Pregação Expositiva em João 17:15 – “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”
🟢 Ideal para: Cultos de oração, mensagens sobre proteção divina, estudos sobre a oração sacerdotal de Jesus.
Dicas de Uso:
Na noite antes de ser entregue, o Senhor Jesus fez uma oração profunda e emocionante registrada em João 17. É conhecida como a oração sacerdotal — Jesus, como Sumo Sacerdote, intercede pelos seus.
Ele ora ao Pai. Ora por si mesmo, pela glorificação que viria através da cruz. Ora pelos discípulos que estavam com Ele. E ora por todos os que creriam através do testemunho deles — ou seja, ora por nós também.
No versículo 15, encontramos um pedido que pode parecer estranho à primeira vista: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”
Por que Jesus não pediria para nos tirar do mundo? A Igreja não vive na esperança do arrebatamento, da partida deste mundo?
É importante entender o momento e o propósito desta oração. Jesus sabia que partiria, mas seus discípulos ficariam. Teriam missão a cumprir. Precisariam permanecer no mundo — não como parte dele, mas como testemunhas nele. E para isso, precisariam de proteção.
O pedido de Jesus não é por isolamento, mas por preservação. Não é para fugir do mundo, mas para ser guardado do mal enquanto está no mundo.
Vamos examinar este versículo e compreender a oração do Senhor por sua Igreja.
A Igreja tem missão enquanto está no mundo
“Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” (João 17:18)
Jesus começa dizendo o que Ele não está pedindo: “Não peço que os tires do mundo.”
Isso pode soar estranho. O mundo é lugar de sofrimento, tentação, perseguição. Por que não pedir para ser tirado dele? A resposta está no propósito.
Jesus havia dito aos discípulos: “Vou preparar-vos lugar… e voltarei, e vos levarei para mim mesmo” (João 14:2-3). A promessa do arrebatamento é real. Mas entre a partida de Jesus e sua volta, a Igreja tem trabalho a fazer.
“Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (v.18). A Igreja foi enviada. Tem missão. Não pode ser retirada antes de cumpri-la.
O projeto de salvação foi consumado na cruz, mas precisa ser anunciado. As boas novas precisam alcançar todas as nações. A Igreja é o instrumento para isso. Se fosse tirada imediatamente, quem proclamaria o Evangelho?
Jesus não pede isolamento, mas capacitação. Não pede fuga, mas proteção. A Igreja permanece no mundo como sal e luz — preservando e iluminando. Está no mundo, mas não é do mundo.
O desejo de partir é legítimo. Paulo disse: “Tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1:23). Mas enquanto estamos aqui, temos propósito.
Você tem vivido com consciência da missão? A Igreja não está no mundo por acaso — está com propósito. Enquanto o Senhor não vem, temos trabalho. Não fuja do mundo — seja testemunha nele.
Preservação no mundo, não isolamento do mundo
“Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará, e guardará do maligno.” (2 Tessalonicenses 3:3)
O pedido central de Jesus é claro: “Mas que os livres do mal.”
A palavra grega para “mal” (poneros) pode se referir ao mal em geral ou ao Maligno — Satanás. Jesus pede proteção tanto do mal abstrato quanto do autor do mal.
O mundo está sob a operação do mal. O Senhor Jesus descreveu os sinais dos tempos em Mateus 24: engano, guerras, fomes, terremotos, perseguição, multiplicação da iniquidade, esfriamento do amor. Tudo isso vemos em nossos dias.
O mal se manifesta de muitas formas: erro, engano, violência, escândalos, imoralidade. Crianças, jovens, adultos — todos são alvos. O propósito do inimigo é “roubar, matar e destruir” (João 10:10).
Mas Jesus pediu ao Pai que nos livre. E o Pai ouve o Filho. Paulo escreveu: “Fiel é o Senhor, que vos confirmará e guardará do maligno” (2 Tessalonicenses 3:3).
Ser livre do mal não significa nunca enfrentar dificuldades. Significa ser guardado em meio a elas. Significa que o mal não nos vencerá, não nos destruirá, não nos afastará de Deus.
O Espírito Santo é o agente desta proteção. Ele habita na Igreja, guia, consola, fortalece e preserva. Enquanto a Igreja vive sob a operação do Espírito, está protegida da operação do mal.
O mal está ao redor, mas não precisa estar dentro de você. Jesus pediu sua proteção. O Espírito Santo guarda. Fuja da aparência do mal (1 Tessalonicenses 5:22) e viva sob a direção do Espírito.
O mundo sob o mal; a Igreja sob o Espírito
“Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno.” (1 João 5:19)
O contexto amplia a compreensão. Jesus disse: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo” (v.14).
Há dois domínios distintos: o mundo e a Igreja. O mundo está sob a operação do mal. A Igreja está sob a operação do Espírito Santo.
João escreveu: “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19). O mundo jaz no mal — está sob seu domínio, sua influência, sua direção.
