O que Ela fez aos pés de Jesus
Pregação Expositiva em Lucas 7:36-50 – E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. E eis que uma mulher na cidade, que era uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento;
Tipo de Pregação: Expositiva
Texto Bíblico: Lucas 7:36-50
Textos Complementares: Salmo 51:17; Lucas 15:7; Romanos 5:8; 1 João 4:19
Tema Central: Uma mulher conhecida como pecadora entrou na casa de um fariseu, foi direto aos pés do Senhor Jesus, e fez algo que ninguém esperava. O próprio Senhor Jesus explicou o motivo: quem foi muito perdoado, ama muito. É a história de quem entendeu o que recebeu — e não conseguiu guardar isso por dentro.
Propósito: Evangelístico e de fortalecimento — mostrar que o amor genuíno pelo Senhor Jesus nasce do reconhecimento real de quanto a gente foi perdoado, e fazer um apelo à adoração que vem de um coração tocado de verdade.
Como Usar este Esboço
Esta pregação é adequada para cultos regulares de domingo, cultos evangelísticos e cultos de consagração. A história é conhecida, mas rica em detalhes que tocam qualquer pessoa — a coragem da mulher de entrar num ambiente hostil, o contraste com o fariseu que não a via como gente, e a palavra final do Senhor Jesus que muda tudo. A linguagem foi mantida simples e próxima.
Finalidade: Evangelístico e de fortalecimento — mostrar que o perdão do Senhor Jesus produz amor real, e que esse amor se expressa sem vergonha, sem cálculo, sem medo do julgamento dos outros.
Introdução
Simão, um fariseu, convidou o Senhor Jesus para comer na sua casa.
Era um convite educado, mas frio. O texto registra que Simão não deu ao Senhor Jesus água para lavar os pés — coisa que qualquer anfitrião fazia por todo convidado naquela época. Não beijou no rosto — gesto comum de boas-vindas. Não colocou azeite na cabeça — sinal de honra para quem chegava. Simão recebeu o Senhor Jesus como se fosse mais uma visita comum, sem nenhum gesto especial.
E então entrou uma mulher.
O texto não diz o nome dela. Diz apenas que era conhecida na cidade como alguém que tinha vivido uma vida errada. E que ela entrou na casa de Simão com um vaso de perfume caro.
O que ela fez a seguir é uma das cenas mais tocantes de todos os Evangelhos.
1. Ela foi — mesmo sabendo que não era bem-vinda
“E eis que uma mulher da cidade, que era pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com bálsamo.” (Lucas 7:37)
Aquela mulher sabia onde estava indo. Não era para um lugar qualquer — era para a casa de um fariseu, o tipo de pessoa que mais a julgaria, que mais a desprezaria, que mais a faria sentir que não tinha lugar ali.
Mas ela foi.
Sabia que o Senhor Jesus estava lá. E para ela, isso era mais importante do que a opinião dos que estavam na sala.
Quando ela entrou, a reação de Simão foi imediata. O texto mostra o pensamento dele: “se este fosse profeta, saberia quem e qual é a mulher que o está tocando; porque ela é pecadora.” (v.39) Ele a via como alguém que sujava o ambiente. Alguém que não devia estar ali.
Mas o Senhor Jesus a deixou ficar. Não se afastou quando ela se aproximou. Não sinalizou desconforto. Deixou ela se aproximar — e prestou atenção no que ela estava fazendo.
Isso fala de algo importante sobre o Senhor Jesus: Ele recebe quem vai até Ele. Não importa o que o mundo diz sobre essa pessoa, não importa a história que ela carrega, não importa o que os outros que estão na sala estão pensando. Quem vai até o Senhor Jesus é recebido.
Tem alguma coisa que faz você sentir que não tem lugar para chegar ao Senhor Jesus — um passado que pesa, algo que fez, a opinião que outras pessoas têm de você? A mulher da história entrou na casa do fariseu sabendo que não seria bem-vinda. Mas foi mesmo assim — porque sabia que o Senhor Jesus estava lá. E Ele a recebeu.
2. Ela chorou, ela ungiu, ela não se importou com o que pensavam
“E estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés e ungia-os com o bálsamo.” (Lucas 7:38)
O que essa mulher fez não foi pequeno.
Primeiro, ela se colocou atrás do Senhor Jesus — a posição mais humilde que alguém podia tomar. Não foi sentar do lado Dele, não foi chamar a atenção. Ficou atrás, aos pés.
