16a Aula – Israel

GÊNESIS 32:28 – Já não te chamarás mais Jacó, e sim Israel: pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.

* UMA TERRA (A NAÇÃO )

* UM HOMEM

* UM POVO

Israel é o nome de uma terra (a nação), e é o nome de um homem, e é o nome de um povo.

A TERRA – ISRAEL.

A terra de Israel era chamada de Canaã, era a terra de Canaã.

Israel tem como confrontações: Ao norte – Líbano e Síria

Ao Sul – Egito

A Leste (Oriente) – Países Árabes

A Oeste (Ocidente) – Mar Mediterrâneo

 

* A ROTA DE ABRAÃO:

Eles moravam em Ur dos caldeus (localizando no mapa, aqui está o logotipo que é o mais conhecido, países árabes, Líbano, Assíria, o mar Mediterrâneo, o Golfo Pérsico, os rios Eufrates e Tigre, a Mesopotâmia. Ur dos caldeus estaria aqui onde é o Iraque hoje.

Por orientação do Senhor, Terá e seu filho Abraão saíram daqui, descrevendo esta linha vermelha e habitaram no lugar onde estaria a Síria.

Terá morreu e Abraão assumiu o governo da família. As famílias viviam em tribos.

Por orientação do Senhor, Abraão deixou tudo e desceu à terra que hoje é chamada de Israel, a terra que o Senhor havia dito que daria a ele e à sua parentela.

 

O HOMEM – ISRAEL.

O homem Israel é descendente de Sem, filho de Noé. Sem, depois de várias gerações, gerou Terá, pai de Abraão.

 

* OS PATRIARCAS: ABRAÃO – ISAQUE – JACÓ.

Abraão (o homem Israel) gerou na sua velhice, aos 100 anos, seu filho Isaque. Sara, sua mulher, tinha 90 anos e era estéril, portanto eram duas as dificuldades que a impediam de gerar filhos, a idade e a esterilidade. Então Deus fez um milagre na vida deles, que foi o nascimento de Isaque. E por quê?

Porque Deus haveria de gerar um povo que viesse do milagre do Senhor, Ele não quis que fosse de nenhum daqueles povos da terra.

Isaque gerou dois filhos, Esaú e Jacó, eram gêmeos.

Esaú era o primogênito. Havia regras da terra para o primogênito, o governo da casa estava sempre com o primogênito e havia uma bênção de Deus sobre ele (a bênção da primogenitura), o Senhor honraria o patriarca que sucederia ao seu pai com todas as bênçãos celestiais.

O nome Esaú significa Peludo porque ele tinha muitos pêlos no corpo.

O nome Jacó significa Suplantador, é aquele que consegue superar os obstáculos, consegue passar por cima, consegue ultrapassar certos limites. Jacó mostrou essa característica desde o seu nascimento porque ele nasceu segurando o calcanhar de Esaú, a sua mão estava agarrada ao calcanhar de Esaú, era como se ele já estivesse mostrando ali que haveria de perseguir a bênção da primogenitura, ganha por seu irmão porque ele havia nascido primeiro.

 

* O DIREITO DE PRIMOGENITURA E A BÊNÇÃO PATRIARCAL.

Esaú era um homem de caça e Jacó era caseiro, um homem do lar.

Um dia Esaú veio faminto de uma caçada, ele não havia encontrado nada, estava já desfalecendo, quase morrendo, foi quando encontrou Jacó, ele havia feito um guisado vermelho, de lentilhas. Esaú quis comer daquele guisado, mas Jacó disse: Vende-me hoje a tua primogenitura. (Gn. 25:31 a 34)

Esaú raciocinou e disse assim: Estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura?

Jacó disse então: Jura-me hoje.

E Esaú jurou-lhe e vendeu-lhe a sua primogenitura a Jacó.

E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas, e ele comeu, bebeu, levantou-se e foi-se. Assim Esaú desprezou a sua primogenitura.

Esaú seguiu pelo seu caminho, despreocupadamente, e o Senhor desagradou-se daquilo porque considerou que Esaú agiu como um homem profano, um homem que não tinha preocupação com a eternidade, não estava interessado nas bênçãos de Deus para a sua vida, o seu coração estava na terra. O Senhor testemunhou aquele acordo, aquela troca, aceitou e fez valer. Esaú havia vendido a sua primogenitura por um prato de lentilhas e por isso ele passou a ser chamado também de Edom, que quer dizer Vermelho, em hebraico, em lembrança de haver vendido o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas.

O tempo passou e um dia Isaque entendeu que ia morrer, os seus olhos não enxergavam mais, estava velho (mas ele estava enganado porque haveria de viver mais vinte anos ), então ele chamou Esaú e lhe disse: Meu filho, estou velho e não sei quando vou morrer, sai ao campo e apanha alguma caça para mim e faz um guisado saboroso, como eu gosto e traz aqui para que eu coma e te abençoe, antes que morra. (Gn. 27:1 a 4)

Diz a Palavra que Rebeca, a mãe dos gêmeos, ouviu tudo, e quando Esaú foi caçar, ela chegou para Jacó e mandou que ele levasse um guisado, no lugar de Esaú, e assim receberia a bênção da primogenitura.

Jacó disse: Minha mãe, eu sou diferente de Esaú, se meu pai souber que sou eu e não o meu irmão, ele não vai me abençoar, pelo contrário, ele vai me amaldiçoar.

Rebeca disse: Jacó, faz o que eu estou mandando, se houver maldição, que ela seja sobre mim, vai lá e traz os cabritos.

Por que Rebeca agiu com tanta segurança?

É porque ela conhecia a profecia. Quando ela estava grávida, ela sentiu como que uma luta dentro dela, um tumulto e foi perguntar ao Senhor, e Ele disse: Duas nações há em teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro, e o maior servirá ao menor. (Gn. 25:22 e 23)

Ela tinha o respaldo do Senhor, ela teve confiança para fazer aquilo porque ela estava direcionada pelo Espírito Santo.

Jacó matou os dois cabritos, eles estavam ali perto, no quintal. Há pessoas que correm tanto para encontrar a Obra, e ela está do lado. O cabrito, que é tipo do Senhor Jesus, está ao nosso alcance, o Senhor está ao nosso lado. O ato é interior, espiritual.

Rebeca fez o guisado. Depois pegou a roupa de gala de Esaú e vestiu Jacó com ela. Em seguida ela cobriu as mãos e o pescoço de Jacó com as peles dos cabritos. Então ela entregou-lhe o guisado e mandou que ele entrasse para falar com Isaque, seu pai.

Isaque foi, mas um pouco afastado. Isaque perguntou: Quem és tu, meu filho? E Jacó respondeu: Sou eu, Esaú, teu primogênito, fiz tudo conforme o senhor me mandou fazer para que me abençoe. Então Isaque disse: Achaste a caça muito rápido. Então Jacó respondeu: Foi porque o Senhor me ajudou. Isaque, então, mandou que ele se aproximasse para que ele o pudesse apalpar e se certificar se era Esaú mesmo ou Jacó.

Jacó chegou perto, Isaque o apalpou e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as mãos são de Esaú. És tu meu filho Esaú mesmo? E Jacó respondeu: Eu sou. (Porque ele estava ali na condição de primogênito, ele estava ali para receber a bênção da primogenitura, um direito que agora era seu, ele o havia comprado de Esaú).

Isaque o beijou e o abençoou com todas as bênçãos que tinha para abençoar.

