porta Formosa

A Porta Formosa era uma das entradas do templo, provavelmente a que dava acesso ao pátio das mulheres. Era conhecida por sua beleza arquitetônica – possivelmente feita de bronze coríntio, brilhando ao sol da tarde.

Era o lugar perfeito para um mendigo. Milhares de pessoas passavam por ali diariamente. E havia o costume de dar esmolas antes de entrar para adorar – era considerado um ato piedoso.

O coxo estava no lugar certo, na hora certa. Mas não por causa das moedas. Por causa do encontro que Deus havia preparado.


O Homem que Precisava de mais do que Dinheiro

“Era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo… para pedir esmola aos que entravam.” (Atos 3:2)

Aquele homem representa a condição humana sem Cristo.

Coxo de nascença

Ele era coxo desde o ventre de sua mãe. Nunca havia andado. Não sabia o que era dar um passo. Não conhecia a sensação de ficar de pé sobre as próprias pernas.

Espiritualmente, o ser humano nasce em pecado. “Em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51:5). Não é que pecamos e depois nos tornamos pecadores. Nascemos pecadores e por isso pecamos.

O homem sem Cristo é espiritualmente paralítico. Não consegue andar no caminho de Deus por suas próprias forças. Não consegue se levantar por conta própria.

Dependente de outros

O texto diz que ele “era trazido” todos os dias. Ele não podia ir sozinho. Dependia de outros para chegar até a porta do templo.

Há uma ironia triste aqui. Ele estava à porta do templo, mas não podia entrar. Ficava do lado de fora, dependendo da caridade de quem passava.

Muitos estão assim. Perto do evangelho, mas não dentro dele. À porta da salvação, mas não salvos. Dependentes de migalhas, quando poderiam ter o banquete.

Pedindo a coisa errada

O coxo pedia esmolas. Era tudo o que conhecia. Era tudo o que esperava. Algumas moedas para sobreviver mais um dia na mesma condição.

Ele não pedia cura porque não acreditava que fosse possível. Quarenta anos de paralisia haviam matado qualquer esperança de andar. Conformou-se com sua situação.

Quantas pessoas pedem a Deus apenas coisas materiais – dinheiro, emprego, casa – quando Deus quer dar algo infinitamente maior? Pedem esmolas quando poderiam receber transformação completa.


O Encontro que Mudou Tudo

“O qual, vendo a Pedro e João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.” (Atos 3:3-4)

O encontro com os apóstolos foi diferente de todos os outros encontros daquele homem.

O olhar que viu além

Pedro e João não passaram indiferentes. Não jogaram uma moeda sem olhar, como tantos faziam. “Fitando os olhos nele” – olharam fixamente, com atenção, com interesse genuíno.

A igreja verdadeira não passa indiferente pela dor humana. Não ignora os que estão caídos. Olha nos olhos. Enxerga a pessoa, não apenas o problema.

O chamado para olhar

Pedro disse: “Olha para nós.” Ele queria a atenção do homem. Queria que ele levantasse os olhos do chão, onde provavelmente ficavam enquanto estendia a mão.

O coxo “olhou para eles, esperando receber alguma coisa” (v.5). Ele obedeceu, mas ainda pensava em dinheiro. Não imaginava o que estava por vir.

Às vezes, Deus nos chama a olhar para Ele justamente quando estamos focados nas coisas erradas. Ele quer nossa atenção antes de agir.


O que a Igreja tem para Oferecer

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou.” (Atos 3:6a)

Esta é uma das declarações mais marcantes do Novo Testamento.

O que Pedro não tinha

“Não tenho prata nem ouro.” Pedro era pobre. Os apóstolos haviam deixado tudo para seguir Jesus. Não tinham recursos financeiros para resolver o problema daquele homem com dinheiro.

A igreja primitiva não tinha prédios suntuosos, orçamentos milionários ou influência política. Não tinha o que o mundo considera poder.

