Pregação Expositiva em João 20:16 – “Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! — que quer dizer, Mestre.”
🟢 Ideal para: Cultos de Páscoa, mensagens de consolo em tempos de luto ou dificuldade, estudos sobre a ressurreição, momentos em que a igreja precisa ser lembrada da presença constante do Senhor Jesus.
Dicas de Uso:
É muito triste perder algo de grande valor. Existem perdas que trazem profunda tristeza e angústia. A morte de alguém que amamos é uma dor que parece não ter consolo.
Maria Madalena estava vivendo esse momento. O Senhor Jesus, aquele que a havia libertado de sete demônios, aquele que transformou sua vida, estava morto. Ela O viu ser crucificado. Viu onde O colocaram no sepulcro. E agora, na manhã do terceiro dia, ao voltar ao túmulo, descobriu que o corpo havia desaparecido.
Para Maria, era perda sobre perda. Não bastava a morte — agora nem o corpo ela tinha para honrar.
Mas o que Maria não sabia é que estava prestes a ter o maior encontro de sua vida. O Senhor não estava morto. Estava vivo. E viria pessoalmente consolá-la.
O texto de João 20:11-16 narra esse encontro emocionante. Maria chorando diante do túmulo vazio. Anjos perguntando por que chorava. Um “jardineiro” fazendo a mesma pergunta. E então — uma palavra, um nome, que mudou tudo: “Maria!”
Vamos percorrer este texto e ver como o Senhor consola os que choram.
A dor de quem pensa ter perdido o Senhor
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” (Mateus 5:4)
O texto começa: “Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar.”
Pedro e João haviam vindo, visto o túmulo vazio e voltado para casa. Mas Maria ficou. Não conseguia ir embora. Permaneceu ali, chorando.
O choro de Maria era de quem havia perdido o que mais amava. Jesus havia transformado sua vida. Lucas 8:2 nos conta que dela haviam saído sete demônios. O Senhor a libertou, restaurou, deu-lhe dignidade. E agora Ele estava morto — e o corpo havia desaparecido.
“Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro.” Mesmo em meio às lágrimas, Maria olhava. Buscava. Queria encontrar alguma explicação, algum sinal.
O choro de Maria representa a dor de quem pensa ter perdido o Senhor. Há momentos na vida em que nos sentimos assim — como se Deus estivesse ausente, como se tudo estivesse perdido. As circunstâncias parecem dizer que não há esperança.
Mas Maria estava olhando para o lugar errado. Buscava entre os mortos aquele que estava vivo. E o Senhor, que ela pensava ter perdido, estava mais perto do que ela imaginava.
Você está chorando diante de algum “túmulo vazio”? Alguma situação que parece sem solução? Não desista. Continue buscando. O Senhor não abandonou você. Ele está mais perto do que você pensa.
A dor que não consegue ver além do problema
“Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo.” (Josué 1:9)
Maria olhou para dentro do sepulcro e viu algo extraordinário: “Dois anjos vestidos de branco, sentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.”
Dois anjos! Sentados calmamente no lugar onde o corpo estivera. A cena deveria ter chamado sua atenção. Anjos não aparecem por acaso. Sua presença indicava que algo sobrenatural havia acontecido.
Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?”
Era uma pergunta que convidava Maria a refletir. Por que chorar diante de um túmulo vazio guardado por anjos? Não era sinal de tragédia — era sinal de vitória!
Mas Maria, envolvida em sua dor, respondeu: “Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.”
Ela ainda não compreendia. A angústia havia obscurecido sua capacidade de ver. Os anjos estavam ali, mas ela só conseguia pensar no corpo que faltava.
Isso acontece conosco também. Em meio às lutas, ficamos tão focados no problema que não conseguimos ver os sinais da presença de Deus. O Senhor está agindo, mas nossa dor nos impede de perceber.
Maria havia ouvido Jesus dizer que ressuscitaria ao terceiro dia. Mas no momento da prova, esqueceu a promessa. A dor presente apagou a palavra que havia recebido.
Em meio às suas lutas, você tem conseguido lembrar das promessas de Deus? Ou a dor tem obscurecido a Palavra? Os anjos estão presentes, mas você está olhando apenas para o que falta?
O Senhor presente, mas não reconhecido
“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” (Isaías 55:6)
Então algo aconteceu: “Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas não sabia que era Jesus.”
Jesus estava ali! De pé, bem atrás dela. Vivo, ressurreto. Mas Maria não O reconheceu.
Por que não reconheceu? Talvez as lágrimas embaçassem sua visão. Talvez não esperasse vê-Lo vivo. Talvez o corpo glorificado fosse diferente. O texto não explica — apenas registra que ela não sabia que era Jesus.
“Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras?”
A mesma pergunta dos anjos, agora feita pelo próprio Senhor. E uma segunda pergunta: “A quem procuras?” Jesus queria que Maria refletisse sobre o que realmente buscava.
“Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.”
Maria pensou que era o jardineiro do cemitério. E fez um pedido impossível — ela, uma mulher, carregar sozinha o corpo de um homem adulto. Mas o amor não calcula impossibilidades. Ela queria o Senhor de qualquer forma.
O Senhor Jesus estava diante dela, mas ela não O reconhecia. Buscava um corpo morto quando a Vida estava ali, de pé, falando com ela.
Quantas vezes o Senhor está presente em nossa vida, mas não O reconhecemos? Buscamos sinais, respostas, soluções — e Ele está ali, esperando que O vejamos. Abra os olhos. Ele está mais perto do que você imagina.
O Bom Pastor chama suas ovelhas pelo nome
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem.” (João 10:27)
Então veio o momento que mudou tudo: “Disse-lhe Jesus: Maria!”
Uma palavra. Um nome. Seu nome.
Maria não reconheceu Jesus pela aparência. Não reconheceu pela pergunta dos anjos. Não reconheceu pela pergunta do “jardineiro”. Mas quando Ele a chamou pelo nome — ela soube.
“Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! — que quer dizer, Mestre.”
O choro se transformou em alegria. A busca terminou. O Senhor que ela pensava ter perdido estava vivo, diante dela, chamando-a pelo nome.
Jesus havia dito: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem.” O Bom Pastor conhece cada ovelha pelo nome. E quando Ele chama, elas reconhecem.
Maria não precisou de provas elaboradas. Bastou ouvir seu nome na voz do Mestre. Era a voz que a havia libertado, curado, restaurado. Era a voz que ela conhecia e amava.
“Raboni” — Mestre! A resposta de Maria foi de adoração e reconhecimento. Aquele que ela buscava estava vivo. A morte não O venceu. O túmulo não O segurou. Ele ressuscitou!
O Senhor Jesus conhece você pelo nome. Ele sabe quem você é, o que está enfrentando, por que está chorando. E Ele vem ao seu encontro, chama você, consola você. Você reconhece a voz do Mestre quando Ele chama?
Maria Madalena chorava diante do túmulo vazio. Pensava ter perdido o Senhor para sempre.
Mas Jesus não estava morto — estava vivo. Não estava distante — estava ali, de pé, atrás dela. E veio pessoalmente consolá-la.
Os anjos perguntaram: “Por que choras?” Jesus perguntou: “Por que choras? A quem procuras?” E então, com uma única palavra — seu nome — transformou o choro em alegria.
O Senhor Jesus conhece você pelo nome. Ele sabe das suas lutas, das suas lágrimas, das suas perdas. E Ele não o abandona. Vem ao seu encontro, mesmo quando você não O reconhece.
A maior perda nesta vida não é perder bens, posição ou mesmo pessoas queridas. A maior perda é não ter o Senhor Jesus ao nosso lado. Mas para quem O conhece, há uma promessa: “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”
Ele venceu a morte. Ele ressuscitou. E Ele está vivo para sempre.
Se você está chorando hoje, ouça a voz do Mestre chamando seu nome. Ele está perto. Ele consola. Ele transforma luto em alegria.
“Maria!” — e tudo mudou.
Ele também chama você.
O texto não explica completamente. Pode ter sido pelas lágrimas que embaçavam sua visão, pela dor que a impedia de ver claramente, ou porque ela simplesmente não esperava vê-Lo vivo. Além disso, o corpo ressurreto de Jesus, embora reconhecível, tinha características diferentes — em outras aparições, os discípulos também demoraram a reconhecê-Lo (Lucas 24:16, João 21:4).
Jesus frequentemente fazia perguntas não para obter informação, mas para levar as pessoas à reflexão. A pergunta convidava Maria a examinar sua dor e perceber que o motivo do choro — a morte de Jesus — já não existia mais. Era uma forma amorosa de prepará-la para a revelação.
O Senhor Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço” (João 10:27). Chamar Maria pelo nome demonstra relacionamento pessoal e íntimo. Não era uma saudação genérica — era o Pastor chamando sua ovelha. Foi esse toque pessoal que a fez reconhecê-Lo imediatamente.
É uma forma aramaica de “Rabi” (Mestre, Professor), mas com conotação mais íntima e reverente — algo como “Meu Mestre” ou “Meu grande Mestre”. Era expressão de profundo respeito e afeição. Maria reconheceu Jesus como seu Senhor e Mestre.
Ensina que o Senhor Jesus está presente mesmo quando não O percebemos. Maria achava que O tinha perdido, mas Ele estava ali, de pé, atrás dela. Em nossas dores, podemos ficar tão focados no problema que não vemos a presença de Deus. Mas Ele não nos abandona — vem ao nosso encontro, nos chama pelo nome, e transforma nosso choro em alegria.