O contraste entre Malícia e Clamor
Esboço de Pregação em Jonas 1:2 – “Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.”
💡 Como usar este Esboço de Pregação (Jonas 1-3)
📋 Tipo de Pregação: Textual
🎯 Finalidade: Exortação e autoexame — Esta mensagem usa a história de Nínive para levar os ouvintes a refletirem sobre o que tem subido de suas vidas até a presença de Deus. O contraste entre a malícia que subiu primeiro e o clamor de arrependimento que subiu depois desafia a igreja a examinar suas atitudes e ações. É ideal para cultos de consagração, campanhas de santificação ou momentos em que a igreja precisa ser despertada para o autoexame.
A história de Jonas é conhecida pelo episódio do grande peixe, mas seu tema central é o arrependimento — tanto o de Nínive quanto o que Jonas deveria ter. O pregador deve conduzir os ouvintes a se perguntarem: o que tem subido da minha vida até Deus? Malícia ou louvor? Pecado ou adoração? A mensagem equilibra confronto com esperança, mostrando que Deus está pronto para ouvir o clamor de quem se arrepende. Recomenda-se a leitura completa do livro de Jonas.
Introdução
Deus chamou Jonas para uma missão difícil: ir até Nínive, a grande cidade, e pregar contra ela. O motivo? “Porque a sua malícia subiu até à minha presença.”
Essa expressão é poderosa. Algo havia subido de Nínive até os céus. Algo havia chegado à presença de Deus. Mas não era louvor. Não era adoração. Não era o testemunho de vidas santas. O que chegou diante do Senhor foi a malícia — os pecados, os erros, as culpas de um povo que vivia longe de Deus.
Nínive era a capital do Império Assírio, conhecida por sua crueldade e violência. Seus pecados eram tantos e tão graves que subiram como um clamor negativo diante de Deus. O Senhor não podia ignorar. O juízo estava decretado.
Mas a história não termina aí. Quando Jonas finalmente pregou em Nínive, algo extraordinário aconteceu. O povo ouviu, se arrependeu e clamou a Deus. E agora, algo diferente subiu aos céus: não mais a malícia, mas o clamor de arrependimento.
Essa história nos faz uma pergunta séria: o que tem subido da nossa vida até a presença de Deus? O que tem chegado aos céus como resultado das nossas atitudes e ações?
1. O que subiu Primeiro: A Malícia (Jonas 1:2)
“A sua malícia subiu até à minha presença”
Versículo de referência: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7)
A primeira coisa que subiu de Nínive até Deus foi a malícia. A palavra hebraica usada aqui indica maldade, perversidade, comportamento destrutivo. Os ninivitas estavam vivendo de forma que ofendia a santidade de Deus.
É importante entender: Deus vê tudo. Ele é onisciente. Nada escapa aos seus olhos. Os pecados praticados em segredo, as atitudes escondidas, as palavras ditas no escuro — tudo chega até Ele. Não adianta o homem tentar esconder suas falhas. O que praticamos neste mundo sobe até os céus.
Nínive provavelmente não sabia que seus pecados estavam sendo registrados. Provavelmente achavam que podiam viver como quisessem sem consequências. Mas havia um Deus no céu que via, ouvia e se importava.
E o que Deus viu não o glorificou. Pelo contrário, provocou sua santa indignação. O juízo estava para vir. A destruição estava decretada. Quarenta dias, e Nínive seria destruída.
Essa é uma realidade que precisamos lembrar. Nossas ações têm consequências eternas. O que fazemos, pensamos e falamos chega até Deus. E um dia prestaremos contas.
🟠 O que tem subido da sua vida até Deus? Você tem vivido de forma que o glorifica ou que o entristece? Há pecados escondidos que você acha que ninguém vê? Deus vê. Há atitudes que você justifica, mas que ofendem a santidade dele? Ele sabe. Examine sua vida. O que está chegando aos céus como resultado do seu viver?
2. O que Subiu depois: O Clamor de Arrependimento (Jonas 3:8)
“Mas os homens e os animais sejam cobertos de sacos e clamem fortemente a Deus”
Versículo de referência: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2 Crônicas 7:14)
Quando Jonas pregou em Nínive, algo surpreendente aconteceu. O povo ouviu a mensagem, creu em Deus e se arrependeu. Do rei ao menor dos servos, todos se humilharam.
