Uma mensagem de Encorajamento
Esboço de Pregação em Jeremias 48:6 – “Fugi, salvai a vossa vida e sereis como a tamargueira no deserto.”
Tipo de Pregação: Textual
Texto Base: Jeremias 48:6
Como Usar este Esboço
- A tamargueira é uma palmeira típica do deserto que não apenas sobrevive, mas frutifica em condições extremas.
- O foco desta mensagem é a vida do crente como a tamargueira: alimentando-se de fontes invisíveis, crescendo sob o sol das provações e oferecendo frutos doces aos que buscam refúgio.
- É uma mensagem de encorajamento para tempos difíceis.
Introdução
O deserto é lugar de morte. Sol escaldante. Areia que queima. Escassez de água. Poucas plantas sobrevivem ali. A maioria morreria em questão de dias.
Mas há uma árvore que não apenas sobrevive no deserto – ela prospera. Ela cresce. Ela frutifica. Quanto mais sol, mais forte ela fica. Quanto mais hostil o ambiente, mais ela se desenvolve.
É a tamargueira.
Quando Jeremias profetizou contra Moabe, disse ao povo: “Fugi, salvai a vossa vida e sereis como a tamargueira no deserto.” Era um tempo de destruição. Jerusalém já havia caído. O exílio era realidade. O mundo conhecido desmoronava.
E no meio desse caos, o profeta apontou para uma imagem de esperança: a tamargueira. A árvore que vive onde outras morrem. A planta que transforma adversidade em crescimento.
Essa é a imagem do crente neste mundo. Vivemos no deserto. O ambiente é hostil. As condições são difíceis. Mas, como a tamargueira, não apenas sobrevivemos – nós florescemos. E ainda oferecemos sombra, descanso e frutos doces para os viandantes exaustos da jornada.
A Tamargueira: Uma Palmeira do Deserto
“…e sereis como a tamargueira no deserto.” (Jeremias 48:6b)
Uma árvore singular
Existem muitos tipos de palmeiras no mundo. Algumas crescem em regiões tropicais, com chuvas abundantes. Outras precisam de solo fértil e clima ameno.
Mas a tamargueira é diferente. Ela é típica das regiões desérticas. Seu habitat natural é onde quase nada mais vive. Ela foi criada para prosperar exatamente onde as condições são mais adversas.
Muitas árvores morreriam se plantadas no deserto. Não teriam como buscar água. Não suportariam o calor intenso. Murchariam e secariam em pouco tempo.
A tamargueira não. Ela tem condições especiais para sobreviver e ser diferente. Ela foi feita para o deserto.
O segredo da sobrevivência
Como a tamargueira sobrevive onde outras morrem?
Raízes profundas – Enquanto a superfície é árida, a tamargueira busca água nas profundezas. Suas raízes descem muito abaixo da areia quente, alcançando lençóis subterrâneos que ninguém vê. Ela se alimenta de água invisível aos olhos.
Adaptação ao sol – Em vez de murchar sob o sol escaldante, a tamargueira usa a luz solar a seu favor. Ela recebe o sol e transforma em energia para crescer. Quanto mais sol incide sobre ela, mais ela abre seus pendões. Mais ela cresce ereta, direcionada para o alto.
Outras árvores seriam queimadas pelo mesmo sol que fortalece a tamargueira. A diferença não está no ambiente – está na natureza da árvore.
O Crente Como a Tamargueira
“O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano.” (Salmo 92:12)
Vivendo no deserto deste mundo
O crente, o homem que aceita Jesus como seu Salvador, é como a tamargueira no deserto.
Vivemos neste mundo, mas não somos deste mundo. O ambiente ao redor é hostil à fé. A cultura é contrária aos valores do Reino. O sistema está em oposição a Deus.
É um deserto espiritual. Muitos que tentam viver ali sem a vida de Deus definham, secam, morrem espiritualmente. Não têm recursos para sobreviver.
Mas o crente foi feito para esse ambiente. Não porque seja mais forte em si mesmo, mas porque tem acesso a recursos que outros não têm.
