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Basta uma Palavra – Mateus 8:5-13


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Basta uma Palavra

Pregação Expositiva em Mateus 8:5-13 – E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.


Tipo de Pregação: Expositiva
Texto Bíblico: Mateus 8:5-13
Textos Complementares: Lucas 7:1-10; Salmo 107:20; Hebreus 4:14-16; Romanos 10:17; João 1:11-12; Mateus 7:29

Tema Central: Um oficial romano — gentio, estrangeiro, de fora do povo de Deus — teve uma fé que impressionou o próprio Senhor Jesus. Ele entendeu, melhor do que muita gente religiosa, que ao Senhor Jesus basta uma palavra. Reconheceu a autoridade que ninguém mais tinha reconhecido.

REl´ógio

Propósito: Evangelístico — apresentar a autoridade do Senhor Jesus sobre qualquer situação sem solução, e chamar o ouvinte a ter a fé que reconhece essa autoridade e confia na palavra dEle.


Como Usar este Esboço

Esta pregação é adequada para cultos evangelísticos, cultos regulares de domingo e momentos em que a congregação precisa ser lembrada da autoridade do Senhor Jesus sobre situações que parecem sem solução. A mensagem fala especialmente a pessoas desiludidas com a religião, a quem ainda não tem salvação, e a quem está atormentado pelas lutas da vida. A história do centurião é acessível e a lição sobre fé é direta. A linguagem foi mantida simples.

Finalidade: Evangelístico — mostrar que ao Senhor Jesus basta uma palavra para transformar o impossível, e conduzir o ouvinte à fé que reconhece essa autoridade.


Introdução

Um homem improvável se aproximou do Senhor Jesus em Cafarnaum.

Era um centurião — um oficial do exército romano, comandante de cem soldados. Era gentio, estrangeiro, de fora do povo de Israel. Representava o império que oprimia os judeus. Do ponto de vista religioso da época, era a última pessoa de quem se esperaria fé verdadeira.

E, no entanto, foi justamente esse homem que teve uma fé que impressionou o próprio Senhor Jesus.

O centurião tinha um servo muito doente — paralítico e sofrendo terrivelmente. E apesar de ser um homem de autoridade, com poder e recursos, ele reconheceu que diante daquela situação era impotente. Não havia nada que o dinheiro dele, a posição dele ou o poder dele pudessem fazer. Só uma pessoa poderia ajudar: o Senhor Jesus.

E então esse oficial romano disse ao Senhor Jesus uma frase que revela uma fé extraordinária: “dize somente uma palavra, e o meu criado sarará.” (v.8)

Basta uma palavra. Ele entendeu, melhor do que muita gente religiosa da época, que ao Senhor Jesus não faltava autoridade sobre coisa nenhuma. Vamos ver o que a fé desse homem tem a nos ensinar.


1. A fé que reconhece a própria impotência

Versículo de referência: “Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico, e violentamente atormentado… Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado.” (Mateus 8:6,8)

O centurião era um homem poderoso. Tinha autoridade militar, tinha soldados sob suas ordens, provavelmente tinha recursos e serviçais. Era acostumado a resolver problemas, a dar ordens, a fazer as coisas acontecerem.

Mas diante da doença do seu servo, toda essa autoridade não valia nada.

E o centurião reconheceu isso. Ele não tentou resolver por conta própria, não confiou no próprio poder, não achou que a posição dele resolveria. Ele foi ao Senhor Jesus reconhecendo que precisava de uma ajuda que só o Senhor podia dar.

Mais do que isso, ele reconheceu a própria indignidade: “não sou digno de que entres debaixo do meu telhado.” Um oficial romano, acostumado a ser respeitado e obedecido, se humilha diante do Senhor Jesus. Não veio com arrogância, não veio exigindo, não veio confiando em méritos. Veio com humildade, reconhecendo que não merecia nada.

Essa é a primeira marca da fé verdadeira: reconhecer a própria impotência e indignidade diante de Deus. Enquanto a pessoa acha que dá conta sozinha, que tem recursos próprios para resolver, que merece por mérito próprio, ela não se aproxima com fé real.

Muita gente poderosa aos olhos do mundo nunca se dobra diante de Deus, porque confia na própria força. O centurião era poderoso, mas foi humilde. E foi essa humildade que abriu caminho para a fé.

Você já reconheceu a sua impotência diante das situações que só o Senhor pode resolver, ou ainda está confiando nos seus próprios recursos? O centurião era um homem de autoridade, mas soube reconhecer que diante de certas coisas ele nada podia fazer. Que situação na sua vida você tem tentado resolver por conta própria, quando deveria estar levando ao Senhor com humildade?


2. A fé que reconhece a autoridade do Senhor Jesus

Versículo de referência: “Dize somente uma palavra, e o meu criado sarará. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade… e digo a este: Vai, e ele vai.” (Mateus 8:8-9)

Aqui está o coração da fé do centurião — e o que impressionou o Senhor Jesus.

