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Lembra-te destas coisas – Isaías 44:21


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O Chamado de Deus à Memória

Esboço de Pregação Isaías 44:21 – “Lembra-te destas coisas, ó Jacó, e Israel, porquanto és meu servo; eu te formei, meu servo és, ó Israel, não me esquecerei de ti.”

Biblia thompson

💡 Como usar este Esboço de Pregação (Isaías 44:21)

📋 Tipo de Pregação: Textual

🎯 Finalidade: Exortação e encorajamento — Esta mensagem desenvolve os temas extraídos de Isaías 44:21: o chamado a lembrar, a transformação de Jacó em Israel, a formação divina do servo, e a promessa de que Deus não se esquece. É ideal para momentos em que a igreja precisa ser despertada para valorizar o que Deus fez, voltar ao primeiro amor e às primeiras obras, ou quando os irmãos estão esquecidos das misericórdias do Senhor.

Contexto: O capítulo 44 de Isaías é um dos mais ternos do livro. Deus fala de forma íntima a seu povo, descrevendo profeticamente tudo o que fez por eles — eram povo seu, que Ele gerou e comprou. Porém, a história de Israel no tempo de Isaías mostra um povo que havia esquecido o que Deus fizera, esquecido de onde o Senhor os havia tirado. Por isso, o Senhor os chama à atenção: “Lembra-te…” É convite à memória espiritual, para que valorizem a bênção recebida. Recomenda-se a leitura de Isaías 44 completo.


Introdução

Há momentos em nossas vidas que precisamos nos lembrar. Lembrar quem éramos e quem somos. De onde fomos tirados e onde estamos. O que Deus fez e continua fazendo.

O capítulo 44 de Isaías é um dos mais íntimos da Bíblia. Deus fala diretamente ao seu povo. Descreve profeticamente tudo o que fez por eles. Era um povo seu, que Ele gerou, formou e comprou.

Mas quando lemos a história de Israel no tempo de Isaías, vemos um povo que havia esquecido. Esquecido das maravilhas. Esquecido dos livramentos. Esquecido de onde o Senhor os havia tirado. E quando esquecemos, perdemos a gratidão, perdemos o temor, perdemos o valor da bênção.

Por isso o Senhor chama à atenção: “Lembra-te destas coisas, ó Jacó, e Israel.”

Note que Deus usa dois nomes: Jacó e Israel. Não é acidente. É referência ao que Ele fez — mudou Jacó para Israel. Mudou o enganador em príncipe com Deus. É isso que Ele fez conosco também.

E então vem a declaração poderosa: “Eu te formei, meu servo és… não me esquecerei de ti.”

Deus nos formou. Deus não nos esquece. Mas nós, lembramos? Ou já esquecemos de onde viemos, do que fomos libertos, do que o Senhor operou em nossas vidas?

O Senhor hoje quer nos lembrar.


1. “Lembra-te Destas Coisas”: O Chamado à memória Espiritual (Isaías 44:21a)

O perigo de esquecer o que Deus fez

“Somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram.” (Deuteronômio 4:9)

“Lembra-te” — é ordem, não sugestão. Deus sabe que temos tendência a esquecer. Por isso ordena: lembra-te.

O povo de Israel tinha história rica com Deus. Foram libertos do Egito com mão poderosa. Viram o mar se abrir. Comeram maná no deserto. Receberam a Lei no Sinai. Conquistaram a terra prometida. Experimentaram livramentos, vitórias, provisões.

Mas esqueceram. A geração de Isaías havia esquecido de onde veio. Esqueceu o que Deus fizera. E quando se esquece, vem a ingratidão, vem a frieza, vem o afastamento.

Conosco não é diferente. Precisamos nos lembrar das experiências com Deus. Dos livramentos. Das curas. Das provisões. Dos momentos em que, na nossa fraqueza, Ele nos fez fortes.

Você se lembra de como era sua vida antes de conhecer o Senhor? Lembra do dia em que Ele te alcançou? Lembra das orações respondidas, das portas abertas, das lágrimas enxugadas?

A memória espiritual é essencial. Quando lembramos, valorizamos. Quando valorizamos, agradecemos. Quando agradecemos, permanecemos fiéis.

O Senhor quer nos lembrar para que demos mais valor à sua bênção. Para que voltemos às primeiras obras, ao primeiro amor. O esquecimento esfria o coração. A memória aquece a gratidão.

