I Crônicas

A Arca era envolvida de mistérios – I Crônicas 13:12-14

A Arca da Presença de Deus

Esboço de Pregação em 1 Crônicas 13:12-14 – “E naquele dia Davi temeu a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus? Pelo que Davi não trouxe a arca a si, à cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o geteu. Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tinha.

Introdução de 1 Crônicas 13:12-14

Desde o início, o desejo de Deus sempre foi habitar no meio do Seu povo e se revelar a eles. No Antigo Testamento, o símbolo mais poderoso dessa presença era a Arca da Aliança. Ela não era apenas uma caixa de madeira. Sobre ela estava o Propiciatório, onde a glória de Deus se manifestava. Dentro dela, estavam os mistérios de Israel: as Tábuas da Lei, o Maná e a Vara de Arão, que representavam a Palavra, a Provisão e a Autoridade de Deus.

A Arca era santa e terrível. Quando Israel entrou na Terra Prometida, foi a Arca que foi à frente, abrindo um caminho novo pelo rio Jordão. A presença de Deus ia adiante, e o povo a seguia com reverência. No entanto, a história da Arca é também a história de como a humanidade lida com a santa presença de Deus, uma lição que ecoa até os dias de hoje para a Igreja.

Desenvolvimento

A jornada da Arca, assim como o mover do Espírito Santo hoje, passou por diferentes fases que nos ensinam muito.

1ª Parte – A Presença de Deus Tratada com Hostilidade (A Religião)

A Arca foi capturada pelos filisteus nos dias do profeta Samuel. Eles a trataram como um troféu de guerra, um ídolo a mais para colocar em seu templo. Mas a presença de Deus não pode ser domesticada ou tratada como um amuleto da sorte. A Arca trouxe juízo sobre os filisteus, que, apavorados, a devolveram.

Aplicação: Isso representa a religião sem relacionamento. É a tentativa de usar o nome e o poder de Deus para fins próprios, sem submissão e sem aliança. Hoje, muitos tentam manipular a bênção de Deus, mas não conhecem o Deus da bênção. Para estes, a presença do Senhor não traz alegria, mas desconforto e juízo.

2ª Parte – A Presença de Deus Tratada com Negligência (A Tradição)

Quando a Arca voltou a Israel, após um incidente trágico em Bete-Semes, onde homens morreram por olharem dentro dela com irreverência, ela foi levada para a casa de Abinadabe, em Quiriate-Jearim. E ali ela ficou, por vinte longos anos, esquecida. A presença de Deus estava no meio do povo, mas estava guardada, empoeirada, negligenciada. O rei Saul, em todo o seu reinado, nunca se preocupou em trazê-la de volta ao centro da adoração. O povo se acostumou a viver sem a manifestação da glória de Deus.

Aplicação: Isso representa a tradição vazia. É o perigo de nos acostumarmos com as coisas de Deus a ponto de perdermos o temor e a paixão. É ter a Bíblia na estante, mas não no coração. É ir à igreja por costume, mas não buscar um encontro real com o Espírito Santo. A presença de Deus se torna um objeto de museu, honrado de longe, mas sem impacto na vida diária.

3ª Parte – A Presença de Deus Tratada com Zelo sem Conhecimento (Um aprendizado doloroso)

Finalmente, o rei Davi, com um coração sincero, decide trazer a Arca de volta. Seu motivo era nobre, mas seu método estava errado. Em vez de seguir as ordens de Deus — que a Arca deveria ser carregada nos ombros dos levitas (Números 4:15) —, ele imitou os filisteus e a colocou em um carro de bois novo. Ele usou a tecnologia do mundo, a sua própria razão, para fazer a Obra de Deus.

A consequência foi trágica. Quando os bois tropeçaram, Uzá, filho de Abinadabe, que cresceu com a Arca em casa, estendeu a mão para segurá-la. Sua familiaridade o levou à presunção, e ele morreu fulminado. Davi, chocado e com medo, percebeu que a presença de Deus é santa e não pode ser tratada de qualquer maneira. O zelo, sem a obediência à Palavra, pode levar ao desastre.

Este é um aprendizado para nós. Não podemos fazer a Obra de Deus do nosso jeito. Temos que fazê-la do jeito Dele. Ou seguimos a direção da Sua Palavra e do Seu Espírito, ou nosso trabalho será em vão e perigoso.

Conclusão de 1 Crônicas 13:12-14

Amedrontado, Davi desvia a Arca para a casa de um homem chamado Obede-Edom. Enquanto o grande rei de Israel teve medo, este homem simples, um “adorador”, abriu as portas de sua casa e acolheu a presença de Deus. E o que aconteceu? Em apenas três meses, “o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tinha”. A notícia se espalhou, e Davi entendeu: a presença de Deus não é uma ameaça para o coração humilde e reverente, mas a fonte de toda bênção.

Então, Davi organiza um novo cortejo. Desta vez, da maneira correta: com os levitas carregando a Arca nos ombros, com sacrifícios, com temor e com uma alegria contagiante.

Esboço de Pregação em 1 Crônicas 13:12-14 – “E naquele dia Davi temeu a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus? Pelo que Davi não trouxe a arca a si, à cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o geteu. Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tinha.


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