Vestes Sacerdotais – Parte 1

Vestes Sacerdotais – Parte 1

As vestes foram instituídas para “glória e ornamento”, falam imediatamente de Jesus. Cada detalhe mostra Jesus Cristo e seu ministério em nosso favor. As vestes de Arão são apenas uma aparição, um espectro, uma semelhança da redenção. E nesta vestes se desdobra o esplendor escondido e insuspeito da glória do sacerdócio de Cristo, cujo desenho foi feito com sabedoria. De Arão até a destruição do Templo houve milhares de sacerdotes e mais ou menos 80 Sumo-sacerdotes. Mas só houve em todo o tempo, um único Sumo-sacerdote.

 As vestes eram em número de sete:

1 – A túnica de linho: Aquele que é perfeito e a humanidade de Jesus

2 – A veste com campainhas e romãs (o manto): testemunho e força vital

3 – A estola ou éfode. Fala de um único sacerdote

4 – O cinto: o que serve. Inseparável dos que ama.

5 – O peitoral: A Jerusalém Celestial

6 – A mitra: O que obedece

7 – A coroa de ouro – o Santo

            A túnica longa de linho fino até os pés, bordada, porém simples e não muito elaborada, formava um contraste com a estola. O branco do linho inimitável, perfeição e pureza do Homem Cristo Jesus. O mundo vê Jesus de Nazaré como o homem comum mas reconhece que nenhum homem falou como este homem. Padrão divino tecido dentro do linho de sua humanidade.

O linho revela a verdade só encontrada em Jesus sem pecado. Este linho nunca mais foi visto desde os tempos de Arão. Tecido egípcio que data de 2.500 anos a.C. Sua técnica morrendo com os egípcios e não foi revelada a mais ninguém. Assim é Jesus – o único que jamais será repetido.

            Característica do linho: a semente lançada na terra. Morte, após a morte vida – houve morte e ressurreição, para depois servir de glória e ornamento nas vestes sacerdotais. Esse linho passava por muitos processos. Fala de Jesus o Justo.

O manto

Completamente azul. Não um azul celeste, mas como diz em Israel “tekelet” um azul violáceo, da cor do céu, de Israel, ao entardecer. Ele vive eternamente ao caráter e ao serviço celeste do nosso Senhor e Salvador. Veio do céu e para lá voltou. As campainhas de ouro, imagens do seu testemunho. O sonido como que um som que vem do santuário celeste, como que a atestar: Ele morreu, ele vive!

            O vento impetuoso no dia de Pentecostes, como uma mensagem celeste que trouxe o testemunho de Cristo glorificado: 3.000 almas sacudidas naquele dia recebendo a salvação de Jesus Cristo. As romãs frutos de Israel que crescem no alto e não como os do Egito que eram rasteiros com seus suculentos grãos são uma bela imagem de força vital e da fertilidade. Recebem a luz do sol. Falam de fertilidade, de um corpo, os grãos acoplados uns aos outros.

O éfode

Eram duas partes ligadas pelos ombros e descia até os joelhos. O termo hebraico “hubar” significa que esta ligação era inseparável, indivisível. O Salmo 122 tem essa imagem com relação à cidade de Jerusalém, “edificada como uma cidade sólida”, o que significa uma cidade indivisível, inseparável da Jerusalém celestial.  Bordado com lâminas de ouro, fios de azul, púrpura, carmesim e também do linho branco. Descia até aos joelhos. Era bordado e costurado, uma obra prima de esplendor, de glória e ornamento.

            Imagem do Filho de Deus, da glória de Deus: “Tu és meu filho e hoje te gerei”. Fala de sua exaltação, o seu sacerdócio foi cheio de autoridade, aquele que nomeou Arão naquele ofício, colocou agora, Cristo em seu lugar.

            O éfode de um certo ângulo parece todo de ouro, refletindo raios de luz; a cada movimento do sacerdote revelava a glória e o ornamento de sua construção. Visto de outro ângulo parecia todo de linho, azul, púrpura, carmesim e branco. Não significava dois éfodes, mas um. Havia porém dois materiais revelando as duas naturezas de Jesus – o ouro sua divindade e o linho sua humanidade.