O que Pedro tinha

“Mas o que tenho isso te dou.” Pedro tinha algo. Não era dinheiro, mas era real. Era poderoso. Era suficiente.

O que Pedro tinha? O Espírito Santo. A autoridade do nome de Jesus. O evangelho que transforma vidas.

A igreja pode não ter muito aos olhos do mundo. Mas tem o que o mundo não pode dar: perdão de pecados, vida eterna, libertação, cura, esperança, propósito.

A generosidade de dar o que se tem

Pedro não se desculpou por não ter dinheiro. Ele ofereceu o que tinha. E o que ele tinha era infinitamente melhor do que moedas.

A igreja não precisa se envergonhar por não ter os recursos do mundo. Precisa oferecer o que tem: a mensagem do evangelho, a oração no nome de Jesus, o amor de Cristo.


O Poder do Nome de Jesus

“Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” (Atos 3:6b)

Aqui está o centro de tudo: o nome de Jesus.

O nome que tem autoridade

Pedro não curou em seu próprio nome. Não usou fórmulas mágicas. Não apelou para técnicas ou rituais. Ele invocou o nome de Jesus Cristo, o Nazareno.

Esse nome era controverso em Jerusalém. Jesus havia sido crucificado havia poucas semanas. Era considerado blasfemo pelos líderes religiosos. E agora, Pedro o proclama abertamente como fonte de poder.

Filipenses declara que “Deus lhe deu um nome que é sobre todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho” (Fp 2:9-10). Esse nome tem autoridade no céu, na terra e debaixo da terra.

O nome que cura e salva

Mais tarde, Pedro explicou ao povo: “Pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este homem… a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde” (At 3:16).

O nome de Jesus cura corpos. Liberta cativos. Perdoa pecados. Transforma vidas. Salva almas.

Não é mágica. É autoridade delegada pelo Senhor ressurreto à Sua igreja. Quando oramos no nome de Jesus, invocamos Sua pessoa, Sua obra, Seu poder.

A ordem de fé

“Levanta-te e anda.” Foi uma ordem. Pedro não disse: “Talvez Deus te cure.” Disse com autoridade: “Levanta-te.”

E o homem obedeceu. A fé de Pedro e a resposta do coxo se encontraram no nome de Jesus. E o milagre aconteceu.


A Transformação Instantânea

“E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.” (Atos 3:7-8)

A cura foi completa, instantânea e evidente.

Pedro estendeu a mão

Pedro “tomou-o pela mão direita e o levantou.” Não apenas falou – agiu. Estendeu a mão e ajudou o homem a se levantar.

A igreja fala a palavra de fé, mas também estende a mão para socorrer. Anuncia o evangelho e oferece amparo prático. Declara a verdade e caminha junto com quem está aprendendo a andar.

O corpo respondeu

“Os seus pés e artelhos se firmaram.” Músculos atrofiados por quarenta anos foram restaurados instantaneamente. Ossos que nunca haviam sustentado peso tornaram-se fortes. Nervos que nunca haviam funcionado começaram a transmitir sinais.

Foi um milagre criativo. Deus não apenas curou – Ele completou o que nunca havia existido. É isso que Ele faz na salvação: cria em nós um coração novo, capacidades que nunca tivemos.

A resposta de alegria

O homem não apenas andou – saltou. Não apenas entrou no templo – entrou louvando a Deus.

Ele havia passado a vida do lado de fora. Agora estava dentro. Havia passado a vida sentado. Agora pulava de alegria. Havia passado a vida pedindo esmolas. Agora dava glórias a Deus.

A salvação produz alegria transbordante. Quem realmente encontrou Cristo não consegue ficar em silêncio.


O Testemunho para Todos

“E todo o povo o viu andar e louvar a Deus. E conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.” (Atos 3:9-10)

O milagre não ficou escondido. Foi público, inegável, transformador.