O rei fez uma proclamação extraordinária. Ele próprio desceu do trono, tirou suas vestes reais, vestiu-se de pano de saco e assentou-se sobre cinzas. Ordenou jejum para todos. E mais importante: ordenou que todos clamassem fortemente a Deus e se convertessem de seus maus caminhos.
Esses atos não eram apenas exteriores. Revelavam uma mudança interior. O coração do rei havia sido tocado. E o coração do povo também.
Agora, algo diferente estava subindo aos céus. Não mais a malícia, mas o clamor. Não mais o pecado, mas o arrependimento. Não mais a ofensa, mas a busca pelo perdão.
E Deus viu. A Bíblia diz que Deus viu as obras deles e se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria. O juízo foi suspenso. A cidade foi poupada.
🟠 Há esperança para quem se arrepende. Não importa quão grande seja o pecado, Deus perdoa quem clama a Ele com sinceridade. Nínive estava a quarenta dias da destruição, mas o arrependimento mudou tudo. Se você tem vivido longe de Deus, hoje é o dia de clamar. Mude a direção do que sobe da sua vida.
3. O que Deus quer ver: Mudança Interior (Jonas 3:10)
“E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho”
Versículo de referência: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus.” (Joel 2:13)
Deus não se impressiona com aparências. Ele não quer apenas mudanças exteriores — quer transformação interior. Os ninivitas vestiram pano de saco e jejuaram, mas o que moveu o coração de Deus foi ver que eles “se converteram do seu mau caminho”.
É fácil mudar o exterior. Vestir a roupa certa, falar as palavras certas, frequentar os lugares certos. Mas a mudança interior é obra do Espírito Santo. É quando o coração é tocado, as motivações são transformadas e a direção da vida muda de verdade.
Quando há mudança interior genuína, o exterior reflete. O rei de Nínive não apenas vestiu saco — ele desceu do trono. Não apenas jejuou — ordenou que todos se convertessem da violência. A mudança era de dentro para fora.
Paulo nos adverte: “Quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). Tudo o que fazemos sobe até Deus. A pergunta é: sobe como glorificação ou como agravo à sua santidade?
Se antes chegava ao Senhor a malícia e os pecados que nos faziam reprováveis, agora podemos fazer chegar a Ele nosso louvor, nossa gratidão, nosso testemunho de vida transformada.
🟠 Sua mudança tem sido apenas exterior ou interior? Você tem a aparência de piedade, mas o coração continua o mesmo? Deus vê além da superfície. Ele conhece suas motivações, seus pensamentos, seus desejos secretos. Peça ao Espírito Santo que faça uma obra profunda em você. Não se contente com religiosidade externa. Busque transformação genuína.
4. O que deve Subir Continuamente: Nosso Clamor (Salmo 141:2)
“Suba a minha oração perante a tua face como incenso”
Versículo de referência: “Orai sem cessar.” (1 Tessalonicenses 5:17)
A história de Nínive nos ensina que o que sobe até Deus faz diferença. Primeiro subiu a malícia — e veio juízo. Depois subiu o clamor — e veio misericórdia.
Hoje, como servos do Senhor, devemos fazer subir continuamente nosso clamor a Deus. Não um clamor de desespero por causa do pecado, mas um clamor de comunhão, de adoração, de dependência.
Há um clamor em nossa alma pelo Deus vivo. Um clamor que endereçamos dia após dia àquele que é o autor e consumador da nossa fé. Clamamos nas madrugadas, no trabalho, na escola, nas ruas, em nosso lar. É o “orai sem cessar” que Paulo nos ensinou.
A vida de comunhão com Deus é a arma que nos mantém firmes. Não esmorecemos, não desanimamos, porque temos feito uso da oração que nos assegura vitória no Senhor.
O salmista orou: “Suba a minha oração perante a tua face como incenso.” No tabernáculo, o incenso subia continuamente diante de Deus, representando as orações do povo. Hoje, nossas orações sobem como aroma agradável diante do Pai.