Assim que Jacó saiu dali, já com a bênção, chegou Esaú. Ele fez o guisado e foi lá para receber a bênção do pai. Quando ele soube que o pai já tinha dado a bênção para Jacó, ele caiu em pranto, mas diz a Palavra que ele não teve lugar de arrependimento, pelo contrário, jurou vingar-se do irmão, ele disse: Quando meu pai morrer, matarei meu irmão. Essa expectativa era um consolo para ele. Mas Rebeca soube e mandou que Jacó fosse para a casa do seu tio, irmão dela, que morava em Harã.

Jacó, que era um homem pacífico, teve que mudar a sua caminhada a partir daquele momento porque havia tido uma experiência com o Senhor. Isaque não enxergava e por isso teve um outro tipo de julgamento. Quando o Senhor nos escolheu como filhos, Ele não escolheu com os olhos da carne, não foi pela aparência, porque o Senhor nos vê conforme o poder do sangue de Jesus, simbolizado nos dois cabritos que foram mortos para servir de revestimento, de vestes.

Rebeca quis que Jacó saísse de perto de Esaú até que este se acalmasse e então ela diz para Isaque: Terei muito desgosto se Jacó se casar com mulheres desta terra aqui, assim como fez Esaú, se isso acontecer, prefiro morrer. (Gn. 27:46)

Esaú tinha casado com mulheres dali, e diz a Palavra que elas eram uma amargura de espírito para Isaque e Rebeca.

E assim Jacó teve o consentimento do pai para partir (saindo assim da presença de Esaú). Isaque abençoa Jacó e manda que ele vá a Padã-Arã e se case com uma mulher de sua parentela, das filhas de Labão, irmão de sua mãe.

Jacó partiu de Berseba e foi para Harã. À noite ele estava num certo lugar e então pegou uma pedra e deitou a cabeça sobre ela. Ali ele sonhou com uma escada que era colocada na terra e o seu topo alcançava os céus, e por ela anjos subiam e desciam. Ele chamou aquele lugar de Betel porque ele disse: Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.

Jacó chegou a Harã, conheceu seus parentes, e ficou trabalhando para seu tio por vinte anos, a astúcia de Labão o reteve ali por todo este tempo, Jacó trabalhou quatorze anos por Léia e Raquel e seis anos pelo rebanho.

* A PARTIDA DE HARÃ E O RETORNO A ISRAEL.

Jacó saiu de Harã abençoado, ele tinha duas esposas, as duas servas das suas esposas, onze filhos e uma filha. Raquel daria à luz o seu segundo filho na terra de Israel.

Depois do encontro que teve com o sogro Labão, em Mizpá, Jacó seguiu seu caminho, e os anjos de Deus foram ao seu encontro. Quando Jacó os viu, disse: Este é o exército de Deus. E chamou de Maanaim aquele lugar, que significa acampamento de dois exércitos.

* O RIBEIRO DE JABOQUE E ISRAEL.

Quando Jacó estava voltando para Israel, ele chegou ao vale de Jaboque e fez passar tudo o que tinha, mulheres, filhos, camelos, ovelhas, todo o gado, por um parte rasa do ribeiro, lugar onde se podia atravessar à pé, ele, porém, ficou só, e lutou com um varão até de manhã.

Jacó foi ter uma luta, um acerto com o Senhor porque agora ele iria encontrar-se com Esaú e também porque ele precisava fazer um acerto com tudo o que lhe aconteceu, com tudo o que ele fez. Ele ficou ali e lutou com o anjo do Senhor (em forma de homem) durante a noite toda.

Quando o dia deu sinais de que ia amanhecer, o anjo disse: Deixa-me ir porque já está amanhecendo.

Há anjos que operam na madrugada. O Senhor diz: Eu amo aos que me amam, e os que de madrugada me buscam me acharão. (Pv. 8:17)

Vendo o anjo que Jacó não o deixava ir, tocou a juntura da sua coxa e deslocou, mas isso não adiantou porque Jacó disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares.

O anjo perguntou-lhe: Qual é o seu nome?

E ele respondeu: Jacó.

Ele disse que o seu nome era Suplantador. Essa resposta de Jacó foi uma espécie de confissão sobre tudo aquilo que havia acontecido.

Então o Senhor disse a ele: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. Israel quer dizer, aquele que luta com Deus.

Jacó saiu dali mancando porque o anjo havia tocado na sua coxa, agora ele era um homem marcado por Deus, um homem que tinha a marca de Deus na sua vida.

Jacó deu o nome de Peniel àquele lugar porque disse: Tenho visto a Deus face a face e a minha alma foi salva.

Quando o dia nasceu ele já tinha recebido a bênção porque o Senhor é o sol da justiça, é aquele que faz nascer um novo dia na nossa vida.

Depois ele encontrou-se com Esaú, abraçaram-se e cada um tomou seu rumo.

Jacó chegou salvo à cidade de Siquém, comprou parte do campo e levantou ali um altar, e chamou-o Deus, o Deus de Israel. (Gn. 33:20)

 

O POVO DE ISRAEL.

 

Os irmãos vão ver que passamos por cima de vários pontos porque não seria possível de detalharmos tudo em uma aula.

 

* DE JOSÉ ATÉ MOISÉS.

José foi vendido pelos seus irmãos e foi levado para o Egito. Ele foi dado como morto por seu pai Jacó e seus irmãos, entretanto ele se tornou rei do Egito.

Houve uma grande fome em toda a terra, mas havia fartura no Egito porque José tinha abastecido o país de trigo, de tudo que era necessário.

A fome chegou à casa de Jacó, lá em Israel. Os irmãos se reencontraram. José manda chamar o pai e toda a sua família para viverem no Egito.

Jacó morre. José morre e o povo passa a ser escravizado pelos egípcios e ficam lá por 430 anos.

Ao fim deste tempo, Deus usa Moisés para levar o seu povo de volta à terra de Israel. Agora não era mais uma família, mas era uma multidão.

Deus estabelece uma aliança, um pacto com aquele povo, dizendo que se ele andasse na sua presença, Ele seria o seu Deus. Era o Velho Testamento.

 

* JOSUÉ E O ESTABELECIMENTO NA TERRA.

Josué assume, o povo entra em Canaã, vence os povos dali, e a terra é dividida em possessões conforme o número de tribos. Eram doze tribos, cada uma dela tinha o nome de um dos filhos de Israel, ou seja: Tribo de Judá, tribo de Zebulom, tribo de Levi, tribo de Rúben, etc. Cada um deles (e seus descendentes) formava uma tribo.

Eles levantaram o templo, tinham uma vida espiritual extraordinária, Deus falando, Deus perdoando os pecados, bênçãos que nenhum outro povo da terra tinha. Eles serviram a Deus todos os dias de Moisés e de Josué.

* A VIDA ESPIRITUAL E A DECADÊNCIA.

 

Depois da morte de Josué, a vida espiritual daquele povo entrou em decadência e foi decaindo sucessivas vezes. Em algumas ocasiões, o povo se reerguia porque o Senhor levantava homens cheios do Espírito Santo e eles levavam o povo à presença do Senhor, mas a grande parte do tempo o povo esteve nas mãos de reis que não serviam ao Senhor, e tal qual era o rei, assim também era o povo, não andavam no caminho do Senhor.

Certa vez Jerusalém foi totalmente destruída porque Deus quis colocar as coisas no lugar. Aquele era um povo sem vida espiritual, portanto eles não precisavam de Jerusalém, não precisavam de templo. Deus quis mostrar-lhes que a vida espiritual deles havia acabado.

O povo foi levado para o cativeiro, para a Babilônia, na Mesopotâmia, e lá eles ficaram por setenta anos.

Deus usou este período para redefinir a vida espiritual do seu povo, eles sentiram saudade de Jerusalém.

