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Onde está o Cordeiro – Gênesis 22:7

 Onde está o Cordeiro

“Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto”? Gênesis 22:7

Introdução

O projeto de Deus para a vida do homem é muito simples. A figura que Deus sempre usou desde os primeiros dias foi a do Cordeiro; a ênfase sempre foi o Cordeiro.

Quando Deus falou com Caim e Abel, Ele queria uma dádiva. Caim oferece o fruto da terra, Abel oferece o cordeiro (Paulo escreve mais tarde aos hebreus falando deste ato, uma comemoração por aquilo que foi feito por Abel: “…o sangue que até hoje fala”, ou seja, demonstrando que era a figura que Deus escolhera – o Cordeiro).

O Texto que lemos está relacionado com Abraão e Isaque. Abraão já idoso, casado com Sara também idosa, e um dia Deus promete um filho a eles. Nasceu o menino Isaque. Algum tempo depois, Deus pede a Abraão que sacrifique Isaque. Aquilo foi um fato notório que marcou não só a vida de Abraão, mas de todo o povo de Israel até os nossos dias. Era seu único filho e Deus lhe pedia para que o sacrificasse.

A Pergunta feita Por Isaque

No momento que Abraão sobe com Isaque para imolá-lo ao Senhor, Isaque diz: “A lenha e o fogo estão aqui, o altar está pronto, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”.

Em todos os momentos do projeto de Deus para o homem, nos momentos mais decisivos, a figura do Cordeiro estava sempre em evidência, não só no texto que lemos. Quando Jacó vai oferecer alguma coisa a seu pai, enquanto Esaú, que tinha o direito da primogenitura foi para longe buscar uma caça para fazer o guisado que o “velho” Isaque queria, a mão de Jacó diz para ele ir depressa apanhar o cordeiro (estava no quintal, no redil) para que matasse o cordeiro.

A Figura do Cordeiro

No fato narrado de Abraão com Isaque:

vemos a figura do Cordeiro. Deus marcando o homem na sua individualidade, ou seja, Deus e o homem individualmente.

Quando Isaque abençoa a Jacó:

Outra vez a presença do Cordeiro, mas agora era a transmissão da herança patriarcal, Isaque estava transmitindo para Jacó a herança do patriarcado. Onde estava o Cordeiro neste fato? Estava mais uma vez presente e ali pertinho, no quintal.

Na saída do Egito:

Mais tarde vemos um terceiro fato e novamente a pergunta: Onde está o cordeiro? Era a saída do povo de um cativeiro de quatrocentos anos no Egito. E sair como? Qual o sinal da saída? Como sair sem ser atingido? Então veio a orientação: “mata o cordeiro”, coloca o sangue na verga, nos umbrais das portas e coma o cordeiro, ou seja, vem a orientação a respeito do Cordeiro. Israel já era um povo liberto, mas era necessário o Cordeiro.

A figura do Cordeiro vem se solidificar quando Jesus vem ao mundo e é visto e apontado por João Batista no Jordão quando ele diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. O Cordeiro foi morto.

Jesus vem ao mundo, morre na cruz e estabelece uma nova ordem de coisas. Agora a salvação para o homem, todos os que aceitassem, que participassem do Cordeiro, quando Jesus pega o pão e o vinho e usa a figura desses elementos para simbolizar Sua morte até que Ele viesse.

Aqui já é a instituição da Igreja, da universalidade do Evangelho, a graça do Senhor derramada sobre o mundo para salvar o homem e o entendimento de que Deus usa a figura do Cordeiro em todos os instantes para marcar a vida daqueles que ele ama.

A Grande Pergunta que Hoje pode ser feita

A Igreja está entrando em seu terceiro milênio, embora a contagem feita pelo homem não seja precisa, neste momento o que interessa para a Igreja é que ela tem toda a compreensão de que o relógio de Deus marca com precisão um momento que é o momento da Igreja, o momento em que Jesus vai buscá-la, é a saída da Igreja deste mundo. Não estamos precisando dia ou hora, mas Jesus fala de uma geração que não passará, e é a geração dos fatos que estão aí para todo mundo ver.

A Igreja vai sair deste mundo? Vai ser arrebatada?

Sim, claro. Todos os profetas, apóstolos e o próprio Jesus, apontaram para este acontecimento, mostraram que o lugar da Igreja não é aqui, é o projeto de Deus para o homem, mas a pergunta é feita: “Onde está o Cordeiro?”.

Abraão era a marca da obediência, da fé que ia se instituir para a eternidade, que levaria o homem a conhecer a salvação através de Jesus (o Cordeiro). Na vida de Jacó a marca era a herança patriarcal (Abraão, Isaque, Jacó), o Cordeiro presente. Mais tarde a bênção da saída do povo de Israel do Egito a marca nunca deveria ser esquecida, ou seja, o Sangue do Cordeiro na verga das portas e o Cordeiro comido, dentro de cada um; era agora um povo liberto, uma grande nação, um povo com identidade que ia para sua própria terra.

Jesus vem ao mundo (o Cordeiro), o tempo passa, a luta da Igreja se transcorre em todas as épocas e agora ela se prepara para o arrebatamento. As evidências e os sinais estão presentes, mas onde está o Cordeiro? Será que está nos grandes ajuntamentos? Nas liturgias? Nas dispersões? Nas máscaras que o homem faz para enganar? O Cordeiro está com aqueles que estão ouvindo Sua voz!

a)  Quem está Ouvindo a Voz do Cordeiro?

