Se o Senhor se Agradar de Nós
Pregação Expositiva em Números 14:7-8 – “E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muito boa. Se o SENHOR se agradar de nós, então, nos porá nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel”.
💡 Como usar este Esboço de Pregação (Números 14:7-8)
🟢 Ideal para: Cultos de encorajamento em tempos de desafios, mensagens sobre fé e confiança no Senhor, estudos sobre a história de Israel, e para fortalecer crentes que enfrentam decisões difíceis ou momentos de medo.
Dicas de Uso:
- Contextualize o momento histórico: Explique que Israel estava às portas de Canaã após a libertação do Egito e a caminhada pelo deserto. Era o momento de entrar na terra prometida, mas o povo precisava confiar no Senhor.
- Destaque o contraste entre os espias: Dez espias trouxeram um relatório de medo, focando nos obstáculos. Josué e Calebe trouxeram um relatório de fé, focando nas promessas do Senhor. Use isso para mostrar como a mesma situação pode ser vista de formas diferentes.
- Enfatize a condição “Se o Senhor se agradar de nós”: Mostre que a vitória não depende da nossa força, mas da nossa posição diante do Senhor. A obediência e a fé são o que nos coloca em posição de receber as bênçãos que Ele prometeu.
- O Apelo: Convide os ouvintes a abandonarem o medo e a incredulidade, e a confiarem no Senhor assim como Josué e Calebe confiaram, mesmo quando a maioria duvidava.
Introdução
O povo de Israel havia experimentado grandes livramentos. O Senhor os tirou do Egito com mão forte, abriu o Mar Vermelho, os sustentou no deserto com maná e água da rocha, e os guiou com a coluna de nuvem de dia e de fogo à noite. Agora, finalmente, estavam às portas da terra prometida.
Moisés enviou doze homens para espiar a terra de Canaã. Eles deveriam verificar como era a terra, se o povo que ali habitava era forte ou fraco, se as cidades eram acampamentos ou fortalezas, e se a terra era fértil ou não. Depois de quarenta dias, os espias voltaram.
O que aconteceu naquele momento revela uma verdade que continua válida para nós hoje: diante das mesmas circunstâncias, podemos reagir com fé ou com medo. A escolha que fazemos determina se entraremos ou não nas bênçãos que o Senhor preparou para nós.
“Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles, porque o Senhor, teu Deus, é o que vai contigo; não te deixará, nem te desamparará” (Deuteronômio 31:6).
1. A Terra era muito Boa
Quando os doze espias voltaram, todos concordaram em um ponto: a terra era excelente. Eles trouxeram consigo frutos como prova da fertilidade daquela região. Um cacho de uvas tão grande que precisou ser carregado por dois homens numa vara, além de romãs e figos. A terra realmente manava leite e mel, exatamente como o Senhor havia prometido.
Números 13:27 registra o relatório inicial: “Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel, e este é o seu fruto.” Não havia dúvida sobre a qualidade da promessa. O Senhor não havia exagerado. A terra era tudo o que Ele disse que seria.
Esse detalhe é importante porque nos mostra que as promessas do Senhor são verdadeiras. Quando Ele promete algo, podemos ter certeza de que é real e bom. O problema nunca está na promessa, mas na nossa disposição de crer e obedecer para alcançá-la.
Josué e Calebe enfatizaram isso ao povo: “A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muito boa.” Eles queriam que o povo entendesse que valia a pena enfrentar os desafios. A recompensa era maior do que qualquer obstáculo.
Muitas vezes, diante de dificuldades, esquecemos do valor daquilo que o Senhor nos prometeu. Focamos tanto nos problemas que perdemos de vista a bondade do que está à nossa frente. Josué e Calebe nos ensinam a manter os olhos na promessa.
“Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia” (Salmo 34:8).
2. Os Obstáculos eram Reais, mas não eram Maiores que Deus
Os dez espias que trouxeram o relatório negativo não estavam inventando problemas. Os obstáculos eram reais. Havia na terra os filhos de Anaque, homens de grande estatura. As cidades eram fortificadas. Os povos que ali habitavam, como os amalequitas, heteus e jebuseus, eram guerreiros experientes.
Números 13:28-29 descreve: “O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades, fortes e mui grandes. Também vimos ali os filhos de Anaque.” E mais adiante, no versículo 33, os espias disseram: “Éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos.”
O erro dos dez espias não foi reconhecer os obstáculos. Foi comparar-se aos obstáculos sem considerar o Senhor na equação. Eles olharam para si mesmos, viram suas limitações, olharam para os gigantes, viram a força deles, e concluíram que era impossível. Mas esqueceram de olhar para o Senhor.
Josué e Calebe viram os mesmos gigantes, as mesmas muralhas, os mesmos exércitos. Mas a conclusão deles foi diferente porque incluíram o Senhor no cálculo. Eles sabiam que não era Israel contra os cananeus. Era o Senhor lutando por Israel.
Quando enfrentamos desafios, precisamos fazer a mesma conta. Não somos nós contra os problemas. É o Senhor conosco diante dos problemas. E quando o Senhor está conosco, nenhum obstáculo é grande demais.
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31).
3. A Condição Para a Vitória: Agradar ao Senhor
A declaração de Josué e Calebe contém uma condição importante: “Se o Senhor se agradar de nós, então, nos porá nesta terra e no-la dará.” Eles entenderam que a vitória não dependia da força militar de Israel, mas da posição do povo diante do Senhor.