O centurião entendia de autoridade. Ele mesmo estava sujeito a autoridades acima dele, e tinha autoridade sobre os soldados abaixo dele. Ele dizia a um soldado “vai”, e o soldado ia. Dizia “vem”, e o soldado vinha. A palavra dele tinha poder de comando.

E ele aplicou esse entendimento ao Senhor Jesus. Ele raciocinou: se a minha palavra, como oficial, tem autoridade para comandar soldados, quanto mais a palavra do Senhor Jesus tem autoridade para comandar a doença. Assim como meus soldados obedecem à minha voz, a enfermidade obedecerá à voz dEle.

Por isso ele disse: “dize somente uma palavra.” Ele entendeu que o Senhor Jesus não precisava nem estar presente, não precisava tocar, não precisava fazer nada elaborado. Bastava uma palavra, porque a palavra dEle tem autoridade sobre tudo.

Isso é fé de verdade — reconhecer que ao Senhor Jesus basta falar. O Salmo 107:20 diz: “Enviou a sua palavra, e os sarou.” A palavra do Senhor tem poder em si mesma. Ela cria, cura, liberta, transforma.

E note que o centurião reconheceu essa autoridade sem ter visto o milagre ainda. Ele creu antes de ver. Confiou na palavra do Senhor Jesus como suficiente. Essa é a fé que agrada a Deus — a que confia na palavra dEle mesmo antes de ver o resultado.

Muita gente quer ver para crer. O centurião creu para ver. Ele confiou na autoridade da palavra do Senhor Jesus, e essa confiança foi o que trouxe a resposta.

Você tem confiado na palavra do Senhor Jesus como suficiente, ou precisa ver para crer? O centurião entendeu que ao Senhor basta uma palavra, e confiou nisso antes de ver qualquer resultado. Que situação impossível na sua vida você precisa entregar, confiando que a palavra do Senhor tem autoridade sobre ela? Ele tem autoridade onde você não tem.


3. A fé que o Senhor Jesus reconhece e recompensa

Versículo de referência: “E ouvindo-o Jesus, maravilhou-se, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé… Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou.” (Mateus 8:10,13)

A reação do Senhor Jesus é impressionante. O texto diz que Ele “se maravilhou.” Poucas vezes nos Evangelhos vemos o Senhor Jesus se admirar de algo. E aqui foi a fé de um gentio, de um oficial romano, que O admirou.

E Ele fez uma declaração surpreendente: “nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.” Ou seja, um estrangeiro, de fora do povo de Deus, teve mais fé do que Ele havia encontrado no meio do próprio povo escolhido. Aquele que deveria estar mais distante estava, na verdade, mais perto — por causa da fé.

Isso é um alerta e um convite ao mesmo tempo. O Senhor Jesus continua: “muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus. E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores.” (v.11-12)

Os “filhos do reino” — o povo que tinha a herança, as promessas, a religião — corriam o risco de ficar de fora por falta de fé. Enquanto isso, gente improvável, de todos os cantos, entraria pela fé. João 1:11-12 confirma essa realidade: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam… deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.”

A lição é clara: não é a religião, a tradição ou a posição que salva. É a fé. O centurião não tinha a herança de Israel, mas tinha fé — e foi a fé que o Senhor Jesus reconheceu e recompensou.

E a recompensa veio: “como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou.” A palavra do Senhor Jesus, dita à distância, curou o servo no mesmo instante. A fé que reconheceu a autoridade dEle recebeu exatamente o que creu.

Você tem confiado na religião, na tradição ou na posição, ou tem a fé genuína que o Senhor Jesus reconhece e recompensa? O centurião não tinha nada da herança religiosa, mas tinha fé — e isso foi o que importou. Não é o que você tem por fora que conta diante de Deus, é a fé verdadeira no Senhor Jesus. Você tem essa fé?


Conclusão

Um oficial romano, gentio, estrangeiro, se aproximou do Senhor Jesus com uma necessidade impossível — um servo paralítico e atormentado.

E esse homem improvável teve uma fé que impressionou o próprio Senhor Jesus.

Ele reconheceu a própria impotência: apesar de todo o poder que tinha, nada podia fazer. Ele reconheceu a autoridade do Senhor Jesus: “dize somente uma palavra.” E ele recebeu a recompensa da fé: o servo curado no mesmo instante.

O Senhor Jesus se maravilhou e disse que não tinha encontrado tanta fé nem em Israel. Porque não é a religião nem a posição que conta diante de Deus — é a fé verdadeira.

E essa mensagem fala diretamente a você.

Se você está desiludido com a religião, saiba que o que salva não é religião — é a fé no Senhor Jesus, que tem autoridade onde ninguém mais tem.

Se você está atormentado por situações que parecem sem solução, saiba que ao Senhor Jesus basta uma palavra. Ele tem autoridade sobre aquilo que te aflige.

Se você ainda não tem certeza da salvação, o convite é o mesmo que o centurião respondeu: reconheça a sua necessidade, reconheça a autoridade do Senhor Jesus, e confie na palavra dEle.

Basta uma palavra do Senhor para mudar o impossível. A pergunta é: você tem a fé que reconhece essa autoridade e confia nela?


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Eduardo Chaves

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