Qual Luta você está Combatendo?
Pregação Expositiva em Mateus 7:25 – “E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.”
💡 Como usar este Esboço de Pregação
🟢 Ideal para: Cultos de encorajamento em tempos de provação, mensagens sobre perseverança na fé, estudos sobre o Sermão do Monte, mensagem para momentos de dificuldades e tentações.
Dicas de Uso:
- Situe o contexto do Sermão do Monte: Explique que o Senhor Jesus encerra Seu grande sermão com esta parábola. Após ensinar sobre o Reino dos Céus, Ele mostra que ouvir Suas palavras não basta; é preciso praticá-las. A diferença entre o sábio e o insensato não está na tempestade que enfrentam, mas no fundamento sobre o qual construíram.
- Mostre que as provas são universais: Tanto a casa sobre a rocha quanto a casa sobre a areia enfrentaram a mesma tempestade. Ser cristão não nos livra das dificuldades; nos prepara para enfrentá-las com firmeza.
- Destaque a importância do fundamento: A casa não caiu não porque a tempestade foi fraca, mas porque o fundamento era sólido. Enfatize que nossa segurança está em Cristo e em Sua Palavra praticada.
- O Apelo: Convide os ouvintes a examinarem sobre qual fundamento estão construindo suas vidas e a perseverarem nas lutas com fé no Senhor.
Introdução
O Sermão do Monte é o maior discurso do Senhor Jesus registrado nos Evangelhos. Ele ocupa os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus e contém ensinamentos importantes sobre o Reino dos Céus, a vida cristã e a vontade do Pai.
Ao encerrar esse sermão, o Senhor Jesus conta uma parábola simples, mas profunda. Ele fala de dois homens que construíram suas casas. Um edificou sobre a rocha; o outro, sobre a areia. Quando veio a tempestade, ambas as casas foram atingidas. Mas apenas uma permaneceu de pé.
O ponto central da parábola não é a tempestade, mas o fundamento. Ambos os construtores ouviram as palavras do Senhor Jesus. A diferença é que um praticou o que ouviu, e o outro não. A obediência à Palavra é o que determina se nossa vida permanecerá firme ou desmoronará quando vierem as provas.
“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mateus 7:24).
1. Desceu a Chuva – As Provas que vêm de Cima
O Senhor Jesus começa descrevendo a tempestade: “Desceu a chuva.” A chuva vem de cima. Ela não pode ser evitada, controlada ou impedida pelo homem. Simplesmente desce.
Na vida cristã, há provas que vêm do alto, permitidas pelo Senhor para testar e fortalecer nossa fé. Tiago 1:2-3 diz: “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência.”
Essas provas não são castigo. São parte do processo de amadurecimento espiritual. O Senhor permite que passemos por dificuldades para que nossa fé seja provada genuína. Assim como o ouro é purificado pelo fogo, nossa fé é refinada pelas provações.
José enfrentou a chuva quando foi vendido pelos irmãos e lançado na prisão. Mas ele não caiu. Davi enfrentou a chuva quando foi perseguido por Saul durante anos. Mas ele não caiu. Jó enfrentou a chuva quando perdeu tudo o que tinha. Mas ele declarou: “O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21).
A chuva vai descer sobre todos. A questão não é se virá, mas como estaremos preparados quando ela chegar. O fundamento sobre o qual construímos determinará se permaneceremos de pé ou cairemos.
“Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:7).
2. Correram Rios – As Forças que tentam nos Arrastar
O Senhor Jesus continua: “E correram rios.” Outras traduções dizem “transbordaram os rios” ou “vieram as enchentes.” Os rios representam forças que tentam nos arrastar, nos tirar do lugar, nos fazer perder o controle.
Quando alguém é levado por uma correnteza forte, perde o domínio do próprio corpo. A água o arrasta para onde ela quer, não para onde a pessoa deseja ir. Assim são certas forças na vida cristã que tentam nos dominar e nos levar para longe do Senhor.
Essas forças podem ser internas. O orgulho que nos faz pensar que somos melhores que os outros. A mágoa que nos prende ao passado e nos impede de perdoar. A vaidade que nos faz buscar a glória para nós mesmos. A rebeldia que nos leva a questionar a autoridade do Senhor sobre nossas vidas.
O rei Saul foi arrastado por esses rios. Seu orgulho e sua desobediência o afastaram do Senhor. Ele começou bem, mas não terminou bem, porque permitiu que forças internas o dominassem em vez de se submeter ao Espírito Santo.