A operação do mal no mundo produz: engano que afasta de Deus, violência que destrói vidas, imoralidade que corrompe, esperança que morre.
Mas a Igreja vive sob outra operação. O Espírito Santo habita nela. E sua operação produz: verdade que liberta, paz que sustenta, santidade que preserva, esperança que não se envergonha.
Jesus disse: “Não são do mundo, como eu do mundo não sou” (v.16). A Igreja está no mundo geograficamente, mas não pertence a ele espiritualmente. Sua cidadania é celestial. Seu Senhor é Cristo. Sua direção vem do Espírito.
Por isso a Igreja fiel anseia pela operação do Espírito Santo em seu meio. Sabe que só Ele pode preservá-la do mal. Só Ele pode conduzi-la em segurança até o dia do arrebatamento.
Sob qual operação você está vivendo? Do mal ou do Espírito? A diferença se vê nos frutos. Busque a cada dia a direção do Espírito Santo. Ele é sua garantia de proteção.
O cuidado do Senhor pelos seus
“Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome.” (João 17:12)
Jesus revela Seu coração pastoral: “Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (v.9).
A preocupação do Senhor é com Sua Igreja. Ela é a noiva amada do Cordeiro. Para ela foi preparado um lugar. Por ela Jesus deu Sua vida. E por ela Ele intercede.
“Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome” (v.12). Enquanto estava fisicamente presente, Jesus guardava os discípulos. Agora que partiria, confiava-os ao cuidado do Pai e enviaria o Espírito Santo.
“Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14:16). O Espírito Santo é o agente que cuida da Igreja, conduz, orienta e livra do mal.
A Igreja fiel ainda está no mundo. Enfrenta dificuldades, perseguições, tentações. Mas em seu coração há o anseio da partida e a certeza da proteção. Durante a jornada, não faltam os livramentos do Senhor.
O momento que vivemos requer discernimento. É preciso estar em comunhão com o Espírito Santo, exercendo uma vida de oração e obediência. Assim seremos guardados do mal até o dia em que o Senhor nos tire deste mundo — não por nossa oração, mas pela Sua volta gloriosa.
Você tem vivido em comunhão com o Espírito Santo? Ele é quem guarda, conduz e livra. A Igreja que vive sob Sua direção será preservada até o fim. Mantenha-se em oração e obediência.
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”
Jesus não pediu para nos tirar do mundo — porque temos missão aqui. Fomos enviados assim como Ele foi enviado. Enquanto não vem o arrebatamento, somos sal e luz.
Mas Jesus pediu para nos livrar do mal — porque o mundo está sob a operação do Maligno. O mal nos cerca, mas não precisa nos vencer. O Senhor intercede por nós, e o Pai ouve o Filho.
O contraste é claro: o mundo vive sob a operação do mal, que produz engano, destruição e morte. A Igreja vive sob a operação do Espírito Santo, que produz verdade, preservação e vida eterna.
A Igreja fiel está no mundo, mas não é do mundo. Tem o anseio da partida, mas cumpre sua missão enquanto aguarda. Enfrenta dificuldades, mas é guardada pelo Espírito. Não faltam livramentos, porque não falta o cuidado do Senhor.
Como ser preservado do mal que está ao redor? Vivendo em comunhão com o Espírito Santo. Exercendo vida de oração. Obedecendo às revelações do Senhor. Fugindo de toda aparência do mal.
O Senhor Jesus orou por você. O Pai ouviu. O Espírito guarda.
Você está no mundo, mas pode ser livre do mal.
É a oração registrada em João 17, feita por Jesus na noite antes da crucificação. É chamada “sacerdotal” porque Jesus, como Sumo Sacerdote, intercede pelos seus. Ele ora ao Pai por si mesmo (vv.1-5), pelos discípulos presentes (vv.6-19) e por todos os que creriam através deles (vv.20-26). É uma das orações mais profundas e reveladoras do coração de Cristo.
Porque eles tinham missão a cumprir. Jesus disse: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (v.18). A Igreja é instrumento de Deus para proclamar o Evangelho. Se fosse tirada imediatamente, não haveria quem anunciasse as boas novas. A permanência no mundo tem propósito.
A palavra grega (poneros) pode ter ambos os sentidos. Jesus provavelmente inclui tanto o mal abstrato (pecado, tentação, engano) quanto o Maligno pessoal (Satanás). O pedido é por proteção completa — tanto das manifestações do mal quanto de seu autor.
O Espírito Santo habita nos crentes, guia para a verdade, convence do pecado, fortalece na tentação, consola nas aflições e capacita para a santidade. Ele é o “outro Consolador” prometido por Jesus (João 14:16). Viver sob Sua direção é a garantia de proteção — não de ausência de lutas, mas de vitória através delas.
Ser livre do mal não significa ausência de lutas, mas vitória através delas. Jesus disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33). A proteção não é de toda dificuldade, mas da destruição. O mal não nos vencerá, não nos separará de Deus, não nos impedirá de alcançar a vida eterna.