A água que ninguém vê
Ninguém vê a água que nutre a tamargueira. Ela a busca na profundidade, onde os olhos não alcançam.
Assim é o crente fiel. Ele vive da água da vida que ninguém conhece. Água invisível aos olhos do mundo.
O mundo olha para nós e pensa que apenas sobrevivemos, que estamos nos arrastando, buscando água desesperadamente como qualquer outro. Eles não entendem de onde vem nossa força. Não compreendem nossa paz. Não percebem nossa fonte.
Jesus disse à mulher samaritana: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4:14).
Essa é nossa água. A Palavra de Deus. A oração. A comunhão com o Espírito Santo. Fontes profundas que o mundo não vê, mas que nos sustentam no deserto.
O sol que fortalece
A tamargueira não foge do sol – ela o recebe. E quanto mais sol, mais ela cresce.
Para o crente, o sol representa as revelações de Deus, a luz da Sua Palavra, mas também o calor das provações. E aqui está o mistério: o mesmo sol que mata outras plantas fortalece a tamargueira. As mesmas circunstâncias que destroem outros fortalecem o crente.
Quanto mais sol incide sobre nós – mais revelações da parte de Deus, mais provas que testam nossa fé – mais crescemos. Mais nos fortalecemos. Mais nossos pendões são abertos. Uma abertura para a eternidade.
E crescemos eretos. Direcionados para o alto. Não curvados pelo peso das circunstâncias, mas elevados em direção ao céu.
Paulo escreveu: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança” (Romanos 5:3-4).
O sol das tribulações, que queimaria outros, produz em nós esperança.
Os Frutos da Tamargueira
“Plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes.” (Salmo 92:13-14)
Frutos no deserto
A tamargueira não apenas sobrevive – ela frutifica. Produz tâmaras. Frutos nutritivos e adocicados.
Isso é extraordinário. No lugar onde nada deveria crescer, ela produz alimento. No ambiente mais hostil, ela oferece doçura.
Frutos cozidos pelo calor
Há um detalhe fascinante sobre as tâmaras da tamargueira no deserto. Quando os frutos caem na areia quente, o próprio calor do deserto os cozinha. A terra escaldante que mataria outras plantas serve para adocicar os frutos da tamargueira.
Os frutos tornam-se mais doces exatamente por causa do ambiente adverso.
Assim são os frutos do crente que passa pelas provações. A mesma tribulação que amarguraria outros produz em nós frutos adocicados. Nossa experiência com Deus no deserto se transforma em alimento doce para os que nos procuram.
Quem nunca sofreu pode falar sobre sofrimento, mas quem passou pelo vale e experimentou a fidelidade de Deus tem um fruto diferente para oferecer. Um fruto cozido pelo calor. Um testemunho adocicado pelas lágrimas.
Sombra e descanso
A tamargueira também oferece sombra. No deserto, onde o sol castiga sem misericórdia, encontrar uma árvore que oferece abrigo é como achar um tesouro.
O viandante exausto, que vem de longe na longa jornada, encontra na tamargueira:
- Sombra – proteção contra o sol inclemente
- Descanso – um lugar para recuperar as forças
- Alimento – frutos doces e nutritivos
O crente é isso para o mundo. Em meio ao deserto da vida, oferecemos abrigo. Os que vêm de longe, cansados da jornada, encontram em nós – na igreja – um lugar de refrigério.
Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei… e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mateus 11:28-29).
Nós somos extensão desse convite. Somos a sombra de Cristo no deserto do mundo.
Fugi, Salvai a Vossa Vida
“Fugi, salvai a vossa vida…” (Jeremias 48:6a)
O contexto do chamado
Quando Jeremias escreveu este texto, falava a um povo em grande dificuldade espiritual. Jerusalém já havia sido tomada. O povo estava sendo levado ao exílio. Tudo aconteceu por causa da desobediência e do não atendimento às profecias.
Moabe, a quem o capítulo 48 é dirigido, também enfrentaria destruição. O profeta clamou: “Fugi, salvai a vossa vida.”
Era um chamado urgente. A destruição se aproximava. A única esperança era fugir – e aprender a viver como a tamargueira no deserto.