O povo volta para Jerusalém. O templo é reconstruído e eles então recomeçam a ter uma boa vida espiritual, bem estruturada, na presença do Senhor.

Algum tempo mais e eles têm uma nova queda, decaem novamente da presença do Senhor.

 

* A VINDA DO MESSIAS – JESUS.

O Senhor Jesus nasce num período em que a vida espiritual do povo estava em decadência, misturada com a política, meio tradicional, sob o domínio romano.

Jesus vem. Ele é o Messias que eles aguardavam, o Ungido do Senhor, o Separado, o Filho de Deus que viria para trazer o livramento a Israel.

Jesus encontra um povo desviado, mas guardando as aparências. Israel tinha uma vida espiritual meio politizada, honrava a Deus com os lábios, mas não com o coração. Eles tinham zelo com certas coisas e não tinham com outras. Por exemplo, os escribas usavam uma pena de ouro para escreverem as Escrituras. Se errassem uma letra, começavam a escrever tudo novamente, era um zelo extraordinário. No entanto, não tinham escrúpulo nenhum em colocar fardos pesados sobre os outros, sendo que eles mesmos não mexiam um dedo para fazer nada. Eles gostavam das coisas da aparência, como orar nas esquinas (Que homem de oração!), gostavam de sentar nos primeiros lugares nas sinagogas, gostavam de mostrar que estavam jejuando, gostavam de serem chamados de mestre, mas servir ao Senhor, ninguém queria, todos queriam estar longe do Senhor e, por isso Deus rejeita esse povo.

 

A REJEIÇÃO DE ISRAEL.

A rejeição partiu da parte do povo, eles rejeitaram o Senhor primeiro, porque eles esperavam um guerreiro, um libertador, esperavam um rei, vestes reais, exército, para tomar o governo das mãos de César, do Império Romano. Eles desprezaram a Jesus porque Ele não era aquela figura que eles idealizavam, Jesus era manso, humilde, roupas de carpinteiro, galileu, sem aparência, uma pessoa inexpressiva (e a Bíblia fala das duas figuras do Messias, das duas características). Eles olharam para Jesus e disseram: Esse não é o nosso salvador.

Quando eles rejeitam a Jesus, Deus rejeita a eles também, pela sua desobediência, sem vida espiritual, sem discernimento. E nesse momento Deus admite os gentios (aqueles que não são de Israel) à sua presença. Somos nós, aqueles que estavam aparentemente sem Deus, no mundo.

Deus nos admite (mesmo que nós tivéssemos sido desobedientes antes) porque Deus gerou um plano para a salvação de todos. Israel foi desobediente e por isso foi rejeitado. Nós éramos desobedientes, mas fomos perdoados, nós fomos aceitos na presença do Senhor porque Ele teve misericórdia de nós e é por isso que o servo deve ser temente e humilde, porque se Ele rejeitou aquilo que é natural, os filhos naturais, quanto mais àqueles que foram enxertados poderão ser rejeitados, se caírem no mesmo exemplo de desobediência. Deus é justo porque Ele demonstrou misericórdia a nós, e por Ele ser justo, Ele também vai demonstrar misericórdia a Israel, naquele dia que já está determinado, que já está dentro do projeto que Ele já tem traçado.

 

* A FIGUEIRA E A VIDEIRA.

Deus rejeita a Israel e admite os gentios e forma a sua Igreja.

Aqui nós entramos no tempo da Igreja. Israel foi rejeitado, mas quando a Igreja for arrebatada, Israel vai ter uma nova oportunidade, o Senhor vai ter misericórdia de Israel por causa da misericórdia que Ele demonstrou a nós. Desta maneira, Deus encerrou judeus e gentios debaixo da desobediência para usar com todos de misericórdia.

A Bíblia fala de vários tipos, vários símbolos, e lá está a figueira tipificando o povo de Israel, e a videira tipificando a Igreja.

 

A figueira.

Toda a árvore dá flores e depois vêm os frutos, mas a figueira é a única exceção, ela é a única árvore que não tem floração, ela dá frutos direto, por isso ela tipifica bem o povo de Israel (no aspecto político) porque Israel não tem dom espiritual (e a flor é tipo do dom espiritual).

O servo vem, recebe uma bênção do Senhor, é uma semente que cresce, transforma-se em uma árvore, dá flores (que são os dons) para depois dar os frutos. Com a figueira é diferente, é como Israel, não tem dom, ele dá o fruto direto.

Essa tipificação não tem nada a ver com a vida espiritual de Israel, aqui trata-se do Israel político, com Deus ou sem Deus, é o povo, a nação de Israel, é o Estado de Israel.

 

A videira.

Jesus disse: Eu sou a videira verdadeira, vós os ramos. (Jo. 15:5)

A videira é tipo da Igreja.

Certa vez Jesus passou com os seus discípulos perto de uma figueira, e como estava com fome, aproximou-se dela para tirar seus frutos, mas não encontrou nenhum, somente folhas.

Já vimos que a figueira é tipo de Israel político, do Estado Israel.

Então Jesus disse à figueira: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. (Mt. 21:18)

Isso era uma profecia de que Israel seria cortado, ele seria rejeitado porque não tinha frutos, ele saiu do projeto de Deus, saiu do plano profético de Deus, ele estava cortado da presença do Senhor.

 

* JERUSALÉM, JERUSALÉM, SUA CASA FICARÁ VAZIA!

Noutra ocasião, Jesus entrou em Jerusalém (na cidade profética, a capital espiritual de Israel, o lugar onde estava o templo, o perdão dos pecados, a ministração dos sacerdotes, a cidade onde morreram os profetas, a cidade onde Jesus iria morrer e para onde Ele vai voltar para Israel), contemplou a cidade e disse: Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta.(Mt. 23:37 e 38). Era outra profecia.

No seu julgamento perante Pilatos, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos acusaram Jesus dizendo: Ele é um falso rei, deve ser crucificado, é um malfeitor. Mas Pilatos lhes disse: Não vejo nenhum mal neste homem.

Pilatos era juiz e governador, ele tinha conhecimento, mas os acusadores, os anciãos, os príncipes dos sacerdotes e os cabeças das tribos estavam intransigentes e disseram: Ele deve ser crucificado.

E Pilatos disse: Estou inocente do sangue deste justo, considerai isto.

Mas o povo todo respondeu: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.

Eles estavam assumindo aquilo que estavam fazendo e o Senhor haveria de cobrar isso, profundamente mais tarde.

 

* A PARÁBOLA DA FIGUEIRA.

Antes de Jesus partir, Ele esteve com os discípulos no monte das Oliveiras. Os discípulos lhe perguntaram quais eram os sinais da sua volta. Jesus, então, começou a lhes falar a respeito dos sinais do tempo, das guerras, das pestes, dos terremotos, do esfriamento do amor e neste contexto, Ele acrescentou a parábola da figueira (que tipifica o Estado de Israel). Jesus lhes disse: Olhai para a figueira, quando os seus ramos se mostram tenros e brotam as folhas, sabeis que o verão está próximo. Da mesma maneira, quando virdes estas coisas (os sinais) sabeis que ele está à porta. (Lc. 21:29 a 31)

O Senhor quis dizer que a figueira que estava seca iria brotar e dar fruto, os seus ramos iriam reverdecer, ou seja, Ele quis dizer que num determinado tempo Israel iria se recompor como povo novamente, seria uma nação outra vez, e muito mais que isso, Ele disse que quando isso acontecesse a Israel, seria um sinal de que a volta de Jesus estava próxima.