O que tem subido da sua vida? Que seja louvor. Que seja gratidão. Que seja adoração. Que seja o clamor de um coração que ama a Deus e vive para Ele.
🟠 Você tem clamado a Deus diariamente? Ou só o busca nas crises? A oração não deve ser apenas emergencial — deve ser o ritmo da nossa vida. Faça subir continuamente seu louvor, sua adoração, seu clamor. Enderece suas palavras não aos homens, mas a Deus. E sua vida será preservada nele para a eternidade.
Conclusão
A história de Nínive nos apresenta um contraste poderoso. Primeiro, subiu aos céus a malícia de um povo que vivia em pecado. O juízo estava decretado. A destruição era certa.
Mas quando Jonas pregou e o povo se arrependeu, algo diferente subiu: o clamor de corações quebrantados buscando a misericórdia de Deus. E Deus ouviu. O juízo foi suspenso. A cidade foi poupada.
Nosso Deus é onisciente. Ele sabe todas as coisas. Nada que fazemos, pensamos ou falamos escapa aos seus olhos. Tudo o que praticamos neste mundo sobe até os céus — como louvor ou como agravo à sua santidade.
A pergunta permanece: o que tem subido da sua vida?
Se tem sido malícia, pecado, desobediência — há tempo de mudar. Nínive estava a quarenta dias da destruição e ainda assim foi poupada. O arrependimento sincero muda a direção das coisas.
Se tem sido louvor, gratidão, testemunho de vida transformada — continue firme. Faça subir continuamente seu clamor a Deus. Viva de forma que glorifique o nome do Senhor.
Deus quer ouvir seu clamor. Enderece-o não aos homens, mas a Ele. E sua vida será preservada em Cristo para a eternidade.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. O que significa dizer que a “malícia subiu” até Deus?
É uma expressão que indica que Deus tomou conhecimento dos pecados de Nínive. Não que Deus não soubesse antes — Ele é onisciente. Mas a maldade havia chegado a um ponto que exigia intervenção divina. É semelhante a Gênesis 18:20, quando Deus disse que o “clamor de Sodoma e Gomorra” havia subido até Ele. Os pecados das cidades eram tão graves que o juízo não podia mais ser adiado.
2. Por que Deus deu chance a Nínive se a cidade era tão perversa?
Porque Deus é misericordioso e deseja que todos se arrependam (2 Pedro 3:9). Mesmo sendo uma cidade pagã e cruel, Deus enviou um profeta para alertá-los. Isso mostra que ninguém está além do alcance da graça divina. Se até Nínive teve oportunidade de arrependimento, qualquer pessoa pode se voltar para Deus e encontrar perdão.
3. O arrependimento de Nínive foi genuíno ou apenas medo do juízo?
A Bíblia indica que foi genuíno. Deus “viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho” (Jonas 3:10). Não foi apenas medo externo, mas mudança de comportamento. O próprio Jesus elogiou os ninivitas, dizendo que eles “se arrependeram com a pregação de Jonas” (Mateus 12:41). Embora o arrependimento tenha sido motivado pelo anúncio do juízo, foi sincero o suficiente para Deus aceitar.
4. Como posso saber se minha mudança é interior ou apenas exterior?
A mudança interior se reflete em frutos permanentes, não apenas em comportamento temporário. Pergunte-se: minha motivação mudou ou apenas minhas ações? Busco agradar a Deus mesmo quando ninguém está vendo? Há transformação nos meus pensamentos e desejos, não apenas nas minhas palavras? A mudança genuína é obra do Espírito Santo e produz fruto duradouro (Gálatas 5:22-23).
5. O que devo fazer para que meu “clamor” suba a Deus como os ninivitas?
Primeiro, seja sincero — Deus conhece o coração e não se impressiona com palavras vazias. Segundo, seja humilde — reconheça sua dependência total de Deus. Terceiro, seja perseverante — clame não apenas na crise, mas continuamente. Quarto, seja obediente — o clamor deve vir acompanhado de mudança de vida. Deus ouve o clamor de quem o busca de coração (Jeremias 29:13).
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