O apóstolo Paulo escreve que ao toque da última trombeta a Igreja será arrebatada. Então ouvir a trombeta, conhecer os toques da trombeta é fundamental para a Igreja que vai subir. O toque será ouvido individualmente (é a experiência pessoal de cada um), é a trombeta de Deus.

A Igreja (Obra) está mostrando uma coisa diferente que o mundo não pode mostrar porque é necessário que ela ouça e esteja sintonizada e em condições de ouvir o toque da trombeta.

A Palavra diz que nos momentos finais a trombeta tocará. Os sinais estão aí, o primeiro toque ninguém ouviu, a mesma coisa aconteceu com o segundo e o terceiro, mas o quarto toque a Igreja tem que estar atenta para ouvir, pois este toque está relacionado com a eternidade, com o encerramento do projeto de Deus com a Igreja aqui no mundo.

Mas como ouvir a trombeta? Onde está o Cordeiro?

No Velho Testamento a trombeta era feita de chifre de carneiro.

Então primeiramente o carneiro (Cordeiro) tinha que estar morto, ou seja, em primeiro lugar, quem não conhece o sacrifício de Jesus, quem não tem experiência com a morte e ressurreição d’Ele não vai ouvir o toque da trombeta. Não é simplesmente vir a Igreja, ouvir um louvor, uma mensagem, mas sim, ouvir o som da eternidade que é difícil de ser ouvido num mundo conturbado como hoje.

A primeira coisa necessária para se poder ouvir o toque da trombeta é estar identificado com a morte do Cordeiro, saber porque Jesus morreu e ressuscitou, ter experiência com este fato, saber que Ele veio para derramar Seu Sangue, e o derramamento de Seu Sangue foi para nós o derramamento de Seu Espírito (Vida) sobre nós. Cristo em nós.

A mesma experiência que Abraão teve quando ia imolar Isaque pois o Cordeiro estava ali presente vivo. A experiência de Jacó que também tem a presença do Cordeiro vivo, no quintal (obediência). A experiência do povo na saída do Egito, o Cordeiro estava presente em cada família. Agora, na saída da Igreja o Cordeiro está presente. Onde está o Cordeiro?

Depois era necessário que o chifre fosse levado ao fogo para tirar as impurezas de dentro e de fora, ou seja, os restos de carne, do cheiro da carne que é cheiro de morte (pecado).

Era mudada a forma do chifre duas vezes, primeiro para ser limpo, depois para ser usado.

O sacerdote fazia um orifício para a passagem do ar e não podia ser de qualquer tamanho, era proporcional ao tamanho do chifre. É a preparação do homem para ser usado como trombeta de Deus. Deus tira a forma do pecado, limpa por dentro e por fora, e dá a forma d’Ele para poder usar o homem. E como é o toque da trombeta? A trombeta é o próprio Cordeiro, o sopro é do Espírito, o som é a Palavra do Pai. Onde está o Cordeiro? Na Trindade presente no meio da Igreja, o orifício é o canal que liga o coração do homem à eternidade de Deus, Deus fala e o homem sabe que é Ele quem está falando.

b)  Só a Igreja Conhece o Som da Trombeta

É interessante que Israel usava muito as trombetas para vários tipos de anúncios ao povo, toques curtos, prolongados, alternados, enfim, de diversas formas para avisar alguma coisa importante ao povo. O detalhe é que como os toques eram como códigos, o inimigo não conhecia de modo nenhum o que é que o som da trombeta estava avisando.

Da mesma forma hoje o toque da trombeta é o mesmo, ou seja, só quem estiver afinado, sintonizado com o Cordeiro vai ouvir a trombeta, o toque de recuar, avançar, preparar para a guerra, etc.

A Obra do Espírito vive este exercício diariamente, o toque da trombeta, a voz do Pai através do Cordeiro que dá o sopro da vida (Seu Espírito), também através dos dons espirituais, que não são conhecidos pelo adversário, pois ele não sabe a linguagem dos códigos do Senhor com Sua Igreja.

Este é o momento mais extraordinário da vida da Igreja. Deus usa o homem como a trombeta d’Ele, e por isso a Palavra diz assim: “…se separares o precioso do vil, serás a boca de Deus” (a limpeza do chifre).

Quando nós começamos a entender isso, constatamos que se o cheiro da morte saiu, agora vem o sopro da vida (a morte do Cordeiro; a ressurreição tem que estar na vida da Igreja). É o anúncio feito pela Igreja (trombeta – boca de Deus) dos momentos solenes e especiais.

Onde está o Cordeiro? Será que Ele está em sua casa? Na sua vida? Na obediência? Nos lugares incertos do homem? Nas badalações? Nas festas profanas? Onde está o Cordeiro? Quantos estão preparados nesta hora? É um momento muito sério!

Os códigos estão sendo dados todos os dias no meio da Igreja, o momento é de definição pessoal, a trombeta está pronta para ser usada, a Igreja conhece o código da trombeta e o código é a Revelação, é aquilo que ninguém conhece e é um mistério para esta última hora, o mundo e o dono do mundo não vão ouvir porque não conhecem os mistérios da Igreja.

5 –        Novamente a Pergunta: Onde está o Cordeiro?

A Igreja sabe onde está o Cordeiro. Onde está o Cordeiro?

Está num sacrifício: salvação (Abraão e Isaque)

Está no fundo do quintal: na obediência (Isaque e Jacó)

Está numa saída: na libertação (Saída de Israel do Egito)

Fica a pergunta: “ONDE ESTÁ O CORDEIRO?”.


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