A Igreja, nós entendemos isso como um grande sinal da volta de Jesus e isso nos interessa muitíssimo e é por este motivo que nós estudamos sobre Israel, porque ele é como o nosso relógio do tempo profético. Tudo que acontece a Israel nos interessa de perto, queremos saber de tudo que acontece com ele, porém, nós não temos nenhum compromisso com Israel. A Igreja é uma coisa e Israel é outra coisa. Israel está rejeitado perante o Senhor, a Igreja, hoje, é que está no plano profético de Deus, mas acontece que tem profecia sobre Israel que envolve a Igreja, sinais da volta de Jesus, por isso o nosso interesse nele.

 

OS SINAIS DA VOLTA DO SENHOR JESUS.

Os sinais são desdobrados em três partes distintas.

* ISRAEL SE TORNAR NAÇÃO E VOLTAR A HABITAR NA SUA TERRA.

Quando isso acontecer, a figueira brotou.

* ISRAEL TOMAR POSSE DA CIDADE VELHA DE JERUSALÉM.

A cidade velha é a cidade da época de Jesus, é sobre esta cidade que a Bíblia se refere e não à cidade nova, aquela que foi construída ao redor, tempos depois.

* ISRAEL TOMAR POSSE DA ÁREA DO TEMPLO E VOLTAR A SACRIFICAR.

O templo só poderá ser construído no mesmo lugar em que Salomão edificou o primeiro templo.

O PLANO DE DEUS ATRAVÉS DOS SÉCULOS.

Nesta primeira parte a figueira está frutífera. Depois a figueira seca. E por último, no fim dos tempos, a figueira brota, ela reverdece, nasce um raminho.

Israel estava no plano de Deus, no plano profético de Deus, mas quando a figueira seca, nasce a Igreja, a partir da vinda de Jesus a Igreja entra no plano profético, é a videira que nasce aqui neste ponto.

Quando a Igreja for arrebatada vão suceder outras coisas.

Cada esfera destas representa 1.000 anos. Então temos:

De Adão a Abraão, 2.000 anos.

De Abraão a Jesus, mais 2.000 anos.

De Jesus até hoje (ou até o arrebatamento), mais 2.000 anos. O dia e a hora ninguém sabe.

Estes são números arredondados porque o calendário é uma coisa de difícil controle, não é uma coisa exata, ninguém sabe direito.

De Adão a Abraão, as raízes da figueira, as raízes de Israel.

De Abraão até Jesus, Israel no plano profético.

De Jesus até hoje, período de existência do Israel espiritual.

O que vai acontecer depois do arrebatamento da Igreja? (lembrando que o arrebatamento é um só, não tem segunda época).

Quando a Igreja for arrebatada serão contados 7 anos no céu, que são as bodas do Cordeiro, a festa entre Jesus e a sua Igreja. Na terra estará acontecendo a grande tribulação.

Vamos falar um pouquinho de Daniel para elucidar uma explicação que queremos dar.

Daniel estava aqui, no cativeiro, na Babilônia, então o Senhor falou com ele através de uma visão mostrando todo o tempo da vida de Israel até à consumação dos tempos, do início ao fim. O Senhor lhe disse que esse tempo seria de 70 semanas de anos, isto é, 490 anos, no total. Esse tempo veio sendo contado.

O Senhor disse: Daqui até a reconstrução do templo são tantos anos; da reconstrução do templo até a vinda do Messias, tantos anos.

Esse tempo veio sendo contado e quando Jesus veio só faltavam 7 anos para completar toda a profecia.

Israel foi rejeitado, a figueira secou, o Senhor parou de contar o tempo para Israel, porque para Israel o tempo só é contado quando ele tem vida espiritual, e ele estava sem vida espiritual.

Para melhor ilustração vamos usar a figura do cronômetro.

1) Israel tinha vida espiritual, o tempo das 70 semanas vinha sendo contado normalmente, tudo cronometrado pelo Senhor, obedecendo a um projeto do Senhor.

2) Jesus veio. Israel é rejeitado. O cronômetro é travado, e o tempo para Israel pára, ele deixa de correr.

3) A Igreja nasce, ela agora está no plano profético, começa o tempo dos gentios. O tempo dos gentios começa com o nascimento da Igreja e termina quando ela for arrebatada.

4) Quando a Igreja for arrebatada, quando acabar o seu tempo aqui na terra, recomeça a ser contado o tempo para Israel. O cronômetro é destravado e a contagem continua do ponto em que foi suspensa, até completar o período dos 7 anos que ainda restavam. Os 7 anos que estariam sendo contados desde o tempo de Jesus, vão começar a ser contados depois do arrebatamento da Igreja. Houve uma interrupção de um período que equivale exatamente ao período da Igreja aqui na terra.

O Senhor falou a Daniel que tudo em relação à vida de Israel, todo o projeto de Deus para Israel, vai-se cumprir. Então temos:

1) Daniel estava no cativeiro e recebeu a revelação do Senhor. O cronômetro foi acionado e o tempo predeterminado de 490 anos começou a ser contado.

2) Passaram 483 anos, Jesus veio. Israel é rejeitado. O tempo para Israel pára, fica interrompido, fica suspenso. Começa o tempo da Igreja.

3) A Igreja é arrebatada, acaba o tempo dos gentios. Começam a ser contados os 7 anos que faltam para completar os 490 anos que estão determinados sobre Israel.

Ao Senhor só interessa a vida espiritual e como Israel não tem vida espiritual, o Senhor não conta o tempo para ele. É como se o Senhor dissesse: Enquanto Israel estiver rejeitado, o seu tempo não será contado, se manterá parado. Eu só conto tendo ele vida espiritual.

Israel saiu do projeto, saiu do plano profético de Deus e a Igreja entrou, ela está no plano profético de Deus. Quando a Igreja for tirada da terra, o Senhor volta a contar o tempo para Israel. O Senhor vai tratar com um de cada vez. Primeiro tratou com Israel. Israel foi rejeitado e por isso o Senhor começou a tratar com a Igreja. A Igreja é arrebatada; o Senhor volta a tratar com Israel e os 7 anos são contados para dar fim, para consumar todo o projeto de Deus para Israel.

 

ISRAEL – DE CRISTO ATÉ OS DIAS DE HOJE.

* DA DIÁSPORA ATÉ OS PRIMEIROS SINAIS DO RETORNO À TERRA – 1878.

No ano 70 d.C. houve um cerco contra a cidade de Jerusalém por Tito, um general romano. Esse homem destruiu a cidade, matou todos os israelitas que estavam nela e vendeu como escravos os que sobreviveram. Os poucos que conseguiram fugir se dispersaram, de tal modo que não ficaram duas famílias juntas, cada uma delas tomou rumo diferente, foram espalhadas pelo mundo.

Onde estava o povo de Israel depois dessa investida de Tito?

O povo estava ou morto ou espalhado pelo mundo. A unidade nacional foi pulverizada porque o povo inteiro foi dizimado, não sobrou ninguém, exatamente conforme a profecia dada a Ezequiel, que dizia: Assim saberão que eu sou o Senhor, quando eu os dispersar entre as nações e os espalhar pelas terras. (Ez. 12:15) Isso tudo aconteceu por causa da desobediência daquele povo.

Israel, como povo, como nação, havia desaparecido da face da terra.

A fuga do restante do povo, das famílias, para os outros países ficou registrada na História com o nome de Diáspora, ou Dispersão.

Estas famílias retomaram o curso de suas vidas nos países onde estavam, cresceram, se estabeleceram e se tornaram colônias, mas jamais foram considerados como cidadãos da terra, mesmo aqueles que nasceram lá. Em toda a parte eles eram um povo discriminado, eram considerados como um povo inferior, eram maltratados, as crianças apanhavam nas escolas, os adultos eram barbaramente agredidos (muitos morreram), eles não foram assimilados, não foram aceitos, por nenhuma sociedade.

