Vestes Sacerdotais – Parte 2

Vestes Sacerdotais – Parte 2

Urim e o Tumim

Revelação:

            Os termos Urim e Tumim como Elohim estão no plural assinalados pela terminação “im”. O singular seria respectivamente “Or, Tam, El”, que significam luz, perfeito, Deus (singular). A expressão “No princípio criou Deus” no hebraico: Ber’eshit bará’ Elohim, o verbo (bará) está no singular enquanto que o sujeito Elohim está no plural porque o sujeito é a Trindade (que são três em um).

A palavra Tam está relacionada ao sacrifício dos animais que tinham que ser perfeitos, puros, sem mancha, imaculados (significado de Tam). Este termo portanto, está ligado a Jesus como o Cordeiro de Deus (imagem do animal sacrificado no altar do holocausto). Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” I Pedro 1:19, o único que pelo seu sangue isenta o pecador da culpa. Traduzir-se Urim e Tumim por luzes e perfeições é como se dizer deuses para Elohim, até pagãos, porquanto jamais de traduziu Elohim (Deus) como deuses, com letra minúscula.

Então Urim e Tumim tem o mesmo valor de Elohim (identificando-se nos termos, a Trindade, igualmente) pois se tivesse havido um verbo definindo-os, este estaria no singular como acima mostrado porque tem a mesma conotação. Ainda como se não bastasse, tendo em vista que o hebraico faculta em mexer-se com as palavras dentro das palavras por elas compostas, encontra-se a palavra “mut” formada com as letras de Tum im (mut) (quase que como em código – na escrita bidimensional da Bíblia) e que significa morto e é a palavra quem o diz: “E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto…” (Ap. 5:6). Portanto Tumim, não há dúvida, tem uma ligação direta com o Cordeiro, porque perfeito, puros etc. eram os animais sacrificados.

            Se forem escritas as palavras Urim de cima para baixo (do céu para a terra) e Tumim debaixo para cima (da terra para o céu) como num acróstico, no encontro das duas palavras surgirão dois “m” bem no meio.

A primeira letra de Urim é um álef (que corresponde ao alfa no grego) e a última será “tav” (que corresponde ao ômega no grego), entender-se-á: “Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”, Ap. 1:8 – o mesmo quer dizer: Eu sou o Urim e o Tumim…sou a Luz (Revelação) e o Cordeiro que foi morto mas que vive eternamente.

A letra M na junção dos dois nomes significa a continuidade, geração e gerações, que tanto o Senhor exigiu dos israelitas ali no Tabernáculo – “Tu pois ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite pura de oliveiras, batido para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continuamente”. Ainda, as três linhas encontradas no acróstico são: Álef, mem e tav (no hebraico) que formaram a palavra EMET que significa VERDADE. “O Verbo era Deus, e o Verbo estava com Deus” Jo 1:4. Que é o Verbo? É a Palavra. Jesus é o verbo, além de ser “A Verdade, o Caminho e a Vida”. “Era a vida, a vida estava nele, e a vida era a luz dos homens”.

Ora, por isso, consultamos a Palavra porque é a Verdade, à semelhança do Sacerdote que consultava por Urim e Tumim, cuja resposta era dada por esses elementos que outros não eram senão a revelação (luz – Urim) e pela tipificação do Sangue do Cordeiro (Tumim) e ambos eram JESUS apontando em todas as imagens formadas pelos elementos do Tabernáculo.

“Porque os lábios do sacerdote guardarão a ciência, e da sua boca buscarão a lei, porque ele é o anjo do Senhor dos Exércitos” Mal. 2:7.

Então se Urim e Tumim representassem alguma coisa existente teriam sido descritas, sua natureza ou o modo de prepará-las.

O coração é o centro da vida espiritual, da vida emocional. Então trazer sobre o coração, não significa trazer na mente mas denota que o entrelaçamento pessoal com a vida do outro, por virtude, pertence ao Sumo-Sacerdote, que trazia Israel à presença de Jeová, uma lembrança para que Deus aceitasse o seu povo. Uma vez vestido o sacerdote, Urim e Tumim apareciam diante de Jeová como advogado dos direitos do seu povo que ele deveria receber para a congregação a iluminação requerida para proteger e amparar estes direitos. Os termos Urim e Tumim são encontrados em apenas 7 versículos na Bíblia, respectivamente:

Ex. 28:30; Lev. 8:8; Num. 27:21; Dt. 33:8. Aqui amado vem da raiz de hésed (graça); I Sam. 28:6 (Aqui uma ênfase aos dons: sonhos, revelação e profecia); Esd. 2:63 (“… até que houvesse sacerdotes com Urim e Tumim…”) equivale dizer: com dons. Nee. 7:65 (o mesmo de Esd. 2:63)

Tendo em vista que o assunto é até polêmico, consultei ao Senhor sobre o mesmo: Mc. 13:32; Sal. 98:4 e Jos. 8:1.