💡 Reserve um tempo para lembrar. Faça um inventário das obras de Deus em sua vida. Anote os livramentos. Recorde as vitórias. Não deixe que a rotina apague a memória do que o Senhor fez. Quem lembra, valoriza. Quem valoriza, permanece.


2. “Ó Jacó, e Israel”: A Transformação que Deus Opera (Isaías 44:21b)

De enganador a príncipe com Deus

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17)

Deus usa dois nomes: Jacó e Israel. Não é repetição — é revelação.

Jacó significa “suplantador”, “enganador”. Era o nome do homem natural, do caráter torto, daquele que vivia de artimanha. Israel significa “príncipe com Deus”, “aquele que luta com Deus e prevalece”. Foi o nome dado após o encontro transformador no Jaboque.

O Senhor usa estes dois nomes como referência do que Ele fez. Mudou Jacó para Israel. Transformou o caráter. Deu nova identidade.

Nós precisamos lembrar que éramos Jacó e somos Israel. Precisamos lembrar muitas vezes que fomos Jacó — que vivíamos no engano, éramos enganadores, andávamos segundo a carne, seguíamos nossos próprios caminhos.

Mas hoje não estamos só numa igreja. Não fazemos parte apenas de uma denominação. Éramos Jacó e somos Israel de Deus. Deus mudou as nossas vidas!

A transformação é real. O velho homem foi crucificado. O novo homem nasceu. As coisas velhas passaram. Tudo se fez novo.

Quando esquecemos dessa transformação, corremos o risco de voltar a agir como Jacó. Por isso o Senhor lembra: você era Jacó, mas eu te fiz Israel. Não volte ao que era. Lembre de quem você se tornou pela minha graça.

💡 Você lembra de quem era antes de Cristo? Do “Jacó” que você foi? E reconhece o “Israel” que se tornou? A transformação não foi mérito seu — foi obra de Deus. Valorize essa mudança. Não volte aos velhos padrões. Viva como Israel, não como Jacó.


3. “Eu te Formei, Meu Servo És”: A Obra de Deus em Nós (Isaías 44:21c)

Formados pelo Senhor, não por homens

Versículo de referência: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras.” (Efésios 2:10)

“Eu te formei” — palavras profundas. Não fomos nós que saímos do mundo; o Senhor nos tirou de lá. Ele não só nos tirou, mas nos formou servos.

A palavra “formei” é muito significativa. Está relacionada a tudo que Deus fez em nós. Tudo que aprendemos. Tudo de ruim que Ele mudou. Cada área transformada. Cada caráter moldado. Cada fraqueza fortalecida.

Não fomos convencidos por argumentos humanos. Não fomos formados por homens ou por religião. Fomos formados servos pelo Senhor, por uma operação do seu Espírito.

O oleiro trabalha o barro. Molda, pressiona, corrige, refaz. O processo não é sempre agradável, mas o resultado é vaso útil. Assim Deus faz conosco. Ele é o oleiro; nós somos o barro. Ele forma, molda, transforma.

“Meu servo és” — não somos servos de denominação, de líder humano, de sistema religioso. Somos servos do Senhor. Ele nos formou para si. Pertencemos a Ele.

Essa consciência muda tudo. Se Deus me formou, Ele tem propósito para mim. Se sou servo dele, minha vida tem direção. Não estou aqui por acaso. Fui formado pelo Senhor para servi-lo.

💡 Reconheça a obra de Deus em você. Cada mudança, cada crescimento, cada vitória sobre o pecado — foi Ele quem operou. Você é feitura dele. Valorize o processo de formação. Submeta-se ao oleiro. E sirva àquele que te formou.


4. “Não me Esquecerei de Ti”: A Fidelidade de Deus (Isaías 44:21d)

Ainda que esqueçamos, Ele não esquece

Versículo de referência: “Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho de peito, que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu não me esquecerei de ti.” (Isaías 49:15)

O versículo termina com promessa gloriosa: “Não me esquecerei de ti.”

Nós esquecemos. É nossa tendência. Esquecemos os livramentos, as bênçãos, as promessas. A rotina nos faz esquecer. As lutas nos fazem esquecer. O tempo nos faz esquecer.

Mas Deus não esquece. Ele não se esquece da obra que fez em nós. Não se esquece do pacto que firmou. Não se esquece do amor que nos dedicou.