Quem nasce no Brasil é brasileiro, independentemente da origem dos pais, são considerados como cidadãos da terra já na primeira geração. O mesmo não acontece com os judeus; se nascerem dez gerações de judeus num país, eles sempre serão chamados de judeus, eles não serão considerados (pela sociedade) como cidadãos da terra, serão sempre discriminados, até hoje se diz: Fulano é um judeu americano. Sicrano é um judeu francês. Beltrano é um judeu brasileiro. É um referencial pejorativo, é um rótulo pejorativo que lhes dão, devido a essa rejeição em relação ao povo de Israel, mas tudo isso é porque o sangue de Jesus caiu sobre eles.

Não se teve notícias sobre o retorno de Israel à sua terra senão no século passado. Durante todo este tempo a terra foi passando de mão em mão, fora do alcance dos judeus, mas em 1878 uma família judia imigrou para Israel, provavelmente compraram a terra de um não judeu, e a partir daí tem inicio, ainda que timidamente, o movimento de imigração, sob a forma de uma colonização agrícola. A primeira colônia judaica na Palestina surgiu em 1878.

 

* PRIMEIRO ENCONTRO SIONISTA – 1898.

A Palavra sionismo vem da palavra Sion, nome judaico de Jerusalém, e que traduz o forte sentimento nacionalista de Israel.

O sionismo é o movimento nacionalista judeu que visava ao restabelecimento do Estado de Israel.

O sionismo foi ativado no final do século, graças a Theodor Herzl, suíço, de origem judaica, cujo livro O Estado Judeu (1896) e o jornal Die Welt (O mundo), provocaram uma reunião, em 1897, do Primeiro Congresso Sionista Mundial, que deu origem à Organização Sionista Mundial.

Theodor Herzl disse assim: Meus irmãos, nós não podemos mais viver na terra dos outros, onde nós somos perseguidos, discriminados. Nós temos que ter a nossa terra. E num momento de extrema emoção ele disse: Eu crio, hoje, o Estado de Israel. Mas ele estava na Suíça, então ele parou um pouco e disse: Daqui há cinco ou cinqüenta anos. E cinqüenta anos depois isso realmente aconteceu, aquelas palavras equivaleram a uma profecia.

Em 1901 foi criado o Fundo Nacional Judeu para a compra de terras na Palestina.

 

* A DECLARAÇÃO BALFOUR – 1917.

Em 1914 eclodiu a Primeira Guerra Mundial.

A Inglaterra, que pertencia à Liga das Nações, pediu ajuda a Israel (quando se fala Israel, entenda-se Comunidade Judaica Mundial). Eles concordaram, mas com uma condição, eles queriam que as nações, que o mundo reconhecesse que eles eram os verdadeiros donos da terra de Israel. Eles disseram: Nós queremos o reconhecimento internacional da nossa conexão histórica com a terra. A nossa escritura da terra está na Bíblia, a terra é nossa, foi Deus quem nos deu.

A Inglaterra aceitou e assinou um termo chamado Declaração Balfour. Ela ganhou a guerra com a ajuda dos judeus, mas não honrou o acordo feito, ela deu 77% do território para os árabes e somente 23% para Israel e isso deu início a uma guerra sem fim entre árabes e israelitas, uma guerra que perdura até hoje, uma guerra com todo tipo de ofensivas, de ataques, terrorismo, atentados a bomba, etc. O pessoal que mexe com isso é meio fanático, são meio “kamikase”, eles entram num carro-bomba sabendo que vão morrer também.

É uma guerra terrível, sangrenta, uma guerra que foi profetizada.

Não temos nenhum compromisso com as nações em questão, nós temos descendentes de todas elas no nosso meio, nós estamos tratando de fatos históricos e proféticos, o nosso compromisso é com o Senhor.

A partir daí, Israel fez de tudo para entrar na terra, mas sempre encontrava um obstáculo, a Inglaterra, ela não deixava os judeus entrarem e ajudava os árabes no que podia.

Israel, então decidiu entrar de qualquer jeito e criou uma organização de imigração ilegal, era uma espécie de organização secreta. Eles entenderam que a terra era deles, a Inglaterra tinha descumprido o acordo de ajuda mútua, por isso eles arranjaram uma outra maneira de entrar.

Israel tem muitas histórias, fatos que aconteceram durante este período de imigração, e uma delas é a seguinte: Israel comprou uma linha de aviação que operava no Ártico, tinha somente um avião. A tripulação era um jovem que gostava de aventuras, rotas incertas, coisas desse tipo. A primeira viagem era uma missão e o piloto não sabia ao certo do que se tratava. Era uma operação israelita chamada Operação Tapete Voador, que consistia em trazer para Israel judeus ienemitas. Aquelas pessoas que vinham do Ien, eram tão rudes que chegaram a acender uma fogueira dentro do avião (para desespero do piloto que teve que correr para apagá-la), eles não conheciam a torneira, mas eles tinham a Bíblia na mão e entraram no avião dizendo o seguinte: Na Palavra do Senhor está escrito que nós voltaremos para Israel nas asas da águia.

O avião voou com o dobro da sua capacidade, o piloto estava tão apavorado que quando ele aterrissou, ele disse ao proprietário do avião: Fulano, esse negócio é problema seu, eu não tenho nada com isso, estou indo embora.

O proprietário do avião era muito amigo dele e disse assim: Vem cá, Fulano, o meu compromisso com Israel é fazer as duas primeiras viagens. Faz mais uma e você está livre.

Ele aceitou. Nesta segunda viagem ele conheceu a comandante da operação, uma sabra israelita. (Os sabras são os nativos da terra, eles crescem nas lutas da terra, forjados nas lutas em Israel. Devido às circunstâncias, todo israelita, homem ou mulher, aos quinze anos de idade já pegam no fuzil).

O piloto, então, conheceu a jovem comandante, gostou dela, casou com ela e fez mais de quatrocentas viagens para Israel.

Estas coisas acontecem porque o Senhor está com a sua mão estendida para Israel também, é o seu povo, também, apesar de rejeitado, mas não esquecido.

 

* O HOLOCAUSTO – 1939 à 1945.

Adolf Hitler aparece no cenário da política alemã apoiado por deputados nazistas bem antes da Segunda Guerra Mundial.

O nazismo pregava que o alemão era uma raça ariana, uma raça superior, pregava o ódio aos judeus, e Hitler, que havia sido apoiado por ele, tornou-se um inimigo dos judeus, ele os considerava uma raça impura e por isso tinha que ser exterminada.

Hitler assumiu o governo na Alemanha e conquistou boa parte da Europa. Hitler engendrou uma máquina de matar, uma operação chamada solução final, para exterminar todos os judeus europeus.

Havia na Alemanha uma população de judeus, alemães como qualquer outro alemão, homens de prestígio dentro do país, professores de universidade, engenheiros, médicos notáveis, grandes expoentes. Esses homens não acreditavam que iam ser atingidos pela fúria de Hitler, mas um belo dia, eles receberam a orientação para saírem com a muda de roupa e um prato de comida, e quando chegaram lá, caíram num gueto, moravam em mansões e passaram a dividir um quarto com mais de vinte pessoas, até serem levados para um campo de concentração.

