As cinco atitudes de Moisés – Hebreus 11:24–27

As cinco atitudes de Moisés – Hebreus 11:24–27

 As cinco atitudes de Moisés

HEBREUS 11: 24 – 27

Vs. 24- Pela fé Moisés, sendo já grande, RECUSOU ser chamado filho da filha de Faraó.

Vs. 25- ESCOLHENDO antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;

Vs. 26- Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.

Vs. 27- Pela fé DEIXOU o Egito, NÃO TEMENDO a ira do rei; porque FICOU FIRME, como vendo o invisível.

1ª – RECUSAR

2ª – ESCOLHER

3ª – DEIXAR

4ª – NÃO TEMER

5ª – FICAR FIRME

Houve um escultor que, ao esculpir uma estátua que chamou estátua de Moisés, percebeu que a obra de suas mãos estava tão bem feita, que pensou até que eventualmente poderia falar. E assim, dirigia-se a ela dizendo: “Fala Moisés!”

Quando lemos este texto sobre a fé de Moisés, encontramos cinco atitudes tomadas por ele pela fé, que marcaram sua vida e o levaram a ter  sua grande experiência com Deus. Assim, na verdade, Moisés nos ensina com apenas cinco palavras, que representam seus passos, o modo suficiente para nós também termos nossa grande experiência de um encontro com o Senhor. Não é Moisés, mas sim o Espírito Santo, quem fala aos nossos corações.

1ª – RECUSAR

  • A recusa só pode ser feita quando se faz uma comparação de valores. O que Moisés estava comparando ? – Os palácios, os tesouros, os banquetes, os exércitos do Egito… tinha tudo nas mãos para conquistar o mundo dos seus dias. Moisés seria o provável substituto de Faraó no Egito, pois era filho (adotivo) da filha de Faraó. Ao fazer uma idéia dos valores que ele tinha consigo era impossível, à luz da razão, imaginar como recusar tudo aquilo. 
  • Só que na avaliação de Moisés sobre aquilo que tinha nas mãos, era levado em consideração a satisfação de sua alma. Os anseios de sua alma estavam acima de tudo aquilo que havia no Egito, pois tudo que havia ali só lhe proporcionava o “gozo do pecado”, que era momentâneo e passageiro. 
  • Dar um exemplo do gozo momentâneo do pecado que o Egito lhe trazia: “há alguns anos atrás um arqueólogo passava por uma feira no Cairo, capital do Egito e, vendo uma peça arqueológica nas mãos de um menino, numa banca da feira, comprou-a por um valor irrisório. Ao submeter aquela peça a uma pesquisa, descobriu que se tratava de um cetro usado por um antigo Faraó”. Ali estava o valor passageiro das riquezas que Moisés recusou. 
  • O que Moisés recusou foi em função de que os anseios de sua alma não poderiam ser satisfeitos por valores terrenos e passageiros, mas sim por valores eternos. A nobreza de Moisés estava no fato de que o que ele queria estava mais alto e mais elevado do que aquilo que estava à sua disposição. 
  • “Sendo já grande” – uma recusa consciente, sem a interferência do pai ou da mãe, dos amigos, dos conceitos dos outros, etc. Esta é, pois, a primeira atitude de Moisés que ensina a pessoas como vocês jovens, que hoje estão aqui, “já grandes” o suficiente para levar tudo isso em consideração.

2ª – ESCOLHER

  • A escolha é algo que motiva a vida, é um imperativo da vida. É um ato consciente e nela mostramos aquilo que realmente somos e como nos posicionamos nas nossas decisões, enfim, aquilo que queremos. A escolha não pode ser imposta, mas, sim, ter que ser voluntária e espontânea. Por isso é um ato consciente.
  • A recusa e a escolha andam juntas. Se por um lado entender a recusa de Moisés já é difícil, por outro lado entender a escolha para ser “maltratado com o povo de Deus” é mais difícil ainda, visto que agora ele iria trocar o trono de Faraó que estava à sua espera pelas chicotadas dos egípcios sobre os hebreus, que eram tratados como escravos naqueles dias.
  • Os maus tratos com o povo de Deus são passageiros (Paulo fala deles como “leves e momentâneas tribulações), pois o Senhor nos garante logo a vitória, quando “morremos com Cristo” e podemos ter garantido o gozo eterno da alma, mas os sofrimentos do “gozo do pecado” são eternos e só assegura a morte, pois morrer sem Cristo, é tormento eterno para a alma. (Paulo disse: “Se sofrermos com Ele, com Ele reinaremos”). Esta era a recompensa que Moisés “tinha em vista”.
  • Aqueles que estão nos maiores palácios não têm a alegria que um servo do Senhor tem aqui nesta vida, ainda que seja a pessoa mais simples na terra. O gozo do pecado é passageiro, é fugaz, mas a alegria da salvação é duradoura e eterna.
  • “O vitupério de Cristo” – A palavra vitupério significa vergonha. Foi aquilo que o Senhor Jesus enfrentou para que a vergonha do nosso pecado pudesse ser coberta. Isso fala da paixão de Cristo, sua morte por amor a todos nós. Quando preferimos morrer com Cristo não passaremos pela vergonha eterna do pecado, mas tomamos posse do gozo da salvação e das riquezas da recompensa que vem do Senhor. (Paulo exclamou: “Se morrermos com Ele, com Ele viveremos”).

