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Quando ouvimos outras vozes – Jeremias 7:23


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O Perigo de não ouvir a Deus

Esboço de Pregação em Jeremias 7:23 – “Mas isto lhes ordenei dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem.”

Biblia mulher da fe

💡 Como usar este Esboço de Pregação (Jeremias 7:23)

📋 Tipo de Pregação: Textual com exemplos bíblicos

🎯 Finalidade: Alerta e exortação — Esta mensagem expõe o chamado de Deus para que seu povo ouça sua voz, usando três exemplos bíblicos de personagens que ouviram outras vozes e sofreram consequências: Abrão ouviu a voz da razão (Sarai), Josué ouviu a voz do coração, Amnom ouviu a voz do amigo. É ideal para momentos em que a igreja precisa ser alertada sobre a importância de discernir a voz de Deus em meio a tantas outras vozes.

Contexto: Jeremias profetizou em tempos de apostasia. O povo de Judá havia abandonado a voz de Deus e seguido seus próprios caminhos. A história de Israel mostra um padrão: quando ouviam a Deus, prosperavam; quando ouviam outras vozes, eram oprimidos. Deus sempre levantou profetas e juízes para chamar o povo de volta. O texto base apresenta a condição fundamental da aliança: “Dai ouvidos à minha voz… para que vos vá bem.” Recomenda-se a leitura de Jeremias 7:21-28.


Introdução

Quando observamos a trajetória do povo de Deus na Bíblia, verificamos que com frequência eles eram oprimidos por outros povos. E isso ocorria, na maioria das vezes, porque deixaram de ouvir a voz de Deus.

Deus, porém, com seu incomensurável amor, sempre levantou servos valentes — profetas, juízes — para exortarem o povo a ouvir a voz do Deus de seus pais, do Deus que os tirou da escravidão do Egito com grandes sinais e maravilhas.

Em nossos dias não é diferente. Quando deixamos de ouvir a voz de Deus que nos é revelada — seja pela sua Palavra, seja por intermédio de algum servo, ou quando Ele fala diretamente conosco — amargamos prejuízos por essa desobediência.

O texto de Jeremias apresenta a condição fundamental: “Dai ouvidos à minha voz, e eu serei vosso Deus, e vós sereis o meu povo.” A bênção está condicionada a ouvir. O caminho certo depende de ouvir. “Para que vos vá bem” — o bem-estar vem de ouvir a Deus.

Mas o que acontece quando ouvimos outras vozes? Vozes que parecem sensatas, que tocam nosso coração, que vêm de pessoas próximas? A Bíblia nos mostra três personagens que deram ouvidos a outras vozes e sofreram por isso. Com eles podemos tirar preciosas lições para nossa vida espiritual.


1. Abrão e a Voz da Razão: Quando a lógica substitui a Revelação (Gênesis 16:1-4)

“E ouviu Abrão a voz de Sarai”

Versículo de referência: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” (Provérbios 14:12)

O primeiro exemplo é Abrão. Deus havia prometido que sua descendência seria numerosa. Porém, com o passar dos anos, a promessa não se cumpria.

Foi então que Sarai disse a seu esposo: “Eis que o Senhor me tem impedido de gerar. Entra, pois, à minha serva; porventura terei filhos dela.” E lemos: “E ouviu Abrão a voz de Sarai” (Gênesis 16:2).

Abrão ouviu a voz de Sarai porque ela tinha razão. Era lógico. Sarai estava velha, não tinha filhos. Agar era jovem e fértil. Do ponto de vista humano, fazia sentido.

Contudo, a voz da razão é diferente da voz de Deus, que é revelação. A razão analisa circunstâncias; a revelação transcende circunstâncias. A razão vê impossibilidades; Deus vê possibilidades.

Como consequência deste ato, Abrão gerou Ismael, que veio a ser o pai dos árabes. Catorze anos depois, Deus deu a Abraão o filho da promessa, Isaque. E Isaque gerou o povo judeu.

Ismael e Isaque não se dão bem até hoje — quatro mil anos depois. São séculos de conflito. Tudo porque Abrão deixou de ouvir a voz de Deus e ouviu a voz da razão.

Precisamos tomar cuidado com essa voz. Ela é coerente, lógica. Mas os prejuízos podem durar por anos em nossa vida.