O que significa agradar ao Senhor? No contexto de Números 14, significa confiar nas Suas promessas e obedecer às Suas instruções. O Senhor havia prometido dar aquela terra a Israel. Ele havia demonstrado Seu poder repetidas vezes. A resposta adequada do povo seria crer e avançar.
Mas o povo fez o oposto. Murmuraram contra Moisés e Arão. Desejaram ter morrido no Egito. Quiseram escolher outro líder para voltar atrás. Essa atitude não agradou ao Senhor.
Números 14:11 registra a resposta do Senhor: “Até quando me provocará este povo? E até quando me não crerão por todos os sinais que fiz no meio deles?” O problema não era a força dos cananeus. O problema era a incredulidade de Israel.
A lição para nós é clara: o Senhor se agrada da fé. Ele se agrada quando confiamos nas Suas promessas mesmo diante de circunstâncias difíceis. Ele se agrada quando obedecemos mesmo quando não entendemos tudo. Ele se agrada quando O colocamos acima dos nossos medos.
“Sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).
4. As Consequências de Não Confiar no Senhor
A incredulidade do povo teve consequências sérias. O Senhor determinou que aquela geração não entraria na terra prometida. Todos os que tinham vinte anos ou mais, exceto Josué e Calebe, morreriam no deserto. Israel vagaria por quarenta anos, um ano para cada dia que os espias passaram espiando a terra.
Números 14:22-23 declara: “Todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz, não verão a terra de que a seus pais jurei.”
É uma história triste. O povo estava tão perto. A terra estava ali, diante deles, com todos os seus frutos e bênçãos. Mas a incredulidade os impediu de entrar. Eles trocaram a promessa pelo medo, e o medo custou-lhes tudo.
Josué e Calebe, por outro lado, receberam uma promessa diferente. Porque confiaram no Senhor, eles entrariam na terra. Calebe, especificamente, recebeu a promessa de que herdaria Hebrom, a própria região onde estavam os temidos filhos de Anaque.
Isso nos mostra que a fé e a incredulidade têm consequências reais. A fé nos leva adiante, para dentro das promessas do Senhor. A incredulidade nos faz retroceder, nos mantém vagando sem alcançar o que o Senhor preparou para nós.
“Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo” (Hebreus 3:12).
Conclusão
A história de Números 14 nos deixa uma pergunta importante: com qual grupo nos identificamos? Somos como os dez espias, que viram os obstáculos e esqueceram do Senhor? Ou somos como Josué e Calebe, que viram os mesmos obstáculos, mas confiaram que o Senhor era maior?
O Senhor continua fazendo promessas ao Seu povo. Ele continua sendo fiel. Ele continua tendo poder para cumprir tudo o que disse. A questão não é se Ele pode. A questão é se nós cremos.
Josué e Calebe não negaram a realidade dos gigantes. Eles não fingiram que as muralhas não existiam. Mas eles entenderam que a realidade do Senhor era maior. “Se o Senhor se agradar de nós, então, nos porá nesta terra.”
Que possamos viver de tal forma que agrademos ao Senhor. Que nossa fé seja maior que nossos medos. Que confiemos nas Suas promessas mesmo quando as circunstâncias parecerem impossíveis. Porque o mesmo Senhor que prometeu a terra a Israel é o Senhor que cuida de nós hoje.
“Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão” (Isaías 40:31).
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Por que o Senhor puniu toda a geração de Israel e não apenas os dez espias?
O Senhor puniu a geração porque o povo inteiro escolheu crer no relatório negativo dos dez espias em vez de confiar nas promessas do Senhor. Números 14:1-4 mostra que toda a congregação chorou, murmurou e quis voltar ao Egito. A punição não foi apenas pelos espias, mas pela incredulidade coletiva do povo que rejeitou a palavra do Senhor.
2. Josué e Calebe não tinham medo dos gigantes?
A Bíblia não diz que eles não tinham medo. O que a Bíblia mostra é que a fé deles no Senhor era maior do que qualquer medo que pudessem sentir. Ter coragem não significa ausência de medo, mas significa confiar no Senhor apesar do medo. Eles escolheram focar no poder do Senhor em vez de focar no tamanho dos obstáculos.
3. O que significa a expressão “terra que mana leite e mel”?
Essa expressão era uma forma de descrever uma terra muito fértil e abundante. O leite indicava pastagens ricas onde o gado podia se alimentar bem. O mel indicava vegetação abundante onde as abelhas produziam em grande quantidade. Era uma imagem de prosperidade e fartura, mostrando que a terra prometida supriria todas as necessidades do povo.
4. Por que os filhos de Israel ficaram quarenta anos no deserto?
O Senhor determinou que Israel ficaria no deserto um ano para cada dia que os espias passaram espiando a terra, que foram quarenta dias. Durante esse tempo, toda a geração incrédula morreria, e seus filhos cresceriam e entrariam na terra. Era tanto uma punição pela incredulidade quanto uma preparação da nova geração.
5. Como podemos aplicar essa passagem à nossa vida hoje?
Essa passagem nos ensina sobre a importância da fé e da confiança no Senhor. Quando enfrentamos desafios que parecem maiores do que nós, precisamos lembrar que o Senhor é maior do que qualquer obstáculo. Também nos alerta sobre as consequências da incredulidade. O Senhor deseja nos abençoar, mas Ele se agrada quando confiamos Nele e obedecemos à Sua palavra.
Mais Esboço de Pregação
- Diagnóstico da Incredulidade – João 5:39-47
- Que darei eu ao Senhor? – Salmo 116:12–14
- Ainda hoje estou tão forte… – Josué 14:11