O crente que está firmado na rocha não é dominado por essas correntes. Ele reconhece quando elas vêm e se agarra ao Senhor. Gálatas 5:16 orienta: “Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.” Quem anda no Espírito não é arrastado pelos rios da natureza carnal.
“Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12).
3. Assopraram Ventos – Os Ensinos que tentam nos Desviar
O terceiro elemento da tempestade são os ventos: “E assopraram ventos.” O vento é invisível, mas poderoso. Ele pode derrubar árvores, destruir casas, mudar a direção de quem caminha. E o mais perigoso: não se pode ver de onde ele vem nem para onde vai.
Na Escritura, o vento é frequentemente associado a ensinos falsos que tentam desviar os crentes do caminho da verdade. Efésios 4:14 adverte: “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.”
Durante a caminhada cristã, muitos ventos sopram. Ensinos que parecem bíblicos, mas distorcem a verdade. Movimentos que prometem experiências espirituais, mas afastam do fundamento da Palavra. Pessoas que falam em nome do Senhor, mas pregam a si mesmas.
Alguns crentes são derrubados por esses ventos porque não conhecem bem a Palavra. Quando vem um ensino diferente, não têm discernimento para avaliar. Acreditam em qualquer coisa que pareça espiritual e acabam sendo levados para longe da verdade.
Outros são derrubados porque olham para os homens em vez de olhar para o Senhor. Quando um líder falha, quando uma pessoa decepciona, eles abandonam a fé. Mas quem está firmado na rocha sabe que sua confiança não está em homens, mas no Senhor Jesus, que nunca falha.
“Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21).
4. Combateram aquela Casa – A Realidade da Luta Espiritual
O Senhor Jesus resume dizendo que todos esses elementos “combateram aquela casa.” A palavra “combateram” indica uma luta, um confronto, uma batalha. A casa não apenas foi atingida; ela foi atacada.
Isso revela uma verdade importante: a vida cristã envolve combate. Não somos apenas passivos diante das dificuldades. Estamos em uma guerra espiritual que exige resistência, firmeza e luta. 1 Timóteo 6:12 ordena: “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado.”
A chuva desceu, os rios correram, os ventos sopraram, e todos esses elementos se uniram contra a casa. Mas a casa resistiu. Ela não foi passiva; ela combateu de volta ao permanecer firme no seu fundamento.
O crente que está em Cristo não é vítima indefesa das circunstâncias. Ele tem armas espirituais para lutar. Efésios 6 descreve a armadura de Deus: o cinturão da verdade, a couraça da justiça, os sapatos do Evangelho, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito.
A luta é real, mas a vitória é certa para quem permanece no Senhor. O mesmo Jesus que descreveu a tempestade é aquele que acalmou o mar com uma palavra. Ele está conosco em meio à batalha, e Nele somos mais que vencedores.
“Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15:57).
5. Não Caiu – A Promessa da Perseverança
Depois de descrever toda a intensidade da tempestade, o Senhor Jesus declara o resultado: “E não caiu.” A casa permaneceu de pé. A tempestade passou, mas a casa continuou firme.
Essa é a promessa para todo aquele que edifica sua vida sobre a rocha. As provas virão, as tentações atacarão, os ventos soprarão, mas quem está firmado em Cristo não cairá. Não porque seja forte em si mesmo, mas porque o fundamento é inabalável.
O Salmo 125:1 compara os que confiam no Senhor ao monte Sião: “Os que confiam no Senhor serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.” O monte Sião não é movido pelos ventos ou pelas tempestades. Ele permanece firme, inabalável, seguro.
Isso não significa que não haverá dificuldades ou que não sentiremos o peso das provas. Significa que, mesmo em meio à tempestade, permaneceremos de pé. Mesmo quando tudo ao redor parecer desmoronar, nossa vida estará segura em Cristo.
A casa sobre a areia caiu porque não tinha fundamento adequado. Ela pode ter parecido tão bonita quanto a outra, talvez até mais impressionante por fora. Mas quando veio a tempestade, a diferença ficou evidente. Só permanece o que está edificado sobre a rocha.
“Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade” (Hebreus 12:28).
6. Edificada Sobre a Rocha – O Fundamento Que Sustenta
O Senhor Jesus explica por que a casa não caiu: “Porque estava edificada sobre a rocha.” A palavra “edificada” é importante. Não diz montada, armada ou colocada. Diz edificada.