Ainda por revelação, o Senhor mostrou algo mais sobre o peitoral do juízo, conforme os versos a seguir:

“Quadrado e dobrado, será de um palmo o seu cumprimento, e de um palmo a sua largura; E encherás de pedras de engaste… com quatro ordens de pedras que representam as tribos de Israel. “Também porás no peitoral URIM e TUMIM para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor; Assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente”.

O Peitoral ficava sobre o peito do sacerdote. Era o âmago, a intimidade, as entranhas, o interior, como se fosse a casa do Sumo-Sacerdote. O peitoral era o símbolo da Santa Cidade – A Jerusalém Celestial – onde o Grande Sumo Sacerdote governará. No peitoral havia 04 fileiras de pedras de engaste e nelas estavam gravados o nome das 12 tribos.

            A Cidade Eterna também tinha a forma quadrada e as mesmas pedras do peitoral formavam os fundamentos da Cidade e nestas pedras estavam gravados os nomes dos 12 apóstolos, enquanto que o nome das 12 tribos que estavam gravados nas pedras do peitoral, como selo e como memorial, passaram às portas da cidade, em número de 12. “E a cidade estava situada em quadrado: e o seu comprimento era tanto como a sua largura, e mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais”. (Ap. 21:10, 16, 19).

“E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a Santa Jerusalém que de Deus descia do céu (Ap. 21:9). “E olhei e eis que estava o Cordeiro sobre o monte de Sião…” Ap. 14:1.

            Portanto, Urim e Tumim à semelhança de como ficavam no meio do peitoral, simbolizava Jesus no meio da Cidade Santa. Era a luz e era o Cordeiro no meio do trono (Ap. 7:17). “Porque o cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida: e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”.

            Trata-se, então da Casa Eterna do Cordeiro, descrita em Ex. 28:30 como um símbolo, no bolso do peitoral – como já dito, o âmago, a intimidade, as entranhas, o interior. Jesus em pleno governo. Uma luz que nunca se apagará, um Cordeiro Perfeito “como havendo sido morto”, mas que vive eternamente.

No meio da sua cidade a veste deste Sumo-Sacerdote, da ordem de Melquisedeque, não terá um bolso, que apenas simbolizava a sua casa, semelhante ao “Santo dos Santos”, o seu trono da cor de uma safira. Ele estará então “vestido até os pés de um vestido comprido, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro” Ap. 1:13-15. Os seus pés semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha e a sua voz como a voz de muitas águas”. “ E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre” Ap. 1:18.

            Eis aí o mistério de Urim e Tumim: a luz e o Cordeiro embutidos no bolso da veste sacerdotal, escondidos, tão escondidos quanto a própria Cidade Eternal que ainda estava e está nos projetos do Pai, à semelhança de quando Deus falava de um lugar onde ali poria o seu nome (Dt. 12:5) onde o seu povo o adoraria. Uma cidade, para nós hoje, ainda distante, até o tempo do cumprimento da Palavra.

O peitoral era o Peitoral do Juízo: “E vi os mortos que estavam diante do trono, e abriam-se os livros, e abriu-se outro livro que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”. Ap. 20:12.

            E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. Escreve: porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. Ap. 21:5.

            Lemos em Hb. 10:7: “Então disse: Eis aqui venho (no princípio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade”. E realmente o nome de Jeová (Adonai) (que é Jesus como Deus da salvação) está escrito em Gên. 1:3 nas letras do verso: “Haja luz, e houve luz” (Cf. João 1:1-4) – “Ele estava no princípio com Deus… E nele estava a vida e a vida era a luz dos homens… E a luz resplandece nas trevas…”.