O chamado para hoje
Na hora atual, a fuga continua sendo uma necessidade.
Não somos excepcionais. Não estamos livres da situação difícil que nos cerca. Também somos atingidos pela tribulação que se abate sobre o mundo. As mesmas crises que afetam outros nos afetam também.
Mas a diferença é que temos uma palavra de certeza. De segurança. Conhecemos as profecias. Sabemos que estas coisas que estão acontecendo fazem parte de um plano maior.
As tribulações não nos destroem – elas nos amadurecem. O deserto não nos mata – ele nos fortalece. E assim, podemos trazer segurança aos corações que estão aflitos.
Enquanto o mundo entra em pânico, nós temos paz. Enquanto outros se desesperam, nós temos esperança. Não porque sejamos melhores, mas porque estamos conectados a uma fonte que eles não conhecem.
Conclusão
“Fugi, salvai a vossa vida e sereis como a tamargueira no deserto.”
O crente é a figura da tamargueira.
Ele vive no deserto da vida – neste mundo árido e hostil à fé.
Ele se alimenta da água que ninguém vê – a Palavra, a oração, a comunhão com Deus. Fontes profundas, invisíveis ao mundo.
Ele vive do sol intenso que mata outras plantas – as provações que destroem outros o fortalecem. Quanto mais sol, mais ele cresce ereto, direcionado para o alto.
E ele oferece aos viandantes exaustos:
- Sombra – abrigo contra o calor da vida
- Descanso – um lugar de paz em meio ao caos
- Alimento – frutos cozidos pelo calor, adocicados pelas provações
Você está no deserto? Não se desespere. Você foi feito para isso. Como a tamargueira, você tem acesso a água que outros não veem. Você pode crescer onde outros morrem. Você pode frutificar onde nada deveria produzir.
E os que passarem por você, cansados da longa jornada, encontrarão sombra, descanso e frutos doces.
Seja a tamargueira. Viva do invisível. Cresça sob o sol. Frutifique no deserto.
E ofereça ao mundo sedento o que só você pode dar: o testemunho de uma vida que prospera onde nada mais sobrevive.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que é a tamargueira e como ela difere de outras palmeiras?
A tamargueira é uma palmeira típica de regiões desérticas, diferente de outras que precisam de chuvas abundantes e solo fértil. Ela possui raízes profundas que alcançam água subterrânea e é adaptada para usar o sol intenso a seu favor. Enquanto outras árvores morreriam no deserto, a tamargueira prospera e frutifica exatamente nesse ambiente hostil.
2. Por que os frutos da tamargueira são mais doces no deserto?
Quando as tâmaras caem na areia quente do deserto, o próprio calor as cozinha naturalmente, tornando-as mais doces e nutritivas. Isso ilustra como as provações do crente, em vez de amargurar, podem produzir frutos mais doces – testemunhos e experiências que alimentam e consolam outros.
3. O que significa o crente “beber água que ninguém vê”?
Assim como a tamargueira busca água em lençóis subterrâneos invisíveis à superfície, o crente se alimenta de fontes espirituais que o mundo não percebe: a Palavra de Deus, a oração, a comunhão com o Espírito Santo. O mundo não entende de onde vem nossa força e paz porque não vê nossas fontes.
4. Como o sol que mata outras plantas fortalece a tamargueira?
A tamargueira foi criada para transformar luz solar intensa em energia de crescimento. Quanto mais sol, mais ela abre seus pendões e cresce. Para o crente, as provações e revelações de Deus (representadas pelo sol) não destroem, mas fortalecem. O que amarguraria outros produz em nós crescimento e maturidade espiritual.
5. Como posso ser “sombra e descanso” para outros como a tamargueira?
Sendo um lugar de acolhimento para os cansados. Oferecendo palavras de esperança baseadas em sua experiência com Deus. Compartilhando os “frutos” de suas provações – testemunhos de fidelidade divina que encorajam outros. A igreja deve ser como a tamargueira no deserto: um oásis onde os viandantes exaustos encontram refrigério.
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