3ª – DEIXAR

  • Esta palavra (deixar) significa para Moisés um ato visível decorrente de sua recusa e consequente escolha, que eram atos invisíveis. Recusar o Egito, mas permanecer lá significava para ele a morte, pois Faraó queria matá-lo. Há uma sentença de morte no mundo contra o servo do Senhor, que, se ele não deixar as coisas do mundo, certamente morrerá.
  • Se fosse pela razão, aquilo que Moisés deixava no Egito, então ele estaria deixando: riquezas, glórias humanas, banquetes e festas, exércitos e poder, etc. Mas pela fé o que ele na verdade deixou foi: o gozo passageiro do pecado, que só trás tristeza para a alma e não alegria, um reino cuja glória acabou totalmente, pois o que é o Egito hoje ? Nem a língua egípcia daquele tempo existe mais, a cultura do Egito antigo também acabou, de modo que ninguém consegue reestruturá-la mais.
  • Também foi isso que o Senhor Jesus recusou e deixou, quando o mundo e sua glória lhes foram oferecidos. Em lugar de alegrias passageiras, Ele viu tristezas eternas, dores, discórdias, guerras em lugar de paz, trevas em lugar de luz e assim por diante.
  • Deixar o Egito é descomprometer-se totalmente com tudo o que existe lá, é desligar-se de todo o envolvimento com o Egito. (Paulo falou: “O mundo já está crucificado para mim e eu para o mundo”).

4ª – NÃO TEMER

  • Havia uma ameaça de morte de Faraó contra Moisés: “Quando vires o meu rosto, certamente morrerás”. 
  • Vivemos, como servos do Senhor, num mundo cheio de ameaças. Ameaças e perseguições tais como ser chamado de: cafona, quadrado, antiquado, fanático por igreja, etc. Não precisamos temer, porque a nossa vitória vem do Senhor.
  • A “ira do rei” é o juízo do mundo. Julga-nos condenando-nos. Mas o Senhor é quem nos trata com justiça.
  • Não tememos quando temos consciência da nobreza da nossa escolha. O que é mais nobre e menos vergonhoso: O servo chegar da igreja,  9 ou 10 horas da noite, com sua Bíblia na mão, ou a filha do vizinho chegar 2 ou 3 horas da madrugada com o namorado ? O servo sair de casa às 5:30 h da manhã, para ir à madrugada na igreja, ou o vizinho chegar nesse mesmo horário embriagado das farras com os amigos ? O que é mais nobre ?

5ª – FICAR FIRME

  • A recusa de Moisés e aquilo que ele deixou, foi algo visível. Porém como recompensa do Senhor, lhe foi dado o privilégio que homem algum jamais teve em toda a história da humanidade: Ver a Deus face a face, falar com Ele boca a boca e ver a Glória do Senhor passar à sua frente. Moisés viu o invisível. “Ficou firme, como vendo o invisível”.
  • Recusou o material, o visível e o passageiro, mas em compensação pode ver o espiritual, o invisível e o eterno.
  • Sua resposta à ameaça de Faraó foi: “Bem disseste, eu nunca mais verei o teu rosto”.
  • Esta é também a resposta que o Senhor quer que seus servos fiéis deem a este mundo, pois isto os fará permanecer firmes até o fim, quando o Senhor Jesus voltar: “Aquilo que  o olho não viu, o ouvido não ouviu e não subiu ao coração do homem, é o que o Senhor tem preparado para aqueles que o amam”.

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