            Nenhum desses materiais poderia se separar sem danificar um ao outro. Separá-los seria destruir o éfode. As duas naturezas de Cristo também não podem ser separadas.  É como o próprio éfode ligado pelos ombros (hubar), de forma inseparável. Não podemos separar sua divindade do poço de Jacó, da tempestade do Mar da Galiléia ou do túmulo de Lázaro. Somente ele, como mostra o éfode é Deus e Homem, uma só combinação para perfeição. As cores já abordadas anteriormente.

            O ouro – perfeição, tipificando sua divindade o mais precioso dos metais, com qualidades que outro metal não possui. Fala ainda da glória divina da pessoa de Jesus, da glória divina como Sacerdote, da glória divina da Arca e do Propiciatório.

            O azul do céu – distância sobre distância até o infinito. Jesus não tem limites. Não tem passado que tivesse um começo, nem futuro que tivesse um fim. Ele vive desde a criação do mundo. Igual a Deus. O horizonte do judeu era limitado ao Pai Abraão, mas Jesus diz, que antes que Abraão o fosse, Eu era.

            O carmesim – a cor do homem que representa a natureza de Adão. “Adam” significa vermelho. A terra de Israel é vermelha. O carmesim simboliza o que é carnal, a natureza humana. Isto foi feito em Esaú que era vermelho e que vendeu o direito de primogenitura por um prato de lentilhas vermelhas. Ele era conhecido como um homem carnal, com apetite carnal, sem inclinação espiritual. Isaías diz: “que ainda que os vossos pecados sejam como o carmesim , eles se tornarão brancos como a neve”. É também a cor que revela a profundidade da humilhação de Cristo – Ele era de Deus e do céu – ouro e azul, – tornou-se filho do homem – vermelho.

A palavra carmesim vem de um verme vermelho. Produz os seus ovos troncos dos carvalhos, depois de secos são triturados e obtida assim a cor. E Jesus desceu “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte de cruz” (Fil. 2:8) (Sal. 22:6).

            A palavra éfode é usada 27 vezes em êxodo. Deve ter uma importância particular para Deus, e os 14:09 adverte: “Quem é sábio que entenda essas coisas, quem é prudente que as saiba …”. Sobre Arão disse Deus: “Eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel para ser meu sacerdote, para subir ao meu altar, para queimar o incenso e para trazer a estola sacerdotal perante mim”. Mas Israel está hoje debaixo de uma profecia: “Os filhos de Israel ficarão muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício e sem éfode” (I Sam 2:28). É portanto, um povo sem estola sacerdotal e por isto Israel ainda vai sofrer um novo holocausto.

            A junção dos ombros da estola ou éfode era notável, apresentava duas pedras preciosas de ônix (o ônix na antiguidade era o diamante negro que se formava no seio da terra, em sofrimento, no calor das Rochas Vulcânicas)  engastadas em ouro, onde estavam gravados, em ambos os conjuntos, os nomes dos filhos de Israel, relacionados segundo o seu nascimento.

O Senhor pelos seus sofrimentos, pelo que ele passou na cruz do Calvário – o crivo do altar do holocausto, onde só Deus poderia penetrar e saber o que estava acontecendo ao seu filho naquela hora de tão grande angústia – igualmente trás os nossos nomes no seu ombro, local da força, do poder, da energia, escritos com o seu sangue que é como se fora o próprio diamante. 

Isto mostra que pelo sangue de Jesus fomos comprados , resgatados, e jamais esquecidos de Deus, quando do nosso novo nascimento. Nosso pai no céu pensa sem cessar em seus filhos “Todavia não me esquecerei de ti” (Is. 49:15). Esta promessa está tipicamente gravada nos nomes destas pedras de ônix, as quais são “pedras de memorial”.

            “E porás as duas pedras nas ombreiras da estola sacerdotal por pedras de memória aos filhos de Israel: e Arão levará os seus nomes sobre ambos os seus ombros para memória diante do Senhor”. Ex. 28:12, Is. 44:21. Cada raio de luz que incidisse sobre Arão caia sobre os nomes do povo de Arão.

O peitoral

Acima da cintura – era feito dos elementos da estola. Ali também estava o ouro, o azul, púrpura, o carmesim e o linho branco.