            Então se Urim é luz, se Jesus é o Urim (não tenho dúvida) ele estava no princípio de todas as coisas, ele era a revelação de todas as coisas que foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Trata-se mesmo do Urim e Tumim que estava (verbo no singular, porque eram ambos Jesus) no bolso da veste sacerdotal, como um símbolo de consulta através da revelação e do sangue de Jesus – o Cordeiro que era sacrificado todos os dias, de manhã e à tarde (o Tumim), até aquele dia em que se deu na cruz como Oferta da Tarde.

            “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro. Bem aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas”. Ap. 22:13-14.

            Quando ao Urim e Tumim há de se considerar o fato do plural da palavra Elohim. Em Elohim estão contidas as 3 pessoas da Trindade. O verbo está sempre no singular, como por exemplo Elohim bará (Deus criou) Gen. 1:1.

            Quando Deus criou o mundo Jesus Cristo estava lá, (O Pai, o Filho e o Espírito Santo) englobados na palavra Elohim. Em João1:1-2 lemos que “no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” Em hebraico diz assim: Bereshit bara Elohim et hashamaim vet haretz. Literalmente no princípio. No verso 3 de João lemos: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4 “A vida estava nele e a vida era a lux dos homens. 5 “A luz resplandece nas trevas e as trevas não prevaleceram contra ela”.

            Temos aí um relato preciso do que aconteceu no Gênesis: Ele estava lá no princípio, fez todas as coisas, era a vida, era a luz e cujas trevas não prevaleceram à luz, pois que diz Gênesis 1-2 e 3: “havia trevas … e disse Deus: haja luz e houve luz … e fez Deus separação entre luz e trevas.

            No verso 3 do capítulo 2 de Gênesis lemos: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou , porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. O número 7 indica a perfeição de Deus, indica o término, o completar de uma determinada coisa, uma obra completa, terminada e acabada.

            Assim, podemos encontrar uma definição para Urim e Tumim. Urim é um plural (como é Elohim), significa luzes. O singular seria Or (Como El seria o singular para Elohim). Tumim é um plural também cujo singular seria Tam. Traduzir-se Urim e Tumim literalmente por “luzes e perfeições” não creio que atingiria o propósito de Deus nestas duas palavras chaves nas vestes sacerdotais.

            Então se Elohim inclui a Trindade, é certo que Urim também neste contexto, está incluindo a mesma Trindade bem como Tumim. Entretanto Urim (uma vez que a Trindade é um singular) é Or. Tanto Gênesis como João estão falando de Jesus como luz “Haja luz e houve luz” , “e fez separação entre a luz e as trevas”. Nós sabemos que Jesus é a luz do mundo.

            No princípio era o Verbo e o Verbo estava no princípio …” Jesus é o Verbo e a Palavra é Verbo, portanto, Jesus é a Palavra.

            Então Urim está falando de Jesus como a luz ( no plural englobando a Trindade).

            Tumim – indicando a perfeição de Deus, a obra completa de Deus. “Jesus é que fez todas as coisas e nada foi feito sem Ele”. Da mesma forma um plural, também englobando os três como em Elohim, e falando da perfeição da obra terminada. O singular de Tumim é Tam, que tem o sentido de perfeição, de algo que se completa e que se termina.

            Se, agora, escrevermos como um acróstico as palavras Urim e Tumim no original hebraico de forma de Urim vai de cima para baixo enquanto que Tumim vem de baixo para cima, a unção das duas palavras será um M, a primeira letra de Urim é um Álef e neste caso a última do acróstico será o T (de Tumim de baixo para cima). AS três letras hebraicas: Álef, Mem (m), Tave (t) vão formar a palavra hebraica EMET que quer dizer verdade. Temos aqui a chave do mistério: “O Verbo era Deus, e o Verbo estava com Deus”. O que é o Verbo? É a PALAVRA e a PALAVRA estava com Deus”. Jesus é a VERDADE, o CAMINHO e a VIDA. II João 1 – ele “era a Vida, a vida estava nele, e a vida era a luz dos homens”.

            Ora, a VERDADE e a PALAVRA, por isso consultamos a PALAVRA, à semelhança do Sacerdote que consultava por URIM e TUMIM, cuja resposta só Deus sabe como era dada.

            Quanto ao aspecto da luz – URIM – podemos ainda tomar o esquema da “Grande Semana de Deus” em que temos: da criação a Abraão; de Abraão até Jesus; de Jesus até nós; o Arrebatamento; (…) semana (o milênio) e após a “santa cidade, Jerusalém que descia do céu, da parte de Deus” (Ap. 21:10). “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Ap. 21:23). Tudo começou com a luz e terminará com a luz “Então já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus (Elohim) (A Trindade pluralizada), portanto, Jesus incluso, brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap. 22:05).