Eles chegavam ao campo de concentração e logo eram despojados de todos os seus bens, as famílias eram separadas, tinham que vestir uma roupa que tinha uma “estrela de Davi” para serem identificados como judeus, e tinham que trabalhar em condição pior do que a de escravo, serviam de cobaias para as “experiências médicas” Quando se tornavam inúteis, eram mortos por fuzilamento, torturas, enforcamento ou em câmaras de gás. O local de extermínio em massa por asfixia era uma espécie de casa de banho coletivo, eles entravam pensando que iam tomar um banho, mas em vez de água o que saía dos chuveiros era um gás letal, e em dez minutos tudo estava terminado para eles.

Durante o governo de Hitler, cada campo de concentração matava 12.000 judeus por dia. Era o projeto hitlerista de genocídio maciço dos judeus.

Em 1941, foi iniciado, no campo de Auschwitz, o extermínio coletivo com o uso do gás cíclon B. Nas câmaras de gás morreram de cinco a seis milhões de pessoas.

Duas dezenas de grandes campos de concentração foram construídas, entre eles: Birkenau, Treblinka, Stuthof, Auschwitz, na Polônia. Eles estavam distribuídos por toda a Europa.

Esse período de genocídio ficou conhecido na História com o nome de Holocausto.

Existe em Israel um monumento no Museu de Jerusalém dedicado às vítimas do Holocausto.

O israelita é um povo que conhece o sofrimento, ele conhece o desprezo, a necessidade, a dor, a separação e ele sabe que não há outro lugar para ele no mundo, somente a sua própria terra. O sentimento é de todo povo, ele diz: Enquanto estiver o último israelita aqui, e se eu for este último, eu ainda vou dizer: A terra é minha, foi Deus quem me deu.

Israel tem o melhor serviço de inteligência porque eles têm consciência de que não são os mais fortes, por isso têm que ser os mais inteligentes. Nós temos um amigo militar que nos disse o seguinte: O que vence guerra é a vontade nacional.

Isso Israel tem bastante. Golda Meir, por exemplo, só comia um pão, e ela dizia assim: Enquanto o meu povo não puder comer um pão, eu só como um.

Isso está entranhado no coração dos israelitas, eles são irmãos de fato, estejam onde estiverem, porque há mais israelitas fora da terra do que dentro.

 

* A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL.

A figueira já brotou.

Houve muitas imigrações para Israel neste tempo todo, e depois do Holocausto, ele juntou todas as forças que tinha.

Israel conta com a grande comunidade nos Estados Unidos e de outras nações amigas que votaram em favor do seu retorno à terra.

O Estado de Israel foi fundado em 14 de maio de 1948, na Palestina, em conformidade com uma resolução da Assembléia Geral da ONU, Organização das Nações Unidas, datada de 29 de novembro de 1947.

* OSWALDO ARANHA.

Aquele órgão internacional estava reunido, em assembléia, para votar sobre a devolução da terra para Israel. Houve um empate, então coube ao presidente daquela assembléia decidir, através do seu voto (de qualidade) essa questão. O presidente era o brasileiro Oswaldo Aranha. Esse homem deu voto favorável para Israel, ele havia sido aconselhado por seu advogado para assuntos internacionais, um evangélico, que conhecia a Palavra, esse nosso irmão na fé mostrou quem era Israel dentro da Palavra e isso convenceu aquele homem a votar em favor de Israel.

 

* ISAÍAS 66:8.

Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos.

Nós temos muitos motivos para ter a Obra em nosso meio, e eu vou dizer mais um. O Senhor disse a Abraão: Abençoarei os que te abençoarem.

No ano seguinte, David Ben Gurion, Primeiro-ministro de Israel, promulgou o ato da ONU. A Inglaterra retirou-se. O povo gritou de alegria, mas Ben Gurion disse: Festejem hoje porque amanhã haverá guerra. E houve mesmo: os árabes atacaram no dia seguinte.

 

* A CONQUISTA DE JERUSALÉM – 1967.

(A GUERRA DOS SEIS DIAS )

A figueira brotou. Israel voltou para casa, e isso tudo dentro de um processo. A volta também é um processo, ele ainda não voltou completamente, eles ainda não conseguiram conquistar a cidade velha de Jerusalém, entraram lá como se fosse haver um milagre, mas nada aconteceu.

A cidade velha de Jerusalém só seria conquistada vinte anos depois, na Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967.

Quando eles entraram em Jerusalém e tomaram posse da cidade velha, eles choravam de alegria, gritavam de alegria, e uma israelita compôs uma canção chamada “Jerusalém de ouro”, que mexeu com o coração de todos aqueles que conhecem a Palavra.

O general que estava à frente era Itzhak Rabin, ele veio a ser assassinado quando era o Primeiro-ministro.

Em Israel o general vai à frente do batalhão e ele tem poder de improvisação.

Este foi o primeiro sinal. Ele foi cumprido.

O segundo sinal, que é a reconstrução do templo, ainda não foi cumprido.

* A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO.

O templo só poderá ser construído no mesmo lugar em que Salomão edificou o primeiro templo, que é o mesmo lugar onde Davi sacrificou na eira de Ornã, que é o mesmo lugar para onde Abraão levou seu filho Isaque.

Neste lugar, hoje, existe uma mesquita muçulmana, a mesquita de Omar (Domo da rocha).

O israelita nem chega perto e isso pode ser uma providência do Senhor para que eles não se precipitem e construam o templo enquanto a Igreja estiver aqui, tudo tem que ser no tempo do Senhor porque tudo está dentro de um cronograma, de um processo programado pelo Senhor.

 

(ACOMPANHAR)

Aqui está o “Domo da rocha”, na esplanada das mesquitas, onde deverá ser construído o templo.

Aqui está o “Muro das lamentações”, onde os israelitas ficam orando, chorando, batendo com a cabeça, colocando bilhetes nas fendas para o Senhor.

Aqui está a área do Templo.

Quanto a esta questão da reconstrução do templo nós, como Obra, ainda não temos a revelação de quando será. Existem dois entendimentos a esse respeito.

1) O Senhor não vai permitir sacrificar com a Igreja ainda aqui na face da terra, porque o único sacrifício aceito, estando a Igreja aqui, é o sacrifício de Jesus.

2) Quando a Igreja for arrebatada, um grande líder vai assumir o governo mundial, um homem de uma capacidade gerencial extraordinária, ele vai administrar o mundo de uma tal maneira que dará solução para tudo e todos ficarão satisfeitos com isso, ele vai ter condições para fazer isso porque o Senhor disse ao profeta Daniel que esse homem firmará um concerto com muitos por uma semana, mas na metade da semana fará cessar o sacrifício … (Uma semana equivale a sete anos. A metade dessa semana são 3,5 anos, ou 1.260 dias, ou 42 meses). Ele firmará um acordo com Israel, ele vai-lhe devolver as terras, inclusive a área destinada ao templo para que Israel possa reconstruir ali e possa voltar a sacrificar.

Esse homem é o anticristo. Depois dos primeiros 3,5 anos, ele vai querer sentar-se no templo em Jerusalém, querendo ser Deus, mas Israel não aceita e por isso o acordo é quebrado. Israel é perseguido, todas as nações do mundo virão contra ele, muitas pessoas vão morrer. Israel não vai suportar tamanha pressão, ele não terá defesa alguma, a única solução para ele é a vinda do Messias.

O Senhor deixou isto em oculto para nós, assim como deixou em oculto o dia e a hora do arrebatamento da Igreja.

O que nós podemos e devemos fazer é acompanhar os movimentos de Israel, estar “de olho” em tudo o que acontece por lá porque Israel é o nosso relógio profético. Pode ser que cheguemos a ver o início das negociações deste acordo de sete anos entre o anticristo e Israel, por isso precisamos estar atentos.