Edificar é um processo que leva tempo. Envolve planejamento, trabalho, dedicação. Quem edifica uma casa precisa primeiro examinar o terreno, depois cavar fundo até encontrar a rocha, e então construir sobre ela pedra por pedra. É um trabalho demorado, mas o resultado é uma estrutura sólida.
O Senhor Jesus é a rocha. 1 Coríntios 10:4 afirma: “E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.” Edificar sobre a rocha significa construir nossa vida sobre Ele, sobre Sua Palavra, sobre Seus ensinamentos.
Isso acontece através de um relacionamento diário com o Senhor. Através da leitura e prática da Palavra. Através da oração constante. Através da obediência aos Seus mandamentos. Não é algo que acontece da noite para o dia; é um processo de toda a vida.
Há uma diferença entre montar e edificar. Montar é rápido, superficial, sem profundidade. Edificar é lento, profundo, com fundamento sólido. Muitos querem uma fé montada: rápida, fácil, sem custo. Mas só a fé edificada resiste às tempestades.
“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Efésios 2:20).
Conclusão
O Senhor Jesus encerra o Sermão do Monte com esta parábola porque Ele sabe que Seus ouvintes enfrentarão tempestades. A chuva descerá, os rios correrão, os ventos soprarão. Ninguém está isento das provas da vida.
A pergunta que cada um de nós precisa responder é: sobre qual fundamento estou construindo minha vida? Estou edificando sobre a rocha, ouvindo e praticando as palavras do Senhor Jesus? Ou estou construindo sobre a areia, ouvindo mas não obedecendo?
As tempestades revelam a verdade sobre nosso fundamento. Quando as provas vêm, fica evidente se nossa fé é genuína ou superficial. Mas não precisamos esperar a tempestade para descobrir. Podemos examinar agora mesmo nossa vida e fazer os ajustes necessários.
Se você percebe que tem construído sobre a areia, ainda há tempo de recomeçar. Volte-se para o Senhor Jesus, arrependa-se, e comece a edificar sua vida sobre a rocha. E se você já está firmado Nele, persevere. Continue edificando. Continue obedecendo. A tempestade pode vir, mas você não cairá.
“Portanto, todo aquele que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mateus 7:24).
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Por que Deus permite que passemos por tempestades?
O Senhor permite as provas para fortalecer nossa fé, nos amadurecer espiritualmente e nos tornar mais semelhantes ao Senhor Jesus. As tempestades revelam em que estamos firmados e nos ensinam a depender completamente Dele. Tiago 1:3-4 explica que a prova da fé produz paciência, e a paciência deve ter sua obra perfeita para que sejamos completos. As tempestades não são para nos destruir, mas para nos edificar.
2. Como posso saber se estou edificando sobre a rocha ou sobre a areia?
A diferença está na obediência. O Senhor Jesus disse que quem ouve Suas palavras e as pratica é como o homem que edificou sobre a rocha. Quem ouve mas não pratica é como o que edificou sobre a areia. Examine sua vida: você está vivendo de acordo com a Palavra do Senhor? Sua fé se expressa em obediência diária? As respostas a essas perguntas revelam seu fundamento.
3. O que fazer quando sinto que estou sendo arrastado pelos “rios” da tentação?
Reconheça que você não pode vencer sozinho. Clame ao Senhor por socorro e busque a força do Espírito Santo. Fuja das situações de tentação quando possível. Memorize versículos da Escritura para usar como arma espiritual. Busque a comunhão com outros crentes que possam orar por você e encorajá-lo. 1 Coríntios 10:13 promete que o Senhor não permitirá que sejamos tentados além do que podemos suportar.
4. Como posso me proteger dos “ventos” de falsos ensinos?
A melhor proteção é conhecer bem a verdade. Quanto mais você conhece a Palavra do Senhor, mais facilmente identificará o erro. Estude a Escritura regularmente. Busque ensino sólido de pastores e mestres fiéis. Não aceite qualquer ensinamento sem antes comparar com a Bíblia. E lembre-se: sua fé deve estar no Senhor Jesus, não em homens. Assim, quando alguém falhar, você não será abalado.
5. O que significa “edificar” a vida sobre a rocha na prática?
Significa desenvolver um relacionamento diário e profundo com o Senhor Jesus através da Sua Palavra e da oração. Significa obedecer ao que Ele ensina, mesmo quando é difícil. Significa participar de uma comunidade de fé onde você é ensinado, encorajado e corrigido. Significa tomar decisões baseadas nos princípios da Escritura, não nas opiniões do mundo. É um processo contínuo que se desenvolve ao longo de toda a vida cristã.
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