🔥 Você tem tomado decisões baseado apenas na lógica? Cuidado! A razão pode parecer certa, mas nem sempre é a voz de Deus. Busque a revelação. Espere o tempo de Deus. Não substitua a promessa pela solução humana.


2. Josué e a Voz do Coração: Quando os sentimentos enganam (Josué 9:3-15)

“Não pediram conselho à boca do Senhor”

Versículo de referência: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9)

O segundo exemplo é Josué. Após a conquista de Jericó e Ai, um povo chamado gibeonitas veio a ele com uma mentira, buscando fazer aliança com Israel.

Vieram com roupas velhas, pão seco, odres rotos — fingindo ser de terra distante. Disseram: “De uma terra mui longe vieram os teus servos” (Josué 9:9).

Josué e os príncipes olharam as evidências. Os sinais pareciam verdadeiros. Os corações se comoveram. E no versículo 14 lemos a sentença fatal: “Os homens… não pediram conselho à boca do Senhor.”

Não ouviram a voz de Deus. Ouviram a voz do coração — aquele coração que o profeta Jeremias diz ser enganoso mais do que todas as coisas.

A voz do coração é passional, carregada de sentimentos, movida por aparências. Parece boa, parece certa, mas engana. Josué se compadeceu dos gibeonitas e fez aliança com eles. Três dias depois, descobriu a verdade: eram vizinhos, não estrangeiros.

O resultado? Josué teve que conviver com um povo estranho no meio de Israel. Não podia matá-los por causa do juramento. Tornaram-se servos, mas permaneceram — problema que durou gerações.

Quando damos ouvidos à voz do coração e não à voz do Senhor, colhemos prejuízos. O coração pode ser bem-intencionado, mas não é confiável sem a direção de Deus.

🔥 Você tem tomado decisões movido por emoções? Cuidado com o coração! Ele sente, mas nem sempre discerne. Antes de fazer alianças, compromissos, promessas — peça conselho à boca do Senhor. Não confie apenas no que parece.


3. Amnom e a Voz do Amigo: Quando conselhos humanos destroem (2 Samuel 13:1-15)

“E ouviu Amnom a voz de Jonadabe”

Versículo de referência: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios.” (Salmo 1:1)

O terceiro exemplo é Amnom, filho do rei Davi. Ele desejou carnalmente sua meia-irmã Tamar, contrariando a voz do Senhor que condenava união entre irmãos (Levítico 18:9).

Amnom conhecia os preceitos do Senhor. Sabia que era errado. Entrou em grande conflito interior, chegando até a adoecer. A luta era real. A consciência acusava.

Foi quando uma voz doce soou em seus ouvidos — a voz do amigo Jonadabe. “Deita-te na tua cama e finge-te de doente; e quando teu pai vier ver-te, dize-lhe: Que minha irmã Tamar venha dar-me de comer” (2 Samuel 13:5).

Que conselho terrível! Mas veio disfarçado de solução, de ajuda, de amizade. Amnom ouviu a voz do amigo. E quando Tamar entrou no quarto, ele cumpriu seu desejo pecaminoso.

O resultado? Vergonha. Ódio. E morte. Absalão, irmão de Tamar, tramou vingança e matou Amnom dois anos depois.

Muitos servos de Deus entram em dificuldades porque ouvem a voz do amigo da faculdade, do trabalho, do amigo “mais experiente”. E a voz do Senhor — o verdadeiro amigo, o bom conselheiro — não tem sido ouvida.

🔥 De quem você recebe conselhos? Nem todo amigo fala a voz de Deus. Alguns aconselham segundo a carne. Escolha bem seus conselheiros. E acima de tudo, ouça o Senhor — o amigo que nunca falha.


4. A Voz do Senhor: O Caminho seguro para a Bênção (Jeremias 7:23)

“Dai ouvidos à minha voz… para que vos vá bem”

Versículo de referência: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem.” (João 10:27)

Diante de tantas vozes, qual devemos ouvir? O texto base responde: “Dai ouvidos à minha voz, e eu serei vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem.”

A voz do Senhor é a voz segura. Não engana como o coração. Não se limita como a razão. Não tem interesses ocultos como alguns amigos. É voz de quem nos ama e conhece o fim desde o princípio.