No final do tempo para Israel, o Senhor Jesus virá, e quando Israel olhar para Ele verá Jesus glorificado, então eles reconhecerão que aquele é o Messias e cairão em prantos. A Palavra diz que cada casa chorará à parte, a casa de Davi, a casa de Levi, cada uma delas vai chorar como quem chora por um filho único.

O Senhor vai perdoar os pecados de Israel, vai vencer os seus inimigos e vai estabelecer o Milênio. Jesus será o Rei da terra e com Ele estarão Israel e a Igreja.

Devemos acompanhar, pelos noticiários, tudo o que acontece com Israel. Não podemos perdê-lo de vista porque ele é o relógio que marca o tempo profético para nós.

TEXTOS:

GEN. 32:22-28 – ISRAEL

MAT. 21:18-19 – A FIGUEIRA SECOU

MAT. 27:24-25 – SEU SANGUE SEJA SOBRE NÕS

MAT. 23:37-38 – VOSSA CASA VAI FICAR-VOS DESERTA

MAT. 24:32-33 – PARÁBOLA DA FIGUEIRA

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SINAIS RELATIVOS À VOLTA DO SENHOR JESUS ENVOLVENDO ISRAEL

ISRAEL RECOMPOR-SE COMO NAÇÃO E VOLTAR A

HABITAR A TERRA DE ISRAEL

(VOTAÇÃO ONU EM 1947 / PROMULGADO EM 1948)

2. ISRAEL TOMAR POSSE DA CIDADE VELHA DE

JERUSALÉM (Lc. 21:24)

(1967 NA GUERRA DOS SEIS DIAS)

3. ISRAEL TOMAR POSSE DO LOCAL DO TEMPLO,

RECONSTRUÍ-LO E INICIAR OS SACRIFÍCIOS

(AINDA NÃO OCORREU)

Quando começarem a sacrificar no templo, vai começar a 7ª semana: 7 anos

Na metade deles virá a desolação.

Encerra o contínuo sacrifício e é posta a abominação desoladora.

Dn. 9:27 // Dn 12:11 // Mc. 13:14 // Mt 24:15-22

 

TEXTO: GEN. 32:22-28

1. INTRODUÇÃO:

1 – Por que estudar Israel?

 

Poço de Jacó

–  Jesus, a água da vida

Rio Jordão

–  lugar do batismo de Jesus

Belém

–  cidade pequena, mas onde Jesus nasceu

Monte das Oliveiras (baixa altitude)

–  Getsêmani, a agonia de Jesus por nós.

Gólgota

–  testemunho vivo da morte de Jesus

Deus usa Israel para um grande plano:

a – trazer ao mundo a sua Palavra

b – trazer ao mundo o Salvador (Jesus)

c) Israel nos anuncia o tempo profético em que nos encontramos: um relógio de Deus.

Os limites de Israel: ao Norte com o Líbano e Síria; ao Sul com Egito; a Oriente (Leste) com paises árabes; e a Ocidente (Oeste) com o Mar Mediterrâneo (ver Mapa: a Rota de Abraão).

2. QUEM É ISRAEL:

Suas raízes já na eternidade (vide mapa da figueira, destacando-a como símbolo de Israel).

Noé, Sem, Terá, Abrão. Terá habitava com Abraão em Ur dos Caldeus, no Golfo Pérsico; por orientação do Senhor foram habitar em Harã; ali Terá morre e o Senhor orienta a Abraão que deixe sua terra e sua parentela e lhe obedecendo vai morar em Canaã (terra de Israel).

Deus lhe faz promessas:

n  “far-te-ei uma grande nação” (capacidade bélica? vasta extensão territorial?)

n  “em ti serão benditas todas as famílias da terra”

n  A descendência de Abrão como a areia do mar (Israel) e como as estrelas do céu (igreja): também seria chamada “filhos de Abraão pela fé”. Não uma fé Israelita, mas uma fé decorrente da disposição de fazer a vontade de Deus.

Abraão gera a Isaque com 100 anos (Sara com 90), o filho da promessa (milagre), demonstrando que gerava um povo dele mesmo; não buscava dentre as nações que já existiam. Isaque gera Esaú e Jacó e Jacó compra a primogenitura (Jacó demonstrava preocupação com a Eternidade, com que Esaú não se preocupa e foi achado profano diante de Deus).

Jacó vai morar em Harã porque após receber a benção do ” primogênito ” Esaú se consolou dizendo que quando Isaque morresse, mataria Jacó. Jacó mora 20 anos com Labão seu sogro, casa-se com Léa e Raquel e tem filhos delas e de suas servas (era permitido então); retorna a Israel com onze filhos e uma filha. O décimo segundo filho nasceria na terra de Israel. No retorno orientado por Deus, encontra com os anjos em Maanaim e chega ao ribeiro de Jaboque. Atravessa o vau de Jaboque com tudo o que tem (suas duas mulheres, suas servas, seus respectivos filhos, suas ovelhas, seus carneiros e seus camelos) e retorna ao vau de Jaboque e ali luta com um varão (anjo do Senhor), porque encontraria com seu irmão Esaú que temia. Ao amanhecer o anjo quis ir embora e Jacó disse que somente o deixaria se Ele o abençoasse. Então o anjo lhe perguntou o nome e ele confessou: ” Sou Jacó “, e o Senhor lhe disse: ” Não se chamará mais o teu nome Jacó (suplantador), mas ISRAEL (aquele que luta com Deus); “pois como príncipe lutaste com Deus e os homens, e prevaleceste “.

3. O POVO DE ISRAEL E A TERRA DE ISRAEL: Na época, seu filho José é vendido para o Egito e depois levantado como Governador de toda terra do Egito. Por ocasião de uma grande fome na terra a família de Israel habita no Egito por 430 anos. No fim desses anos o Senhor levantou Moisés que tirou o povo do Egito e o reconduziu até a terra de Canaã, ou a terra de Israel e habita ali. A terra é dividida de acordo com os nomes dos filhos de Israel (Jacó), gerando as doze tribos de Israel e as respectivas possessões na terra de Israel que receberam o mesmo nome das tribos.

Moisés ensina ao povo a forma de vida orientada pelo Senhor e Deus faz um concerto com Israel (povo) dizendo que se eles fossem fiéis, cumprindo as suas orientações, o Senhor seria o seu Deus. Todos os dias de Moisés e Josué servem fielmente a Deus, mas depois começam a se afastar do Senhor. Muitos anos depois, desviam inteiramente de Deus, a ponto de o Senhor permitir a destruição do Templo construído em Jerusalém em local orientado pelo Senhor. A grande parte do povo morre e uma parte é levada ao cativeiro. Lá no cativeiro (Babilônia) o povo se redefine, busca ao Senhor que os leva de volta à terra de Israel e o Templo é reconstruído no único lugar revelado (Monte Moriá em Jerusalém).

Nessa altura é bom observar que existe a terra de Israel, o patriarca Israel (Jacó), e povo de Israel; existem as tribos de Israel e as possessões (posses da terra de Israel) de mesmo nome das tribos.

O povo esfria outra vez na fé. O Senhor diz em Jer. 31:31 que Israel anulou o concerto que fizera com Ele e dá a promessa de um novo concerto. fala que enviaria um Messias (um profeta da parte de Deus que salvaria o povo de Israel).

 

4. O NOVO ACORDO – O MESSIAS: As escrituras falam de dois aspectos distintos do Messias:

– O primeiro aspecto: é aquele esperado por Israel: Um Rei, valente como Davi, poderoso, magnífico como Salomão, da descendência de Davi, que vem para restaurar o governo à casa de Israel, tomando-o de quem estiver reinando; EM CONTRA-PARTIDA JESUS ENCONTRA UM ISRAEL POLÍTICO: SÓ TRADICIONAL, UM ISRAEL SEM DEUS.