Luz em relação ao Tumim – a sétima semana da criação – “E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera”. No texto em hebraico está repetida a expressão “Bará Elohim”. Este sétimo dia , pelo esquema citado, ocorrerá no milênio, respondendo a sétima semana de Deus, quando a terra descansará, vivendo um reinado de paz com Jesus – como o nosso Tumim – num interregno para transformar-se no nosso Urim. Em Gênesis diz: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou, porque nele descansou de toda a obra, e como Criador, fizera” (No hebraico: bará Elohim – criou Deus).

            (…) ao peitoral propriamente dito, as pedras do mesmo oferecem uma posição diferente . Os nomes estavam em 12 pedras diferentes relacionadas aqui por tribos. Todos estamos no seu coração como nos seus ombros. Ele nos ama a todos e ele pagou um preço por todos.

            Aqui nos defrontamos com uma surpreendente verdade: todos somos amados, estamos todos no seu coração, mas nem todos somos iguais no seu coração. Assim como diferem as pedras do peitoral assim acontece conosco. Somos todos jóias.

            O Senhor teve um grupo de doze discípulos, depois três, depois um “a quem Jesus amou”. Ele me ama e deu sua vida por mim, mas a intensidade e o grau do seu amor está na proporção em que estamos mais longe ou se debruçados no seu peito. É o retrato da Igreja.

            Nenhuma das peças eram iguais e foram apresentadas em ordem e maneira diferentes. Haviam pedras para cada nome separadamente. As 12 formavam o peitoral e cada uma tinha o seu lugar especial. Havia variedade de cor e brilho: o rubi, a esmeralda e a safira, cada uma tinha a glória e ornamento, cada uma diferente sem rivalidade entre elas. Uma unidade combinada com a diversidade. As diversidades dos servos: personalidades diferentes, temperamento, caracteres; uns cantam, outros pregam, outros tocam instrumento. Uns podem ter o brilho do sadio, outros a delicadeza do jacinto, outros podem ter as variedades da ágata; outros como um brilhante faiscante ou como um diamante. Daí, então, o galardão que cada um terá na cidade santa.

            No peitoral todas as pedras são preciosas. Mas só podemos. Mas só podemos ser pedras preciosas se apreciarmos e tomarmos a cor da preciosidade que é Cristo.

 O cinto

Fala do serviço, conhecido pelo “cinto do artífice” feito do mesmo material do éfode. Caracteriza o serviço único, perfeito de nosso Senhor. Popularmente como vimos era usado pelo trabalhador. Era inseparável.

            O cinto não era uma peça isolada como o cinto de linho ou de couro, mas era uma peça com o éfode. Servia apenas para unir as duas peças do éfode e para ajustá-la ao corpo. O éfode fala de serviço. Assim o cinto ligava intimamente o éfode à pessoa como que a conceder-lhe todas as virtudes que ele continha. Não há nenhum serviço como o de Cristo: intercede eternamente por nós diante da face de Deus. O cinto ajustava assim o manto ao éfode e a Ele, o que o torna inseparável de nós.

O diadema e a mitra

A cabeça é o lugar de autoridade. Cristo é o cabeça da Igreja e a cabeça coberta significa submissão e Jesus foi submisso à vontade do Pai. Era o coroamento dessas santas vestimentas. O sacerdote trazia um diadema de ouro puro sobre uma mitra branca e linho fino.

            Fizeram também a folha da coroa de santidade de ouro puro, e nela escreveram o escrito como de, gravura, de selo: Santidade ao Senhor. E ataram-na com um cordão de azul para a atar à mitra em cima como o Senhor ordenara a Moisés. Ex. 39:30-31 – “Estarás sobre a testa de Arão continuamente”.

            O sacrifício levítico a expressão visível de sua aceitação perante Deus era o santo diadema era levado para ser aceito por Deus. De maneira que o sacerdote que cumprir seus serviços sacerdotais tinha que fazê-lo de forma que fosse aceitável a Deus.

            O verdadeiro adorador vê no diadema a imagem encorajadora e confortante da graça de Deus. Somente esta graça pode realizar o serviço espiritual em toda a liberdade: “Tendo pois irmãos ousadia para entrar no santuário pelo sangue de Jesus” (Heb. 19:22).