Como ouvir essa voz? Através da Palavra. A Bíblia é a voz de Deus registrada. Quando a lemos com coração aberto, Ele fala. Através da oração. Quando nos calamos e buscamos sua face, Ele responde. Através de servos fiéis. Deus levanta profetas, pastores, irmãos maduros que transmitem sua voz.

O Senhor Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz.” Há uma capacidade dada aos filhos de Deus de reconhecer quando Ele fala. Mas essa capacidade precisa ser exercitada. Quanto mais ouvimos, mais reconhecemos.

A promessa é clara: “Para que vos vá bem.” Ouvir a Deus não é opcional — é condição para a bênção. Quem ouve, prospera. Quem ignora, sofre. A história de Israel prova. Nossa própria história pode confirmar.

🔥 Qual voz você tem ouvido? A da razão? A do coração? A do amigo? Ou a do Senhor? Volte-se para Deus. Abra sua Palavra. Ore. Busque. Ele quer falar. E quando Ele fala e nós obedecemos, nos vai bem.


Conclusão

Jeremias transmitiu o clamor de Deus: “Dai ouvidos à minha voz.”

Abrão ouviu a voz da razão — Sarai tinha lógica, mas não tinha revelação. O resultado foi Ismael, e séculos de conflito. A razão é coerente, mas não substitui a voz de Deus.

Josué ouviu a voz do coração — os gibeonitas pareciam verdadeiros, mas eram enganadores. O coração se comoveu, mas não consultou a Deus. Prejuízo por gerações.

Amnom ouviu a voz do amigo — Jonadabe deu conselho de morte disfarçado de solução. A voz do amigo destruiu o que a voz de Deus teria preservado.

Três vozes perigosas. Três exemplos de prejuízo. Três alertas para nós.

Mas há uma voz segura: a voz do Senhor. Ela vem pela Palavra, pela oração, pelos servos fiéis. Ela nunca engana. Ela sempre conduz ao bem.

Qual voz você tem ouvido? A da razão? A do coração? A do amigo? Ou a do Senhor?

“Dai ouvidos à minha voz… para que vos vá bem.”

Ouça a Deus. E vá bem.


FAQ – Perguntas Frequentes

1. Como distinguir a voz de Deus de outras vozes?

A voz de Deus sempre está em harmonia com sua Palavra escrita. Nunca contradiz a Bíblia. Geralmente traz paz, mesmo quando exige mudanças difíceis. Não é movida por pressa ou desespero. É confirmada pelo Espírito Santo em nosso interior. Pode ser confirmada por servos maduros e fiéis. Na dúvida, espere — Deus não tem pressa em nos guiar.

2. Por que a “voz da razão” pode ser perigosa?

A razão humana é limitada. Só enxerga circunstâncias presentes, não o futuro. Não considera o sobrenatural. Pode levar a soluções que parecem lógicas, mas que contrariam o plano de Deus. Abrão “ajudou” Deus com uma solução racional (Agar), mas criou problemas milenares. A revelação de Deus transcende a lógica humana e vê o que não vemos.

3. O coração é sempre enganoso?

Jeremias 17:9 afirma que o coração natural é enganoso. Porém, quando o Espírito Santo habita em nós e a Palavra nos molda, o coração pode ser transformado. Ainda assim, não devemos confiar cegamente nos sentimentos. Decisões importantes devem ser confirmadas pela Palavra e pela oração, não apenas pelo que “sentimos” ser certo.

4. Como identificar se um amigo está dando conselho de Deus?

O conselho piedoso está de acordo com a Bíblia. Não estimula pecado nem atalhos errados. Considera as consequências espirituais, não apenas as vantagens imediatas. Vem de alguém que teme a Deus e vive de forma coerente. Jonadabe era “muito sagaz” (2 Samuel 13:3), mas sua sagacidade era carnal, não espiritual. Escolha conselheiros pelo caráter, não pela esperteza.

5. O que fazer se já tomei decisões ouvindo vozes erradas?

Reconheça o erro diante de Deus. Ele perdoa e restaura. Nem sempre as consequências são removidas (Abrão viveu com Ismael), mas Deus pode redimir a situação. Aprenda com o erro. E a partir de agora, comprometa-se a buscar a voz de Deus antes de decidir. Ele é especialista em transformar nossos erros em aprendizado.


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