Isaías 49:15 usa imagem poderosa: uma mãe pode esquecer seu filho de peito? É quase impossível. Mas “ainda que esta se esquecesse, eu não me esquecerei de ti.”

O amor de Deus é maior que o amor materno. Sua memória é perfeita. Sua fidelidade é eterna. Ele gravou nosso nome nas palmas de suas mãos. Não há esquecimento em Deus.

Que consolo! Ao longo da nossa caminhada, o Senhor sempre vai nos lembrar que éramos Jacó e hoje somos Israel. E ainda que nos esqueçamos de tudo que Ele nos fez, Ele não se esquece da obra que realizou em nós.

Somos lembrados por Deus. Somos guardados em sua memória. Somos preciosos aos seus olhos.

💡 Mesmo que você tenha esquecido de Deus em algum momento, Ele não esqueceu de você. Sua fidelidade não depende da nossa. Descanse nessa promessa. E responda ao seu amor lembrando-se dele, assim como Ele sempre se lembra de você.


Conclusão

“Lembra-te destas coisas, ó Jacó, e Israel.”

O Senhor nos chama à memória. Lembrar quem éramos — Jacó, o enganador, o homem natural, perdido em seus próprios caminhos. Lembrar quem somos — Israel, transformados pela graça, filhos de Deus, servos do Altíssimo.

“Eu te formei, meu servo és.”

Não fomos formados por religião ou por homens. Fomos formados pelo Senhor. Cada mudança em nosso caráter, cada vitória sobre o pecado, cada passo de crescimento — foi obra dele. Somos feitura sua.

“Não me esquecerei de ti.”

Esta é a promessa que nos sustenta. Nós podemos esquecer — e frequentemente esquecemos. Mas Deus não esquece. Sua memória é perfeita. Seu amor é fiel. Ele não se esquece da obra que fez em nós.

Hoje o Senhor quer nos lembrar. Para que valorizemos sua bênção. Para que voltemos às primeiras obras, ao primeiro amor. Para que nunca esqueçamos de onde viemos e para onde vamos.

Éramos Jacó. Somos Israel.

Fomos formados servos.

E Ele não se esquece de nós.

Lembra-te.


FAQ – Perguntas Frequentes

1. Por que Deus usa os dois nomes “Jacó” e “Israel” no mesmo versículo?

Para destacar a transformação que Ele opera. Jacó era o nome do homem natural — significa “suplantador” ou “enganador”. Israel foi o nome dado após o encontro com Deus no Jaboque — significa “príncipe com Deus”. Ao usar ambos os nomes, Deus lembra ao povo (e a nós) de onde viemos e para onde fomos levados. Éramos Jacó, mas pela graça nos tornamos Israel.

2. O que significa “eu te formei” neste contexto?

Refere-se à obra completa de Deus em moldar seu povo. Inclui a eleição, a redenção, a santificação, o ensino, a correção — todo o processo pelo qual Deus transforma o caráter e prepara o servo para seus propósitos. Não é formação acadêmica ou religiosa, mas formação espiritual pelo Espírito Santo. Somos “feitura sua” (Efésios 2:10).

3. Por que temos tendência a esquecer o que Deus fez?

A natureza humana é propensa ao esquecimento espiritual. A rotina nos distrai. As novas lutas ocupam nossa atenção. O tempo distancia as memórias. Israel constantemente esquecia os livramentos de Deus (Salmo 106:13). Por isso a Bíblia está cheia de chamados a “lembrar” — é disciplina espiritual necessária para manter a gratidão e a fidelidade.

4. Como podemos cultivar a memória espiritual?

Através de práticas intencionais: manter um diário de bênçãos e respostas de oração; celebrar datas significativas de conversão ou livramentos; compartilhar testemunhos regularmente; meditar nos feitos de Deus na Bíblia e em nossa vida; participar da Ceia do Senhor, que é memorial (“fazei isto em memória de mim”). A memória espiritual precisa ser cultivada para não se perder.

5. A promessa “não me esquecerei de ti” é condicional?

Não. A fidelidade de Deus não depende da nossa fidelidade. Ele não esquece porque é fiel à sua própria natureza e ao pacto que estabeleceu. Mesmo quando Israel foi infiel, Deus permaneceu fiel (2 Timóteo 2:13). Isso não é licença para descuido, mas segurança para os que vacilam. Deus nos chama a lembrar, mas mesmo se falharmos, Ele não nos esquece.


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