Depois, chorou. E as lágrimas caíram nos pés dEle. Ela então usou os próprios cabelos para enxugar — os cabelos eram considerados a glória da mulher naquela cultura. Ela usou o que tinha de mais precioso para limpar o que estava molhado de lágrimas.
E depois abriu o vaso de perfume caro — bálsamo de alabastro, que valia muito — e ungiu os pés do Senhor Jesus.
Nada disso era calculado para impressionar. Era expressão real de alguém que havia entendido o que tinha recebido e não conseguia guardar por dentro.
O Senhor Jesus explicou o motivo do que ela fazia: “São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou.” (v.47) E então disse a chave de tudo: “mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.”
Ela amava muito porque tinha sido perdoada muito. E sabia disso. Não estava fingindo que a vida anterior não havia existido — estava exatamente porque sabia o tamanho do que havia recebido.
1 João 4:19 diz: “Nós amamos a Deus porque ele nos amou primeiro.” O amor pelo Senhor não começa em nós — começa no perdão que recebemos. Quando a gente entende de verdade o que foi perdoado, o amor pelo Senhor Jesus não precisa ser forçado. Ele sai.
Como está o seu amor pelo Senhor Jesus hoje — está quente, está frio, está morno? A mulher da história amava muito porque não havia esquecido o quanto havia sido perdoada. Se o seu amor pelo Senhor esfriou, talvez o remédio não seja se esforçar mais para amar — é voltar a pensar no que você recebeu. O amor pelo Senhor Jesus cresce quando a gente não esquece o peso do que foi perdoado.
3. “A tua fé te salvou” — a palavra que muda tudo
“E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai em paz.” (Lucas 7:50)
No meio de tudo o que estava acontecendo, o Senhor Jesus fez algo que ninguém esperava. Parou, olhou para a mulher e disse ao fariseu: “Vês esta mulher?”
Simão provavelmente a tinha visto desde o momento em que entrou. Mas o Senhor Jesus estava pedindo que ele a visse de verdade — como pessoa, não como problema.
E então o Senhor Jesus comparou a mulher com Simão. Ponto por ponto: Simão não havia dado água para lavar os pés — ela lavou com lágrimas. Simão não havia dado um beijo de boas-vindas — ela não havia parado de beijar os pés desde que chegou. Simão não havia posto azeite na cabeça — ela havia ungido os pés com perfume caro.
Simão havia feito o mínimo. A mulher havia feito o máximo.
E a diferença não era de personalidade, não era de quanto dinheiro tinham, não era de classe social. Era de quanto cada um entendia que havia recebido.
Simão achava que não precisava de muito perdão. A mulher sabia que havia precisado de muito. E por isso ela amava mais.
O Senhor Jesus então se virou para a mulher e disse as palavras que ela provavelmente nunca esqueceu: “Os teus pecados estão perdoados… A tua fé te salvou; vai em paz.”
Ela havia entrado naquela casa carregando um passado pesado. Saiu com a paz do Senhor Jesus.
Você já recebeu essa palavra do Senhor Jesus para a sua vida — a de que seus pecados foram perdoados? Não é uma frase religiosa bonita. É a palavra mais importante que qualquer pessoa pode ouvir. Se você ainda não recebeu, hoje pode ser esse dia. Se já recebeu — não esquece. A mulher da história não esqueceu. E por isso entrou naquela sala sem se importar com mais nada.
Conclusão
Uma mulher entrou na casa de um fariseu com um vaso de perfume caro. Não foi bem-vinda por ninguém que estava lá — exceto pelo único que importava.
Ela chorou aos pés do Senhor Jesus. Usou os próprios cabelos para enxugar as lágrimas. Abriu o vaso caro e ungiu os pés dEle sem se preocupar com o que estavam pensando.
Por quê? O Senhor Jesus mesmo respondeu: porque havia sido muito perdoada. E quem é muito perdoado, muito ama.
Simão havia recebido o Senhor Jesus na mesa — mas sem lágrimas, sem perfume, sem beijo de boas-vindas. Não porque fosse mau. Mas porque não sentia que precisava de muito perdão. E quem sente que precisa de pouco, pouco ama.
A mulher saiu dali com a paz do Senhor Jesus.
Você sabe o quanto foi perdoado? Quando a gente para e pensa de verdade nisso, o amor pelo Senhor Jesus não precisa ser forçado. Ele sai — como saiu naquela sala, nos pés do único que a recebeu.
Mais Esboço de Pregação
- A parábola da Condenação – Mateus 21:33-46
- Onde está o Cordeiro – Gênesis 22:7
- O Salvador Único – Filipenses 2:5-11
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