O povo viu

Todo o povo viu. Conheciam aquele homem. Passavam por ele todos os dias há décadas. Sabiam que ele era coxo de nascença. Não havia como negar o que aconteceu.

Quando Deus age na vida de alguém, as pessoas ao redor percebem. A mudança é visível. O testemunho é inegável.

O povo ficou assombrado

Ficaram “cheios de pasmo e assombro.” Não tinham explicação natural. Era claramente obra de Deus.

Esse assombro abriu a porta para Pedro pregar. A multidão se reuniu, e Pedro aproveitou para anunciar que o milagre aconteceu pelo poder de Jesus – o mesmo Jesus que eles haviam crucificado, mas que Deus ressuscitou (At 3:12-26).

O milagre não era o fim – era o meio. O objetivo final era que as pessoas conhecessem Jesus.


Conclusão

Um homem coxo pedia esmolas à porta do templo. Esperava moedas. Recebeu a cura completa.

Pedro não tinha prata nem ouro. Mas tinha algo muito melhor: o nome de Jesus. E no poder desse nome, ordenou ao paralítico que se levantasse e andasse.

A igreja hoje tem a mesma mensagem e o mesmo poder. Não oferecemos soluções temporárias para problemas eternos. Oferecemos o evangelho que transforma, o nome que salva, a graça que liberta.

Talvez você esteja como aquele coxo. Sentado à porta, do lado de fora, pedindo migalhas quando poderia ter abundância. Conformado com sua condição quando poderia ser transformado.

Jesus Cristo pode fazer por você o que fez por aquele homem. Pode te levantar. Pode te fazer andar. Pode te dar entrada no templo de Deus – não o templo de Jerusalém, mas a presença eterna do Pai.

A igreja te convida: olha para nós. Não temos prata nem ouro. Mas o que temos te oferecemos: o nome de Jesus Cristo, o Nazareno.

Nesse nome há cura para o corpo. Há perdão para a alma. Há vida para a eternidade.

Levanta-te e anda.


Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Por que Pedro disse “não tenho prata nem ouro”?

Os apóstolos eram literalmente pobres. Haviam deixado suas profissões para seguir Jesus. A igreja primitiva vivia de forma simples, compartilhando recursos (At 2:44-45). Pedro foi honesto sobre sua condição material, mas isso destacou que o verdadeiro poder da igreja não está em recursos financeiros, mas no nome de Jesus.

2. Qual a importância do “nome de Jesus” na cura?

O nome representa a pessoa, a autoridade e a obra de Jesus. Quando Pedro invocou o nome de Jesus, não estava usando uma fórmula mágica, mas apelando ao poder do Cristo ressurreto. Jesus havia dado aos discípulos autoridade para agir em Seu nome (Mc 16:17-18). O nome de Jesus é a base de toda oração e ministério cristão.

3. Por que a Porta do templo era chamada “Formosa”?

Era chamada assim por sua beleza arquitetônica. Historiadores sugerem que era feita de bronze coríntio, um material precioso que brilhava ao sol. Era uma das principais entradas do templo e, por isso, local ideal para mendigos pedirem esmolas aos adoradores que chegavam.

4. Por que o coxo entrou no templo saltando e louvando?

A alegria era expressão natural de gratidão. Ele havia sido curado após quarenta anos de paralisia (At 4:22). Além disso, ele finalmente podia entrar no templo – algo que talvez nunca tivesse feito antes devido à sua condição. Sua reação demonstra que a verdadeira experiência com Deus produz adoração espontânea.

5. Milagres como esse ainda acontecem hoje?

Deus continua sendo poderoso para curar e transformar vidas. O mesmo Jesus que curou o coxo está vivo e ativo. Muitos testemunham curas e milagres ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, Deus é soberano e age segundo Sua vontade e propósito. Devemos orar com fé, confiar em Seu poder, e deixar os resultados nas mãos dEle.


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