Tinha a forma quadrada “QUADRADO – Era dobrado fizeram o peitoral e o seu comprimento de um palmo e a sua largura de um palmo dobrado” (Ex. 29).

Tinha a medida perfeita para cobrir o peito do Sacerdote e ficava no coração  do mesmo. O peitoral estava ligado ao éfode por 6 argolas de ouro com um cordão azul para que estivesse sobre o cinto trabalhado do éfode, de forma que não se separasse do mesmo. Ex. 39:8. Seis é o número do homem. O intimamente ligado ao que representa a divindade de Deus, o ouro, através de Jesus Cristo nosso Sumo-sacerdote.

Os dois anéis de cima ligavam-se por uma corrente de ouro às pedras do ombros. Os dois inferiores ligavam-se por fitas azuis às duas argolas de ouro do éfode. Mais uma vez, ouro e azul, revelando divindade e graça.

Os de cima significavam Deus santo exigindo justiça que é encontrada em Jesus Cristo; em baixo: o homem necessita de misericórdia e graça encontrada só em Jesus Cristo: “Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor: eu fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas e me inclinei para dar-lhes de comer”. Os. 11:4.

As pedras do ombro estão unidas às do peitoral por cordas de ouro, mostrando a indissolubilidade com que estão ligadas uma com as outras. Qualquer movimento dos ombros ou qualquer batida do coração agitam o peitoral. Isto significa que os atos da força do Senhor estão ligados aos conselhos da sua misericórdia e graça sobre nós. Os santos jamais se afastarão da misericórdia do Grande Sumo-sacerdote . Os seus ombros mantém-nos da queda e o seu amor nos enche com inexcedível alegria.

O tecido dobrado e fechado na base e nos lados, aberto em cima, formava uma espécie de bolso onde o sacerdote guardava o Urim e o Tumim (Ex. 28:30). Em nenhum lugar da palavra há referência de que Urim e Tumim fosse pedras, nem podia, pois o sacerdote não iria jogar dados.

O peitoral era ornado com 12 pedras preciosas. Essas pedras faiscavam com o brilho e eram vestes sacerdotais.

As pedras preciosas pela riqueza e brilho eram os mais apropriados elementos terrenos que mais poderiam retratar a glória na qual Israel estava para ser transformado como possessão de Jeová (Ex. 19:5). As cores e o material do éfode respondiam as cores e texturas das cortinas do santuário indicando o serviço representado no santuário pela pessoa que vestia o éfode e o ouro de cujo material era feito marcava a glória daquele serviço. Estas pedras, quatro fileiras de três cada uma, eram: primeira fileira: sárdia (cornalina), topázio, carbúnculo; segunda fileira: esmeralda, safira, diamante; terceira fileira: jacinto, ágata, ametista; quarta fileira: turquesa, sardônica, jaspe. 

Diferentes umas das outras. Cada um refletia uma cor diferente, quando a luz do Candelabro refletia sobre elas.

O nome do peitoral vem do próprio lugar onde ele estava colocado, sobre o peito do sacerdote e a palavra diz que ele devia ser colocado com cuidado sobre o éfode, pois que deveria permanecer imóvel sobre o peito. Os torsais com os anéis de ouro e os cordões em azul asseguravam a posição correta.

 A expressão “o peitoral de juízo” indica a “administração do juízo” ou o “pronunciamento do juízo “, para trazer juízo aos filhos de Israel diante do Senhor. O nome dos doze filhos de Israel estava sobre os ombros e sobre o coração do sacerdote.

As respostas de sabedoria e decisões de Deus eram dadas pelo Urim e Tumim (verdade) os quais não eram distintos do peitoral, mas colocados nele, e não meramente suspenso, diferente do sentido de I Sam. 6:8 ou II Sam. 11:16, conforme a LXX que afirma colocar ou pôr alguma coisa dentro de outra, e não meramente colocar uma coisa sobre a outra. Urim e Tumim tinham ligação entre si. A LXX traduz estas palavras como Revelação e Verdade. Urim significa luz, Tumim significando integridade, inviolabilidade e perfeição.  

Link da Segunda parte do estudo AQUI!

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