– O segundo aspecto: é do Messias sofredor, da forma como o Senhor Jesus veio, não servido, mas para servir e dar a sua vida pelo mundo.

Por esta razão, profética, Israel não reconhece Jesus como seu salvador, rejeitando-o (Jo. 1:11-12 – ” Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus “).

Rom 11, revela o projeto de Deus contido na sua eterna sabedoria: Veio para Israel; Israel o rejeita; na rejeição de Israel Ele admite os gentios (outras gentes que não são Israel e que passam a compor a Igreja do Senhor Jesus Cristo); os gentios que foram antes desobedientes a Deus alcançaram misericórdia a nós que éramos desobedientes, também demonstrará misericórdia a Israel – num determinado tempo (fim dos tempos). Então a escritura diz: Rom. 11:32 – ” Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia “. COMO DEUS FOI MISERICORDIOSO COM OS GENTIOS, SERÁ TAMBÉM COM ISRAEL. Deve-se, entretanto, observar que o endurecimento veio EM PARTE sobre ISRAEL (por exemplo, os discípulos eram judeus).

5. COMO SUCEDERAM ESSAS COISAS, NO TEMPO ? QUAIS OS PLANOS DE DEUS PARA A IGREJA E ISRAEL ? Conforme já vimos em outras aulas, Deus usa sua rica Palavra para falar, dando significação à sua linguagem: os números tem significado, a mulher, o homem, o esposo, a esposa, os metais, as cores, enfim tudo. As arvores também tem significado: a Figueira representa a nação de Israel (não importando sua posição com ralação a deus); é chamado “Israel Político”;

 

1. a Videira representa a Igreja (Eu sou a videira verdadeira e vós sois os ramos…).

Uma particularidade da figueira que difere das demais árvores é que ela não dá primeiro as flores para depois dar os frutos, mas dá o fruto direto sem dar flores, representando até nisso, que Israel não possui dons espirituais e dá o fruto direto (explicar).

O senhor Jesus com os seus discípulos passa perto de uma figueira (quem é a figueira?):

Mat.21:18-19: ” E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome: e, avistando uma Figueira perto do caminho, dirigiu-se à ela, e não achou nela senão folhas: E disse-lhe: nunca mais nasça fruto de ti. E a FIGUEIRA secou imediatamente. “ dai em diante Israel deixaria de ser povo do Senhor, dando lugar à Igreja. O efeito viria um pouco mais tarde, dentro do contexto do diálogo de Pilatos com os judeus:

Mat. 27:24-25: ” Então, Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão dizendo: Estou inocente do sangue deste justo: considerai isto. E, respondendo todo o povo, disse: O SEU SANGUE SEJA SOBRE NÓS E NOSSOS FILHOS. “

Efetivamente, no ano 70 DC, o Gen. Tito após prolongado cerco, entra em Jerusalém matando a grande parte dos judeus, varrendo-os da face daquela terra. Uma outra parte foi levada ao cativeiro. Outra parte fugiu desesperada e desordenadamente, ficando dispersa para todas as partes do mundo. Era a dispersão, ou a diáspora. Israel desapareceu conforme as profecias. Sua terra passou a outros povos sucessivamente até o presente século, cumprindo as profecias. Cumpre-se também a Palavra do Senhor Jesus:

Mat. 23:37-38: ” Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e tu não quizeste! EIS QUE A VOSSA CASA VAI FICAR-VOS DESERTA. “

Entretanto, o Senhor Jesus fala a respeito da restauração de Israel (as escrituras do Velho Testamento também falam): Quando discorria sobre os sinais de sua volta Ele falava do que conhecemos como a PARABOLA DA FIGUEIRA:

Mat. 24:32-33: ” Aprendei pois a parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente quando virdes todas estas coisas, sabei que Ele está próximo às portas. “

Isso significa em primeiro lugar que Israel será restaurado como povo na época da volta do Senhor Jesus. Mas por outro lado, significa também que um grande sinal da volta do Senhor Jesus, é a restauração de Israel, voltando a se recompor como nação e tomando posse de sua terra. Este é um grande motivo porque estudamos Israel, que sendo um povo escolhido por Deus, detém sinais proféticos para a Igreja. Israel funciona como um relógio do tempo para a Igreja.

6. O PLANO DE DEUS ATRAVÉS DO TEMPO: Apresentamos o mapa da Figueira contando o tempo desde Adão até o milênio:

Período das raízes de Israel: Desde Adão até Abraão (2.000 anos);

Período de Israel florescente: De Abraão a Jesus (2.000 anos);

Período da Igreja ou dos Gentios: De Jesus ao arrebatamento (2.000 anos) Período obscurecido para Israel.

Observamos que esses 6.000 anos contados de 2 em 2 mil anos são arredondados

(Do dia e hora ninguém sabe).

Após o arrebatamento contam-se 7 anos: Nesse período a Igreja estará nas bodas do Cordeiro; Israel vive a grande tribulação juntamente com quem estiver no mundo; até a metade desse período é “Paz e prosperidade” para Israel e então o Anticristo desejará assentar-se no trono de Deus no Templo e Israel não admite, vindo a grande perseguição e tribulação; no fim dessas coisas todas as nações do mundo sob comando do Anticristo marcharão contra Israel (à semelhança do que foi feiro com o Iraque). Só haverá uma saída para Israel: O Messias voltar. Então Jesus vem com a Igreja e vence os inimigos de Israel e estabelece o milênio: Durante 1.000 anos Jesus governará a terra, tendo a seu lado Israel e a Igreja (dança de Maanaim – dois exércitos – exércitos com duas bandeiras: Israel e a Igreja).

 

7. O QUE É NECESSÁRIO OCORRER DENTRO DA PROFECIA PARA A VOLTA DO SENHOR JESUS ?

7.1. Israel voltar a ser povo e tomar posse da terra (o brotar da figueira).

Movimento sionista – 1897 – Theodore Hertzl, Basiléia, Suíça. O retorno ocorreu em 1948, quando a ONU votou a criação do Estado de Israel; O representante – brasileiro, Osvaldo Aranha, deu o voto de minerva decidindo favorável a Israel, aconselhado por um irmão evangélico brasileiro. Gen 12:5 Abençoarei os que te abençoarem…

O DIA 14/05/1948: “Acaso se formará uma nação em um só dia?…”

7.2. Israel tomar posse da Cidade Velha de Jerusalém. Na ocasião da posse da terra houve uma batalha com os árabes e Israel não conseguiu tomar posse da Cidade velha de Jerusalém, mas somente da Cidade nova construída ao redor da Velha após os dias do Senhor Jesus. A Cidade Velha foi conquistada em 1967 na Guerra dos Seis Dias, diante de risos e choros; Naomi Shemer escreve a canção: “Jerusalém de Ouro” que abalou os corações dos que “amam Jerusalém”. CUMPRINDO-SE EM, NOSSOS DIAS O “TEMPO DOS GENTIOS”. Lc. 21:24

7.3-Israel tomar posse do local do Templo e edificá-lo. O local do Templo é o Monte Moriá, onde Davi sacrificou (Eira de Ornã) e onde Salomão construiu o primeiro Templo, único lugar aceito e revelado por Deus. Presume-se que esse local é onde está construída a Mesquita de Omar – Templo muçulmano, onde Israelitas são proibidos de aproximar, e guardado por soldados. Essa foi uma providência de Deus para que Israel só construa o templo e sacrifique após o arrebatamento da Igreja para quem o único sacrifício aceito é do Senhor Jesus.

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