            Nós entramos na presença de Deus porque ele nos santificou e nos tornou dignos e porque o nosso grande Sumo-sacerdote se apresentou por nós. Aquele que é imaculado e que se veste de linho fino torcido, cujas vestes resplandecem com a própria luz que dele sai – pois é a luz do mundo. Essas vestes nos levam a visualizar o fim da obra majestosa do Pai, do Filho e do Espírito Santo. (…) quanto ao peitoral poderemos confrontar os textos de Ex. 28:15-21 e Ap. 21:10-22 e chegarmos a uma conclusão maravilhosa, sobre a descrição do peitoral e da Santa Cidade Jerusalém que descia do céu ataviada como uma noiva.

            No peitoral vamos encontrar a disposição das pedras, com os nomes dos filhos de Israel, a descrição de cada uma. Era quadrado (dobrado), e tecido nas quatro cores do tabernáculo: azul, púrpura, carmesim e branco.

            A descrição da Jerusalém Celestial nos informa que a cidade estava em quadrado, a estrutura da muralha era de pedras, as mesmas descritas no peitoral, e a cidade não precisa nem do sol nem da luz , para lhe darem claridade , pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

            Quando o Sacerdote entrava no lugar santo, a luz do Candelabro, Jesus o Grande Sumo-sacerdote, fazia com que as pedras faiscassem e emitissem um brilho incomum. E esta não é outra senão a descrição da nova Jerusalém que João viu “e tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, com a pedra do jaspe, como o cristal resplandecente (Ap. 21:11).

            Essas vestes sacerdotais nos transportam à esfera daquele que verdadeiramente as vestiu, não Arão ou os outros sacerdotes, cheios de imperfeições.

            As doze pedras do peitoral – com os nomes das doze tribos de Israel – são os fundamentos da cidade santa que trazem o nome dos apóstolos formando assim os 24 anciões. A aparência do Senhor Jesus no seu trono é como uma pedra de jaspe e sardônica.

            O santo dos santos também era quadrado e ao olharmos para ele, visto de cima, temos uma idéia desse cubo, assemelhando-o na nossa mente finita à forma da Santa Cidade.

            O altar do holocausto também era quadrado e é o trono de Deus onde este Sumo-sacerdote está assentado (Salmo 110:01), o único sacerdote que sentou, e que tem ministrado assentado. O trono tem ligação com o altar do holocausto.

            Como vimos anteriormente, evidenciamos ainda o valor do número 4, pois que este quadrado da Nova Jerusalém nos apresenta uma cidade que deveria ser para toda a humanidade, para todo aquele que confessar Jesus como Salvador, Rei e Senhor de toda a terra.

            Este Sumo-sacerdote estará no meio da Santa Cidade, não mais como uma veste Aarônica, mas como uma roupa de linho fino, com um cinto de couro passado pelo peito, pois que estará reinando na sua cidade, seus olhos como tochas de fogo e sua voz como rumor de muitas águas. A palavra céu no hebraico (shamáim) é formada de duas outras “esh (fogo) e “maim” (água), os elementos primordiais desde a criação para atenderem aos santos propósitos de Deus. O fogo da purificação e a água da separação. “Sede santos porque eu sou santo”.

Vemos assim que a Jerusalém da visão apocalíptica de João tinha os elementos que vimos no peitoral das vestes sacerdotais: a dimensão: quadrada; as pedras preciosas em número de 12, o muro de jaspe; o resplendor da glória de Deus; o grande Sumo-sacerdote no trono cuja luz colore a cidade com o faiscar do seu próprio brilho, contra as pedras no muro, à semelhança de quando Arão entrava no lugar Santo e a luz do Candelabro fazia as pedras do peitoral faiscarem. Jesus estará ali, como Rei dos reis e Senhor dos senhores de toda a terra administrando a justiça, o pronunciamento da justiça.

            Estarão nesta cidade – que no hebraico significa herança de paz, os que passarem pelo juízo de Deus, através do cinto de ouro no peito do Sacerdote, Sumo-sacerdote de nossas almas.

“Le souverain sacrificateur dans ses saints véiements pour gloire e pour ornement. Sur la tunique blanche il portait la robe de I’éphod entièrement de bleu. L’éphod de quatre couleurs et broché d’or le couvrait sur ie le devam et sur le dos”.

Acesse o link da primeira parte AQUI

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