Quão formosos são os teus pés… – Cantares 7

Contribuição: Cantares 7

Continua o Senhor a contemplar sua Igreja vendo-a na luz do trabalho entregue para que ela o pudesse realizar. É aquela contemplação prazerosa: Entra no gozo do teu Senhor. A primeira alusão é feita aos pés; a observação forma um contraste com aquele que disse: Já lavei os meus pés, como tornarei a sujá-los?.

V. 1 – Quão formosos são os teus pés nos teus sapatos

A igreja que dorme está na carne e na cama ninguém precisa de sapatos.
A recomendação no livro de Efésios 6:15 é bem apropriada. Calçados os pés na preparação do Evangelho da paz..
Como gosta o Senhor de ver sua Igreja neste Evangelho Santo, andando, caminhando.

É muito simbólico tudo isto, como se lembra do Senhor de Israel caminhando 40 anos no deserto sem gastar os sapatos. Não há necessidade de preservarmo-nos a tal ponto que possamos parar achando que a obra realizada já é muito grande; não, o Senhor está zelando e renovando as forças do seu povo nesta caminhada pelo deserto (Cantares. 3:6).

É importante ainda lembrar as palavras do profeta Isaías 52:7. Quão formosos os pés dos que anunciam boas novas, dos que anunciam a paz.

V. 2 – O teu umbigo como uma taça redonda, a que não falta bebida

O umbigo fala da saúde perfeita, sempre pronta para dar de beber (a Palavra ao doente). Ventre como monte de trigo, lembra o alimento que ela guarda, que ela tem na hora da fome. lembra-nos outro tipo de Jesus: José, no passado disse a Faraó: haverá uma época de fome no Egito.. Proveja-se o rei de celeiros para armazenar-se trigo.

Cristo através da Igreja se satisfaz ao vê-la com trigo, o bom pão e pão puro.

V. 3 – Os teus peitos, como dois filhos gêmeos da gazela..

No cap. 1:13 há uma referência ao mesmo assunto e no verso 7 a mesma figura aparece. Sem dúvida é a lembrança das bênçãos como cachos, como pencas em abundância (Voltaremos a este assunto no Verso 7).

V. 4 – O teu pescoço, como a torre marfim….

O pescoço como a torre do marfim. – fala de algo firme, os olhos como viveiros, sempre abertos, vigilantes. Do nariz diz-se como torre, lugar alto para respirar o bom cheiro, o ar, sem contaminação, ar puro, respiração adequada. Da torre também sabemos da existência de pontos estratégicos a fim de que em todos os lados haja vigilância.
Note-se onde pairam os espíritos malignos – .nos ares. (Efésios. 6:12).

V. 5 – A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo.

.A cabeça é como Carmelo. – Era este monte, lugar de grandes decisões.
Lugar onde Elias fez descer fogo do céu. Elias orou e o poder se manifestou em chuvas que caiam beneficiando os pastos secos. Lugar de decisão. A Igreja no lado certo, na posição é vitoriosa. Os cabelos são vistos como púrpura, revestidos da realeza do Senhor – o rei está preso por eles. Cristo e a Igreja. O Senhor está preso à Igreja pela obra realizada – a redenção.

V. 6 – Quão formosa e quão aprazível és oh amor em delícias.

Essa é a profunda confissão do amor de Cristo pela noiva. Ele para em sua contemplação detalhada, e vê em seu todo e assim fala.

V. 7- A tua estatura semelhante à palmeira…

Aqui Ele contempla sua estatura, cresceu como palmeira, ereta dando seus frutos em abundância, como cachos de uva.

V. 8 – … subirei à palmeira…

Continua a mesma narrativa com a mesma visão, frutos que alegram o Senhor e lhe dão intimidade. Ele pode se firmar na retidão da palmeira (a Igreja) – .subirei à palmeira.. Pode se firmar aos seus ramos, sentir o seu perfume e da sua respiração e sua vida.

V. 9 – O teu paladar como bom vinho… que se bebe suavemente

Agora o Senhor sente prazer, a Igreja lhe é gostosa, é como bom vinho que se bebe devagar, sem pressa, sentindo o gozo, o prazer saboroso. E faz com que falem os lábios dos que dormem. O gosto do Senhor pela Igreja é tão grande que até os que dormem, aquela igreja que ficou, será despertada para ver, contemplar e falará deste amor, deste gozo tão grande como a Igreja glorificada.

V. 10 – Eu sou do meu amado.

Diante de tanto amor do Senhor e de saber que Ele a ama, ela promulga prazerosamente: .Ele me tem afeição., me ama. Maria, ao saber através do anjo daquilo que Deus lhe tinha feito, pronunciou o lindo cântico que se vê em Lucas 1:46-55 – “A minha alma engrandece ao Senhor…pois desde agora todas as gerações me chamarão bem aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas, Santo é o seu nome”. – Assim, neste reconhecimento de sua pequenez, sua humildade, a Igreja glorificou ao Senhor nesta expressão:
Ele me tem afeição..

V. 11 – Vem, ó amado meu.

Agora os dois juntos vão ao campo. É o Senhor com sua noiva durante o milênio, vendo os campos, as vides em flor, os frutos das romeiras, tudo enfim, e agora ela, santificada, gloriosa, dá o seu amor. Como exército de duas fileiras – a Igreja e Israel – durante o milênio.

Deus fez reis e sacerdotes e também nos porá naquele dia como governadores de cidades, como príncipes, será aquela hora muito preciosa para ambos, Cristo e a Igreja.

48 V. 12 a 13 – As mandrágoras dão cheiro, e às nossas portas há toda sorte de excelentes frutos…

A Obra do Senhor tem uma recompensa e quando a Igreja do Senhor estiver bem junto dele será somente festa, contemplação da bênção e o Senhor gozará do trabalho penoso de sua alma.

O Salmo 85:10-11 fala dessa bênção de maneira interessante: “Encontraram-se a graça e a verdade; a justiça e a paz se beijaram, da terra brota a verdade; dos céus a justiça baixa o seu olhar”.

Das sete cartas do Apocalipse, mostram bem aquilo que a Igreja tem feito para o Senhor. .Eu os guardei para ti.e dão conta que o Senhor está vendo tudo. Eu tenho visto tua paciência…sei as tuas obras, trabalhastes pelo meu nome e não te cansaste, eu sei a tua tribulação e pobreza, sei das tuas dificuldades.

De tudo está o Senhor à par e disposto a gozar com sua Igreja todas as maravilhas que Ele tem preparado para Ele e o que Ele tem feito para esta grande e mútua realização. Eu os guardei para ti (João 17:12).


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